Cultura
Bahia ganha nova empresa de audiovisual
Cultura
O país ganhou mais um espaço para a produção de filmes nacionais. Em Salvador, acaba de inaugurar a Bahia Filmes, a primeira empresa pública estadual de produção audiovisual.

A nova instituição, que passa a funcionar no edifício Oscar Cordeiro, no bairro do Comércio, vai ampliar as oportunidades para produtores, realizadores e empreendimentos cinematográficos baianos.
Ela está vinculada à Secretaria Estadual de Cultura e será responsável por captação de investimentos, além do apoio à distribuição de obras e ao desenvolvimento de novos negócios no segmento do audiovisual da Bahia.
A expectativa é que a Bahia Filmes também atue em outras frentes, como a atração de produções para o território baiano, a formação profissional, a promoção de talentos e empresas do setor e o desenvolvimento de novos negócios no estado.
O Secretário Estadual de Cultura, Bruno Monteiro, destaca como a Bahia Filmes vai fortalecer a cadeia produtiva do audiovisual.
“O audiovisual que é memória, o audiovisual que é identidade, o audiovisual que é um vetor de crescimento e desenvolvimento econômico. E é nisso tudo que nós apostamos ao criarmos essa empresa, que vem para potencializar, para organizar, para fomentar, para fazer circular as obras baianas e projetar cada vez mais todas as riquezas dos profissionais, dos cenários, das histórias, de tudo aquilo que a Bahia produz.”
Segundo o Governo do estado, recursos no valor de 46 milhões de reais serão destinados à comercialização de obras audiovisuais e ao Programa Arranjos Regionais Bahia, realizado em parceria com o Ministério da Cultura e a Fundação Cultural do Estado.
No site bahiafilmes.ba.gov.br já é possível cadastrar os dados como pessoa física ou jurídica para participar das iniciativas da instituição. É só acessar o link SUAV — Sistema Unificado do Audiovisual.
A página já disponibilizou o primeiro edital para seleção de 10 projetos, com aportes entre 200 mil reais e 400 mil reais por proposta, que serão destinados exclusivamente às estratégias de comercialização das obras, contemplando ações como planejamento de lançamento, divulgação, marketing, promoção e distribuição.
Na terça-feira (30), começam as inscrições para os três editais do Programa Arranjos Regionais Bahia. Já na quarta-feira (1º), será aberto o edital de Recursos Próprios da Bahia Filmes.
Juntos, os investimentos contemplam ações nas áreas de formação, difusão, pesquisa e comercialização de obras audiovisuais.
Cultura
Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte
A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.
A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.
A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.
“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.
Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.
“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.
O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.
“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.
A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.
“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.
Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.
A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!
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