Deu na Veja: o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), alcançou 51,6% dos votos válidos na mais recente pesquisa sobre a disputa pelo Palácio Paiaguás e, nesse cenário específico medido pelo instituto, aparece acima da marca necessária para uma vitória em primeiro turno.
Os números são do Paraná Pesquisas e foram divulgados nesta quarta-feira (30) pela revista Veja, a poucos dias da votação. O levantamento coloca o senador Wellington Fagundes (PL) com 30,1% dos votos válidos, enquanto Natasha Slhessarenko (PSD) aparece com 17,2%.
A leitura dos votos válidos é especialmente relevante porque exclui da conta os eleitores que declaram voto branco ou nulo e aqueles que ainda não sabem em quem votar. É esse mesmo critério que, ao final da apuração oficial, é utilizado pela Justiça Eleitoral para definir se uma eleição majoritária será encerrada no primeiro turno.
Pela Constituição, para ser eleito governador sem necessidade de segundo turno, o candidato precisa obter a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais da metade dos votos computados, desconsiderados brancos e nulos. O percentual de 51,6% registrado por Pivetta no levantamento, portanto, o coloca numericamente acima desse patamar dentro da fotografia eleitoral captada pela pesquisa.
Isso, contudo, não significa que o primeiro turno esteja definido. Pesquisa eleitoral representa as intenções de voto dos entrevistados no período em que o levantamento foi realizado e está sujeita à margem de erro. O Paraná Pesquisas ouviu 1.352 eleitores presencialmente em 52 municípios de Mato Grosso entre os dias 27 e 29 de setembro. A margem de erro informada é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Considerando todos os entrevistados, e não apenas os votos válidos, Pivetta registra 46,4% das intenções de voto. Wellington aparece com 27,1%, enquanto Natasha tem 15,5%. Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério (Agir) aparecem com 0,4% cada, e Maurício Coelho (Mobiliza), com 0,1%.
Outros 5,2% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 4,7% não souberam ou preferiram não responder.

O levantamento também mediu um eventual confronto direto entre Pivetta e Wellington. Nesse cenário, considerando todos os entrevistados, Pivetta registra 53,1% e Wellington, 34,6%. Brancos, nulos ou nenhum somam 8,1%, enquanto 4,1% não souberam responder. Entre os votos válidos dessa simulação, os percentuais seriam de 60,5% para Pivetta e 39,5% para Wellington.
A pesquisa divulgada pela Veja também traz um retrato da corrida pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado Federal. O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) aparece com 54,9% das menções no cenário estimulado.
Na sequência estão a deputada estadual Janaína Riva (MDB), com 33,3%, e o deputado federal José Medeiros (PL), com 29,3%. Considerada a margem de erro de 2,7 pontos percentuais, os intervalos dos dois candidatos se sobrepõem.
Carlos Fávaro (PSD) aparece com 18%, seguido pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), com 14,1%; Antonio Galvan (Avante), com 4,3%; Coronel Darwin (Democrata), com 3,3%; Professor Nelson Ferreira (Agir), com 2,4%; Margareth Buzetti (PP), com 0,4%; e Beny Godoy (Agir), com 0,1%.
Na disputa pelo Senado, cada eleitor poderá votar em dois candidatos, já que Mato Grosso escolherá dois representantes para a Casa. Por isso, a soma dos percentuais da pesquisa ultrapassa 100%.
Na pesquisa espontânea para o Governo, quando os entrevistadores não apresentam previamente os nomes dos candidatos, Pivetta é citado por 33,1% dos eleitores. Wellington aparece com 14,9% e Natasha, com 8,6%. Outros 38,4% não souberam apontar espontaneamente um nome.
O levantamento foi contratado pela Sedek Serviços, Tecnologia & Informação Ltda. e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-02094/2026.
Ao repercutir os números nesta quarta-feira, a Veja destacou justamente o desempenho de Pivetta na reta final da eleição em Mato Grosso. O levantamento acrescenta uma nova fotografia à sequência de pesquisas divulgadas nas últimas semanas, mas o resultado efetivo da disputa será definido pelos votos depositados nas urnas.











