Saúde
Após décadas de espera, Governo de Mato Grosso muda cenário da saúde com o Hospital Central
Saúde
O Hospital Central de Alta Complexidade, unidade do Governo de Mato Grosso em operação desde janeiro deste ano, marca um novo momento da saúde pública no estado e tem recebido diversos elogios de pacientes e seus familiares.
A moradora de Diamantino Cleonice Soares, esposa do paciente Francisco, que passou pela cirurgia robótica, considera que o atendimento da unidade traz muitos diferenciais e é melhor do que em hospitais privados.
“A gente vinha há um tempo só tratando no particular e quando surgiu a oportunidade de a gente vir para Cuiabá e fazer esse tratamento pelo SUS foi uma vantagem muito grande, algo extraordinário em nossas vidas. O lugar é fantástico, é um acolhimento que a gente não acha nem em rede particular. Todo mundo nos acolheu como alguém muito especial”, avaliou.
Voltado à medicina de alta complexidade, o Hospital Central é uma unidade estruturada para a realização de procedimentos cirúrgicos de alta precisão, com incorporação de tecnologias avançadas, incluindo cirurgia robótica, voltada ao atendimento exclusivo de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Nós tiramos o Hospital Central do papel e trouxemos para Mato Grosso o que há de melhor na saúde do Brasil. Ao escolher o Einstein para administrar a unidade, elevamos o padrão da saúde pública e ampliamos o acesso a serviços de alta complexidade. O mato-grossense merece ter aqui o atendimento que antes precisava buscar fora do estado”, avaliou o governador Otaviano Pivetta.
Administrado pelo Einstein Hospital Israelita, organização filantrópica com 25 anos de atuação no SUS, o Hospital Central foi responsável pelas primeiras cirurgias robóticas feitas pela saúde pública em Mato Grosso. A primeira delas foi em fevereiro e, desde então, já são 23 cirurgias realizadas, entre urologia e ginecologia.
A cirurgia robótica traz mais precisão na realização dos procedimentos e garante uma recuperação mais ágil e confortável ao paciente. Além da urologia e da ginecologia, cirurgias pediátricas e do aparelho digestivo também serão feitas com o robô.
Outro avanço foi a realização das primeiras intervenções cardíacas pediátricas por meio do serviço de hemodinâmica, implementado em maio de 2026. A tecnologia permite procedimentos menos invasivos e menor dependência de encaminhamentos para tratamento fora do estado. São dois aparelhos no Hospital Central, sendo um deles voltado exclusivamente para procedimentos cardiovasculares. A partir do mês de julho, a previsão é ofertar pelo menos 240 procedimentos por mês dessa especialidade.
“Mais do que ampliar a oferta de serviços e atuar como referência em alta complexidade, o Hospital Central qualifica a assistência em saúde de Mato Grosso. A unidade foi estruturada para garantir atendimento humanizado, seguro e resolutivo, compatível com os mais altos padrões de qualidade”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.
Mais de 17 mil atendimentos já foram realizados no Hospital Central, entre consultas em sete especialidades cirúrgicas pediátricas, ortopédicas pediátricas, ortopédicas oncológicas, urológicas, gerais, do aparelho digestivo e ginecológicas, além de exames de imagens e laboratoriais e cirurgias. Pacientes de 104 municípios de Mato Grosso já foram atendidos neste hospital, o que corresponde a mais de 73% do território estadual.
Até o final de julho, a unidade hospitalar entra em sua operação plena, ampliando para 12 o total de especialidades cirúrgicas. Serão inseridos procedimentos vasculares, cardiovasculares, torácicos, de mastologia oncológica e neurocirurgias eletivas. Para isso, profissionais médicos de 36 especialidades foram contratados para compor a equipe do Hospital Central, proporcionando a integralidade da assistência, com diagnósticos precisos e rápidos e qualidade assistencial diferenciada, necessária à alta complexidade.
“Temos conseguido, desde o início da operação do Hospital Central, oferecer à população de Mato Grosso serviços de excelência que ainda não estavam disponíveis no SUS do estado, ampliando o acesso e trazendo uma nova realidade à população”, comemorou a diretora da unidade, Alessandra Bokor.
