Polícia
Avião faz pouso forçado em fazenda às margens de rodovia federal em Mato Grosso
Polícia
Uma aeronave foi encontrada abandonada após um pouso forçado em uma fazenda localizada às margens da BR-364, na zona rural de Alto Garças (MT), neste sábado (25). A Polícia Militar foi acionada diante da suspeita de que o avião pudesse ter sido utilizado no transporte de drogas, mas, durante as buscas, não encontrou entorpecentes, tripulantes ou qualquer responsável pela aeronave.
Segundo a PM, a denúncia indicava que o avião estava próximo à pista de pouso da Fazenda Ruaro, na altura do km 35 da rodovia, com acesso por cerca de 12 quilômetros de estrada de terra.
Ao chegar ao local, equipes do 1º Pelotão de Alto Garças, com apoio de policiais de Alto Araguaia, encontraram a aeronave fora da pista e com o trem de pouso quebrado, o que indica que o piloto pode ter perdido o controle durante a aterrissagem.
Os militares realizaram buscas na área, mas não localizaram vítimas nem pessoas ligadas ao avião. Também não foram encontrados entorpecentes ou outros objetos que confirmassem a suspeita inicial de envolvimento com o tráfico de drogas.
A ocorrência foi registrada e o caso será apurado pelas autoridades competentes para identificar a origem da aeronave, as circunstâncias do pouso forçado e o paradeiro dos ocupantes.
Polícia
Operação derruba esquema que suava funcionários e motoristas para desviar cargas de soja
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Zira’A, para cumprimento de ordens judiciais relacionadas a investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em furtos e desvios de cargas de soja em propriedades rurais da região oeste do estado.
Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda e de Vila Bela da Santíssima Trindade.
Também foi decretado pela Justiça afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, possibilitando a extração e análise de informações que possam contribuir para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros envolvidos e individualizar a atuação de cada suspeito.
A investigação iniciou após o registro do furto de uma carga de soja ocorrido em julho de 2023, em uma propriedade rural localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, quando foi furtada uma carga de soja, avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.
A análise de materiais apreendidos, oitivas e levantamentos patrimoniais revelou que os alvos da operação atuavam juntos no desvio contínuo de cargas na região.
Além da ação principal, a Polícia Civil identificou a relação de parte dos investigados com o furto de uma carga de soja em Pontes e Lacerda, o que demonstra que os fatos não se tratam de um episódio isolado.
Como funcionava o esquema
A investigação aponta que a subtração dos grãos exigia a participação alinhada do balanceiro, do classificador, do motorista e do proprietário do veículo. Juntos, eles viabilizavam a saída da soja sem o registro fiscal e contábil, permitindo o desvio da carga para recepção ilegal por terceiros.
As diligências indicaram ainda que a dinâmica criminosa não se limitava ao transporte. O esquema exigia a atuação coordenada de pessoas situadas tanto dentro da propriedade rural, responsáveis por viabilizar a pesagem, classificação e liberação irregular dos grãos, quanto fora dela, com a disponibilização dos veículos e realização do transporte das cargas desviadas.
As investigações também apontaram suspeitas de utilização de empresas e aquisição de bens para ocultação e dissimulação de valores provenientes dos crimes, circunstâncias que levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração não apenas sobre os furtos de cargas, mas também sobre possíveis crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Apreensões
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos bens pertencentes aos investigados sobre os quais recaem indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.
A medida busca impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio possivelmente obtido com os furtos e preservar os bens para as providências cabíveis no curso da investigação e do processo criminal.
A operação representa mais uma etapa da investigação e busca reunir novos elementos de prova sobre a atuação do grupo, identificar o destino da carga furtada, esclarecer a movimentação dos valores obtidos com os crimes e verificar a eventual participação dos investigados em outros furtos de cargas de grãos ocorridos na região.
Nome da operação
O nome “ZIRA’A” faz referência à palavra árabe associada a “agricultura” ou “cultivo”, em alusão ao objeto central da investigação: o desvio criminoso de cargas de grãos provenientes de propriedades rurais.
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