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Operação prende quatro por comandar tráfico de drogas em MT, Rondônia e Pernambuco

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 A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT) deflagrou, nesta quarta-feira (29), a Operação Malha Fechada, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela prática de tráfico interestadual de drogas e lavagem de capitais.

São cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco. Além das buscas, foram decretadas quatro prisões preventivas contra integrantes apontados como responsáveis pela coordenação, pela logística e pela movimentação financeira do grupo criminoso. As medidas cautelares autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso.

As investigações identificaram uma estrutura criminosa voltada ao transporte interestadual de entorpecentes, que utilizava empresas, veículos com compartimentos ocultos, imóveis destinados ao armazenamento temporário de drogas e mecanismos financeiros destinados à dissimulação dos recursos obtidos com a atividade ilícita.

Durante a fase investigativa, que contou com apoio do Comando de Operações de Divisas da Polícia Militar de Goiás (COD/GO), foram reunidos elementos que vincularam o grupo a três apreensões de drogas, respectivamente: 370 kg de cocaína, 210 kg de maconha e 30 kg de skunk. 

Os investigados poderão responder, conforme suas respectivas participações, pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais e outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

A FICCO/MT é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, pela Polícia Militar de Mato Grosso e pela Polícia Rodoviária Federal.

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Homem parafusa portas e janelas para manter mulher presa em Cuiabá

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Conteúdo/ODOC – Uma mulher foi resgatada pela Polícia Militar após ser mantida em cárcere privado pelo próprio companheiro, que chegou a parafusar portas e janelas para impedir que ela saísse de casa. O caso ocorreu na sexta-feira (30), no Residencial Jatobá, em Cuiabá. O suspeito foi preso em flagrante.

Segundo a PM, a equipe chegou ao imóvel após receber uma denúncia anônima de que a vítima estava sendo mantida presa contra a própria vontade.

Durante a apuração, os policiais constataram que já havia um boletim de ocorrência registrado no dia 7 de outubro, envolvendo o mesmo casal e endereço.

Antes de ir ao local, a equipe entrou em contato com a mãe da vítima, que mora em Alta Floresta. Ela relatou que estava há algum tempo sem notícias da filha e que havia tentado telefonar para ela naquele dia, mas não conseguiu contato.

Ao chegarem à residência, os militares chamaram pelos moradores. A mulher e o companheiro saíram do imóvel e, visivelmente abalada, ela contou que estava impedida de sair de casa desde a noite anterior.

Aos policiais, a vítima relatou que já havia conseguido fugir para Rondonópolis, mas foi localizada pelo companheiro e obrigada a retornar a Cuiabá.

Durante o trajeto, o homem teria levado a mulher até uma região de mata, onde fez ameaças e a submeteu a violência psicológica.

Ela também contou que, ao perceber a aproximação de uma viatura policial, o suspeito apertou seu pescoço para impedir que pedisse socorro.

Após o episódio, o homem teria levado a vítima de volta para casa e parafusado portas e janelas, impedindo que ela deixasse o imóvel.

A mulher afirmou ainda que sofria agressões físicas, ameaças e violência psicológica e patrimonial desde o início do relacionamento.

Durante o atendimento, a vítima informou que havia drogas na residência. Nas buscas, os policiais encontraram substâncias semelhantes à maconha e à cocaína.

O suspeito foi preso e encaminhado ao Plantão de Violência Doméstica e Sexual Contra a Mulher, junto com a vítima e os materiais apreendidos.

A ocorrência foi registrada pelos crimes de suspeita de tráfico de drogas, lesão corporal, sequestro e cárcere privado, além de perseguição no contexto de violência doméstica.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

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