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Operação mira célula de facção acusada de torturas e homicídios, e cumpre 25 mandados em MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (31), a Operação Opus Nequam para desarticular uma célula de facção criminosa que atuava nos municípios de Matupá e Sinop, no Nortão de Mato Grosso.  

Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados judiciais, expedidos pela 5ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, após investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Matupá e parecer favorável do Ministério Público Estadual. 

Entre as ordens estão 5 prisões preventivas, uma prisão temporária, 6 mandados de busca e apreensão, 6 bloqueios de contas bancárias, 6 quebras de sigilo telefônico e o sequestro de um veículo. 

Os alvos são investigados por crimes de organização criminosa armada, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. 

Investigação começou em fevereiro

As investigações tiveram início em fevereiro deste ano, a partir de ações do Núcleo de Investigação da Delegacia de Polícia de Matupá voltadas ao combate ao tráfico de drogas na região. 

Durante quase seis meses de apuração, os policiais identificaram uma célula de uma facção criminosa que atuava nos dois municípios, principalmente na comercialização de entorpecentes. 

As investigações também apontaram o envolvimento dos suspeitos em um esquema de lavagem dos valores obtidos com o tráfico. Os investigadores conseguiram identificar os integrantes do grupo, a forma de atuação e as técnicas utilizadas para ocultar e movimentar o dinheiro proveniente das atividades criminosas.

Além do tráfico, os integrantes da facção são apontados como envolvidos em outros crimes, entre eles roubos, furtos, torturas e homicídios. 

Operação mobiliza policiais

A operação conta com a participação de 30 policiais civis e nove viaturas. A ação é coordenada pela Delegacia de Polícia de Matupá e recebe apoio da Delegacia Regional de Guarantã do Norte, Delegacia de Peixoto de Azevedo, Delegacia de Guarantã do Norte e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop. 

Os mandados são cumpridos simultaneamente em Matupá e Sinop. Todo o material apreendido durante a operação será encaminhado para análise e deverá contribuir para o avanço das investigações.

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Mulher de “Gordão”, influenciadora é presa em VG ao desembarcar de viagem a Paris

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A Polícia Civil prendeu, na madrugada desta sexta-feira (31), a influenciadora Katani Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima, o “Gordão”, investigado por integrar o núcleo financeiro de uma facção criminosa em Mato Grosso. Ela foi detida no Aeroporto Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande, logo após retornar de uma viagem a Paris, na França.

Segundo a investigação, Katani passou a ser monitorada pela Polícia Federal desde o desembarque em São Paulo. A prisão, no entanto, foi realizada somente quando ela chegou a Mato Grosso por equipes da Polícia Civil.

Katani é alvo da Operação Replay, deflagrada na quinta-feira (30) pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A ofensiva investiga um esquema de lavagem de dinheiro utilizado para movimentar recursos de uma facção criminosa e cumprir mandados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Marido já havia sido preso

Emerson Ferreira Lima, conhecido como “Gordão”, foi preso na quinta-feira durante a operação. De acordo com o delegado Vitor Hugo Caetano, ele ocupava uma posição estratégica na estrutura financeira da organização e atuava diretamente ao lado de Paulo Witer Paelo Farias, o “W.T.”, apontado como tesoureiro da facção.

As investigações indicam que, mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), W.T. continuava comandando a movimentação financeira da organização criminosa, determinando a compra de bens e a ocultação de patrimônio por meio de celulares usados clandestinamente dentro da unidade prisional.

Além de “Gordão”, também foram presos a advogada e influenciadora Dayane Karol Moreira, o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como “Soldado”, e o assessor parlamentar Brunno Passos da Silva, o “Brunninho”.

W.T., que já cumpria pena na PCE, teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido. Ao todo, a operação resultou em sete prisões — cinco de pessoas que estavam em liberdade e duas de investigados que já se encontravam no sistema prisional.

Esquema financeiro

Segundo a Polícia Civil, cada investigado exercia uma função específica na engrenagem financeira da organização criminosa.

Dayane Karol Moreira é apontada como responsável por regularizar imóveis registrados em nome de terceiros para dar aparência de legalidade ao patrimônio da facção e ocultar os verdadeiros proprietários.

Já Alex Júnior é investigado por atuar como um dos principais operadores de W.T. fora da prisão, enquanto Brunno Passos mantinha contato direto com o tesoureiro e executava determinações relacionadas à movimentação financeira do grupo.

A operação também atingiu o patrimônio da organização. Conforme a Polícia Civil, foram sequestrados cerca de R$ 20 milhões em imóveis e veículos de luxo, incluindo imóveis de alto padrão em Santa Catarina. A Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 18 milhões em ativos financeiros.

A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. Conforme a investigação, a análise de dados telemáticos revelou que a estrutura financeira da facção continuou ativa mesmo após as operações anteriores e a prisão de W.T.

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