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No Recife, exposição imersiva homenageia Dom Helder Camara

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No mês em que se celebra os 95 anos de ordenação de Dom Helder Camara, a comunidade católica recifense e os turistas que visitarem a capital pernambucana desta quarta-feira (19) até o próximo sábado (22) poderão visitar uma exposição imersiva dedicada ao religioso. A experiência multissensorial que homenageia a liderança religiosa é organizada pela Secretaria Municipal de Turismo, em parceria com o Instituto Dom Helder Camara.

A Igreja de Nossa Senhora da Assunção das Fronteiras, que fica no bairro Boa Vista, receberá a projeção “Dom Helder Camara – Luz, Fé e Memória”, que utilizará luz, arte e tecnologia para oferecer uma experiência que aproximará o público de sua história, espiritualidade e legado humanitário.

Durante 25 minutos, o interior do templo será transformado em um ambiente de contemplação e memória, por meio da integração entre projeção mapeada, trilha sonora original, locução, fotografias históricas, animações, arte sacra e iluminação cênica.

Ao longo da narrativa audiovisual, frases marcantes de Dom Helder serão projetadas sobre a arquitetura da igreja, reforçando valores como paz, fraternidade, esperança, solidariedade e justiça social. As apresentações ocorrem entre 19h e 21h, com intervalos de 25 minutos.

Dom Helder

Dom Helder foi um dos fundadores da CNBB, que teve importante papel de enfrentamento ao regime militar. Foi justamente nesse período que ele se tornou arcebispo de Recife e Olinda, em 1964, cargo que ocupou até a metade da década de 1980.

Dom Helder chegou a ser indicado algumas vezes ao Prêmio Nobel da Paz, nos anos 70, por causa da sua luta pelos direitos humanos. Segundo a Comissão Estadual da Memória e Verdade de Pernambuco, batizada com o nome de Dom Helder, o governo ditatorial brasileiro da época interveio para que a premiação não ocorresse em uma das indicações ao prêmio, ocorrida em 1972.

Dom Helder Camara faleceu no dia 27 de agosto de 1999, aos 90 anos de idade, em sua casa, na cidade do Recife.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte

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A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.

A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.

A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.

“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.

Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.

“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.

O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.

“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.

A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.

“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.

Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.

A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!


Fonte: EBC Cultura

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