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90 anos Rádio Nacional: o legado do Repórter Esso no radiojornalismo

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A imprensa é análise, o rádio é síntese. A imprensa dirige-se aos que sabem ler. O rádio fala, também, aos que são analfabetos”. Essas palavras são de Heron Domingues, jornalista que apresentou o Repórter Esso entre 1944 e 1962. O noticiário estreou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro em agosto de 1941, com a cobertura da Segunda Guerra Mundial. Um ano antes, em março de 1940, a emissora fundada pelo grupo do jornal A Noite havia sido estatizada pelo presidente Getúlio Vargas. 

Numa época em que mais da metade da população brasileira era analfabeta, o rádio conseguiu ampliar o alcance da informação.

Para João Batista de Abreu, jornalista e professor da UFF, a Universidade Federal Fluminense, o Repórter Esso estabeleceu uma relação de confiança com os ouvintes. 

“Eu acho que a ideia de credibilidade, talvez seja a coisa mais importante. Até hoje,  a gente tem a expressão: deu no rádio. Se deu no rádio, é porque é verdade. Isso é marcante em todas as emissoras. Mas basicamente por conta do Repórter Esso”. 

 

Com o slogan “o primeiro a dar as últimas”, fazendo referência às notícias, o Repórter Esso trouxe a ideia de agilidade e instantaneidade ao rádio, em quatro edições de cinco minutos ao longo do dia, além das edições extras. Antes dele, as informações vinham de recortes do que os jornais impressos já haviam anunciado. Com o Esso, surge uma linguagem própria de radiojornalismo. Marcelo Abud, pesquisador de rádios e professor do tema na Universidade FAAP em São Paulo, destaca Heron Domingues como referência. 

“É muito interessante ouvir o manual do Repórter Esso na voz do Heron Domingues, porque ele vai dar essas noções, ele vai dizer, olha, você vai acordar as pessoas dando notícia, então você precisa passar isso com animação. Não pode ser algo que você fale monotonamente, porque senão ninguém vai querer te ouvir e tudo mais. É uma grande marca”.

Em 1948, Heron Domingues assumiu a Seção de Jornais Falados e Reportagens na Rádio Nacional, a primeira redação voltada ao radiojornalismo no país, com equipe formada por um chefe, quatro redatores e um colaborador do noticiário parlamentar.

Atualmente, a equipe da emissora é bem maior: tem quase 50 pessoas, entre repórteres, editores, produtores, locutores, coordenadores e gerência, que respondem a uma diretoria de jornalismo.

São produzidas três edições do radiojornal Repórter Nacional, os boletins Nacional Notícias, além dos programas jornalísticos Ritmo da Notícia e Alô, Alô Brasil.

Em 2007, a Rádio Nacional passou a ter caráter público e não mais estatal, com a criação da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação.

  A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, destaca o compromisso do Radiojornalismo com o interesse social e a cidadania.

“Hoje, como comunicação pública, a nossa missão, claro, é honrar essa tradição de credibilidade com olhar atento ao interesse social, aos direitos humanos e, eu diria, principalmente, à diversidade. O rádio evoluiu, mas a confiança do ouvinte no nosso compromisso com a verdade, com certeza, é o patrimônio da Rádio Nacional”.

O jornalismo da emissora de 90 anos segue com a essência da revolução trazida pelo Repórter Esso, testemunha ocular da história, com foco no interesse da sociedade brasileira e o compromisso com a busca da verdade, da precisão e da clareza, o respeito aos fatos, aos direitos humanos e a diversidade de opiniões.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi e Raquel Júnia.


Fonte: EBC Cultura

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Cine Sesi promove oficinas de audiovisual e sessões gratuitas na Bahia

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Mais de 18 filmes, oficinas de capacitação técnica, debates com realizadores e sessões especiais. Tudo isso a partir desta terça-feira (8), no 3º Cine Sesi, com programação nas cidades de Salvador e Cachoeira, na Bahia. 

As atividades desta terça acontecem no Centro Cultural Sesi Casa Branca, no bairro do Caminho de Areia, em Salvador, a partir de 18h30.

Na abertura, serão exibidos curtas, com a presença do Bando de Teatro Olodum, companhia negra com mais de 30 anos de história e homenageada desta edição.

O festival tem mais de uma semana de sessões de cinema e transmissões online para vários públicos. Na sessão Baianinha, curtas infantis contam com atividades pedagógicas logo após a exibição.

Já nas sessões de homenagem, acontece a exibição de importantes longas do cinema nacional, como Ó Paí, Ó, nesta quarta-feira, e Besouro, além do documentário Bando, um Filme, de Lázaro Ramos e Thiago Gomes, na quinta, dia 10.

Nas sessões Memória do Agora, um espaço para produções recentes. Já a sessão Memória e Legado traz as obras consagradas como Longe do Paraíso, de Orlando Senna, e Malês, de Antonio Pitanga.

No dia 15, a programação será no Cine Theatro Cachoeirano, na cidade de Cachoeira.

Em paralelo a tudo isso, estão programados outros eventos e oficinas para a prática do mercado de cinema, como assistente de figurino e atuação.

Os ingressos devem ser retirados nos canais oficiais do evento. Todo festival é de graça e segue até o dia 16 de setembro.

Quem não puder participar de sexta a domingo, ficará disponível uma seleção de filmes no canal do Sesi Bahia no YouTube.


Fonte: EBC Cultura

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