Os pacientes atendidos no hospital são encaminhados pela Central Estadual de Regulação. Para isso, os usuários do SUS precisam manter atualizados seus contatos junto à unidade de saúde de sua comunidade.
Sobre o Einstein
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc.
Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no SUS por meio da gestão de unidades públicas, que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência, e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
Saúde
Cirurgiões-dentistas de MT participam de novo módulo sobre odontologia inclusiva
Prática”, voltado a cirurgiões-dentistas, estudantes de Odontologia e pesquisadores. A capacitação será realizada das 8h às 17h, no auditório do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT), com foco em protocolos de acolhimento e manejo de pacientes com necessidades especiais.
O módulo desta edição tem como tema “Protocolos de acolhimento e manejo seguro para pacientes com necessidades especiais” e será conduzido pela professora Márcia Cançado, titular da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e presidente da Câmara Técnica Gaúcha de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais, do Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul (CRO-RS).
Durante a capacitação, a professora abordará técnicas práticas de acolhimento e manejo de pacientes neurodivergentes e de pessoas com outras deficiências. A programação inclui, ainda, apresentação e discussão de pesquisas e experiências científicas, ampliando o espaço para troca de conhecimentos entre profissionais, estudiosos e acadêmicos.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser realizadas pelo site do CRO-MT.
A ação de educação continuada é promovida pelo CRO-MT em parceria com o Instituto Iglesias, dirigido pelas cirurgiãs-dentistas Norma e Adriane Iglesias. A instituição é pioneira no atendimento odontológico de pessoas com deficiência em Mato Grosso.
Para a dentista Norma Iglesias, o atendimento a pacientes com necessidades especiais exige uma abordagem que considere também as particularidades de suas famílias. “Cuidar de pacientes especiais exige acolhimento diferenciado, afinal, não se promove apenas o cuidado odontológico, mas também a recepção a uma família atípica. O manejo dentro e fora da clínica deve ser integrado para que o cuidado seja completo e eficaz”, afirma Norma, que há mais de 40 anos atua no atendimento desse público.
A dentista Adriane Iglesias destaca que a atualização profissional é fundamental diante dos avanços nas técnicas de atendimento e das diferentes necessidades dos pacientes. “A formação continuada nos traz novos e importantes insights para promover melhorias no manejo, nas formas de tratamento e no acolhimento. Em um cenário cada vez mais dinâmico, estar atento às novas tendências é necessário. Por isso, trazer eventos como este é tão desafiador. A cada novo módulo, promovemos a integração entre profissionais, acadêmicos e estudiosos renomados de várias partes do país”, destaca.
Programação
A programação começa pela manhã com a palestra “Odontologia Inclusiva na Prática”, que abordará protocolos de acolhimento e manejo seguro na Odontopediatria e no atendimento a pacientes com necessidades especiais.
A partir das 13h, será realizada uma Mesa Redonda, seguida de Rodas de Conversa com participação das Comissões Técnicas do CRO-MT e dos demais participantes.
Segundo a organização, o momento será dedicado à troca de experiências, discussão de desafios e construção conjunta de estratégias para a atuação em Odontopediatria e no atendimento de pessoas com necessidades especiais. A atividade terá mediação da professora Márcia Cançado. “Este será um espaço para troca de experiências, discussão de desafios e construção conjunta de estratégias para a atuação em Odontopediatria e pessoas com necessidades especiais”, explica Wania Dantas, presidente do CRO-MT.
Outro destaque da programação será o hands-on, atividade prática com apresentação de materiais sensoriais e odontológicos voltados à Odontopediatria e ao atendimento de pacientes com necessidades especiais. A atividade permitirá aos participantes conhecer e aplicar materiais e estratégias que podem contribuir para o condicionamento, ampliar a comunicação e fortalecer a relação entre dentista e paciente, além de auxiliar na avaliação e no diagnóstico comportamental.
Serviço
Evento: Odontologia Inclusiva na Prática – Educação Permanente
Data: 9 de outubro de 2026
Horário: das 8h às 17h
Local: Auditório do CRO-MT – Cuiabá/MT
Inscrições: vagas limitadas, pelo site do CRO-MT
(Com informações da Assessoria)
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