Polícia
Policial civil aposentado que espancou idoso em elevador já havia cortado pneus de vizinho
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Conteúdo/ODOC – O policial civil aposentado Luciano Testa, de 56 anos, que foi flagrado agredindo um idoso de 62 anos dentro de um elevador do Condomínio dos Açores, no bairro Cidade Alta, em Cuiabá, já se envolveu em outros episódios de conflito com moradores do edifício.
Moradores do condomínio relatam um histórico de desentendimentos envolvendo o ex-servidor, incluindo um caso registrado no ano passado, quando ele foi filmado cortando os pneus do carro de um vizinho.
As imagens, divulgadas pelo site Repórter MT, mostram Luciano no estacionamento do condomínio segurando uma faca. No vídeo, ele se aproxima do veículo, fura o pneu dianteiro direito e, em seguida, contorna o automóvel para danificar os outros três pneus antes de deixar o local.
O episódio ocorreu em junho de 2025, depois que o policial aposentado acusou o morador de ter feito comentários ou adotado comportamentos inadequados em relação à sua esposa.
Segundo relatos de vizinhos, o comportamento agressivo fez com que alguns moradores passassem a evitar ficar sozinhos com a mulher de Luciano nas áreas comuns do prédio, temendo novos conflitos.
O caso mais recente aconteceu na última quinta-feira (11), quando câmeras de segurança registraram o momento em que Luciano agride violentamente um morador dentro do elevador do condomínio.
De acordo com a vítima, os desentendimentos começaram em agosto do ano passado, após o policial questioná-lo sobre o fato de ele evitar contato com sua esposa.
O idoso afirmou que procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência e que, desde então, a relação entre os dois se deteriorou. “Tive que ir à delegacia registrar o boletim. A partir daí ele ficou bravo. Na semana passada teve audiência de conciliação e ele já demonstrava estar bastante alterado”, relatou a vítima em entrevista ao programa Cadeia Neles.
Ainda segundo o morador, a discussão evoluiu até culminar nas agressões dentro do elevador. A esposa da vítima, de 59 anos, teria sido empurrada ao tentar interromper os ataques. O filho de Luciano também presenciou a cena.
As agressões só terminaram quando o idoso conseguiu sair do elevador e se refugiar no apartamento de outro morador. Após o episódio, um novo boletim de ocorrência foi registrado.
Após a repercussão do caso, Luciano divulgou um vídeo nas redes sociais em que nega ter agido sem motivo e afirma ter sido vítima de assédio por parte do idoso.
Segundo ele, o episódio teria ocorrido em agosto do ano passado, também dentro do elevador do condomínio. “Muita mentira foi contada. A suposta vítima deu outra versão. Se eu dissesse a vocês, apenas na minha palavra, que em agosto do ano passado eu estava no elevador, a porta estava se fechando, ele abriu, entrou e se esfregou em mim por trás, vocês acreditariam nesse absurdo?”, declarou.
O policial aposentado afirmou ainda que possui provas para sustentar sua versão dos fatos e que pretende apresentá-las publicamente. “Estão me massacrando na internet, falando coisas absurdas. É muito hater, muito perfil falso comentando. A maneira como foi noticiado também: ‘Um policial agredindo um idoso’. Nós somos praticamente da mesma idade, somos aposentados”, disse.
Luciano Testa é apresentador do podcast Contra o Crime, voltado à discussão de ocorrências policiais e temas ligados à segurança pública em Mato Grosso, com a participação de autoridades e representantes da política estadual.
Polícia
Advogado é detido ao ser flagrado com substâncias suspeitas ao entrar na PCE
Policiais penais da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, identificaram quatro invólucros plásticos com substância não identificada durante o procedimento de inspeção corporal de um advogado, na tarde de quinta-feira (15). Ele foi conduzido à delegacia.
A ocorrência foi registrada durante o acesso do profissional à unidade prisional para atendimento jurídico a uma pessoa privada de liberdade.
Durante a inspeção realizada com o auxílio do aparelho de body scanner, equipamento que funciona como uma máquina de raios X de corpo inteiro, as policiais penais do Plantão Alfa, responsáveis pela operação do equipamento, identificaram uma faixa escura na região pélvica do advogado.
Questionado pela equipe, o profissional entregou voluntariamente quatro invólucros plásticos com substância não identificada.
O material foi acondicionado em um envelope de segurança devidamente lacrado, conforme os procedimentos de preservação e cadeia de custódia.
Na sequência, os invólucros e a identificação profissional do advogado foram encaminhados à Central de Flagrantes de Cuiabá para a adoção das providências cabíveis.

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