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Operação da PC prende três envolvidos no sequestro e morte de jovem em MT

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (9), em Rondonópolis, a Operação Última Chamada para esclarecer o sequestro, a morte e o desaparecimento do corpo de uma jovem de 24 anos, ocorrido em abril de 2023. A ação cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), após diligências e análises realizadas ao longo da apuração.

Conforme as investigações, a jovem foi a um bar no bairro Jardim Morumbi, no dia 30 de abril de 2023, para se encontrar com amigos. No local, o proprietário do estabelecimento e outro integrante de uma organização criminosa teriam pegado o celular da vítima e acessado o conteúdo do aparelho.

Em seguida, a jovem foi colocada à força em um veículo e retirada do local. Desde então, ela não foi mais vista e seu corpo ainda não foi localizado.

A investigação identificou quatro homens, de 24, 30, 31 e 48 anos, como envolvidos no crime. Conforme apurado, a vítima foi morta no mesmo dia do desaparecimento.

Um dos investigados, apontado como responsável por determinar a morte da jovem, já está preso por outros crimes. O proprietário do bar teria participado da abordagem inicial, enquanto outro investigado teria retirado a vítima do estabelecimento e feito o transporte.

O quarto envolvido morreu durante um confronto com policiais, em junho de 2024, no contexto de outra investigação sobre sequestros e homicídios ocorridos em Rondonópolis.

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pelas prisões preventivas e pelas buscas contra os três investigados que ainda estão vivos e em liberdade. As ordens foram autorizadas pela Justiça e cumpridas nesta quarta-feira (9).

Os envolvidos serão responsabilizados, conforme a participação de cada um, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integração de organização criminosa.

Último contato

O nome da operação faz referência ao último contato realizado pela vítima antes de desaparecer. Pouco antes de ser retirada do bar, ela conseguiu falar com pessoas próximas e relatou que estava no estabelecimento e sentia medo após integrantes da organização criminosa acessarem seu celular.

As investigações continuam para esclarecer toda a dinâmica do crime e localizar o corpo da vítima.

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Operação derruba esquema que suava funcionários e motoristas para desviar cargas de soja

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Zira’A, para cumprimento de ordens judiciais relacionadas a investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em furtos e desvios de cargas de soja em propriedades rurais da região oeste do estado.

Na operação, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, decretados pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda e de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Também foi decretado pela Justiça afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, possibilitando a extração e análise de informações que possam contribuir para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros envolvidos e individualizar a atuação de cada suspeito.

A investigação iniciou após o registro do furto de uma carga de soja ocorrido em julho de 2023, em uma propriedade rural localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, quando foi furtada uma carga de soja, avaliada em aproximadamente R$ 100 mil.

A análise de materiais apreendidos, oitivas e levantamentos patrimoniais revelou que os alvos da operação atuavam juntos no desvio contínuo de cargas na região.

Além da ação principal, a Polícia Civil identificou a relação de parte dos investigados com o furto de uma carga de soja em Pontes e Lacerda, o que demonstra que os fatos não se tratam de um episódio isolado.

Como funcionava o esquema

A investigação aponta que a subtração dos grãos exigia a participação alinhada do balanceiro, do classificador, do motorista e do proprietário do veículo. Juntos, eles viabilizavam a saída da soja sem o registro fiscal e contábil, permitindo o desvio da carga para recepção ilegal por terceiros.

As diligências indicaram ainda que a dinâmica criminosa não se limitava ao transporte. O esquema exigia a atuação coordenada de pessoas situadas tanto dentro da propriedade rural, responsáveis por viabilizar a pesagem, classificação e liberação irregular dos grãos, quanto fora dela, com a disponibilização dos veículos e realização do transporte das cargas desviadas.

As investigações também apontaram suspeitas de utilização de empresas e aquisição de bens para ocultação e dissimulação de valores provenientes dos crimes, circunstâncias que levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração não apenas sobre os furtos de cargas, mas também sobre possíveis crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Apreensões

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos bens pertencentes aos investigados sobre os quais recaem indícios de terem sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa.

A medida busca impedir a ocultação ou dissipação do patrimônio possivelmente obtido com os furtos e preservar os bens para as providências cabíveis no curso da investigação e do processo criminal.

A operação representa mais uma etapa da investigação e busca reunir novos elementos de prova sobre a atuação do grupo, identificar o destino da carga furtada, esclarecer a movimentação dos valores obtidos com os crimes e verificar a eventual participação dos investigados em outros furtos de cargas de grãos ocorridos na região.

Nome da operação

O nome “ZIRA’A” faz referência à palavra árabe associada a “agricultura” ou “cultivo”, em alusão ao objeto central da investigação: o desvio criminoso de cargas de grãos provenientes de propriedades rurais.

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