Cuiabá
Max Russi encerra ciclo na Assembleia e já mira novo projeto político
Cuiabá
O deputado estadual Max Russi (Podemos) decidiu que o mandato que começa em 2027 será o último de sua trajetória na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Reeleito com 86.934 votos, o parlamentar afirmou que pretende deixar o Legislativo estadual após cumprir o próximo período, mas sem abandonar a política.
A decisão ocorre depois de uma trajetória de crescimento eleitoral, Max chegou à Assembleia em 2014 e, desde então, avançou nas votações a cada eleição, até alcançar neste ano a maior votação entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso. Para ele, o resultado também representa uma espécie de fechamento de ciclo.
“Cheguei ao primeiro, então acho que eu já encerro o ciclo dentro da Assembleia”, afirmou o deputado.
Durante esse período, o deputado ocupou posições de destaque no Legislativo, incluindo a primeira-secretaria, a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e, atualmente, o comando da Mesa Diretora no biênio 2025-2026.
Mesmo descartando uma nova candidatura à Assembleia, o parlamentar sinalizou que pretende continuar atuando na vida pública. Entre as possibilidades estão uma candidatura a deputado federal ou senador, além de uma eventual disputa pelo Governo de Mato Grosso ou pela vice-governadoria. Ele também não descarta contribuir em outras áreas fora da política.
“Não vou parar. Acho que tem vários caminhos que a gente pode tomar”, afirmou.
A possibilidade de uma candidatura majoritária não é nova. Em setembro, antes da eleição, o deputado já havia declarado que pretendia encerrar a carreira no Legislativo estadual e se preparar para disputar um cargo majoritário, chegando a citar o Governo de Mato Grosso como um dos objetivos para 2030.
Por enquanto, porém, o foco de Max está no mandato conquistado nas urnas. O parlamentar afirma que pretende trabalhar durante os próximos quatro anos antes de definir qual será seu próximo passo eleitoral.
A mudança de rota também acontece em um momento de fortalecimento do Podemos em Mato Grosso. A legenda elegeu seis deputados estaduais em 2026 e terá a maior bancada da Assembleia na próxima legislatura, ampliando o espaço político de Russi para as articulações dos próximos anos.
Com o novo mandato, o presidente da ALMT deixa de mirar uma permanência indefinida no Legislativo estadual e passa a construir uma trajetória voltada a outros espaços políticos. A escolha do próximo caminho, no entanto, deverá ser definida ao longo da nova legislatura.
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Aliado de Janaina, Léo Bortolin vê fim de ciclo após derrota da família Riva
O deputado estadual eleito Léo Bortolin (MDB) avaliou as derrotas de Janaina Riva e Jéssica Riva nas eleições deste ano e afirmou que o resultado representa o encerramento de um ciclo político para a família. Historicamente próximo do grupo, o parlamentar evitou fazer críticas diretas, mas destacou que a resposta das urnas deve ser respeitada.
“Eu acho que, como eu falei, é um ciclo, é um ciclo e acho que a urna falou por si só. O reflexo da sociedade”, declarou Léo.
Janaina disputou uma das duas vagas ao Senado por Mato Grosso, mas terminou a eleição em terceiro lugar. Jéssica, por sua vez, tentou retornar à Assembleia Legislativa, mas também não conseguiu uma das 24 cadeiras disponíveis.
Com os dois resultados, a família Riva ficará, a partir de 2027, sem representantes eleitos nos principais espaços do Legislativo estadual e federal. A presença do grupo na política de Mato Grosso remonta a 1994, quando José Riva iniciou sua trajetória como deputado estadual.
A declaração de Léo ganha peso pela relação política que mantém com Janaina. O deputado eleito pelo MDB esteve entre os aliados do grupo durante a campanha e agora passa a integrar a próxima composição da Assembleia, justamente em um cenário no qual os Riva não terão uma cadeira na Casa.
Apesar da derrota, a avaliação de Léo não foi acompanhada de uma conclusão sobre o futuro político da família. Ao resumir o resultado como reflexo da sociedade, o parlamentar destacou o papel da escolha feita pelos eleitores no pleito deste ano.
O resultado das eleições também atingiu outras famílias tradicionais da política mato-grossense. Campos, Fávaro e Pinheiro igualmente chegam à próxima legislatura sem representantes eleitos diretamente para alguns dos principais cargos disputados em 2026, em um cenário de renovação da composição política do Estado.
A partir de 2027, a família Riva deixa de ocupar diretamente mandatos eletivos em Mato Grosso, após mais de três décadas de presença contínua no cenário político estadual. A ausência, porém, não permite concluir, por si só, qual será o papel do grupo nas próximas disputas e articulações políticas.
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