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Ex-servidor da MTI acusado de assédio sexual é preso por tentar intimidar testemunha

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Conteúdo/ODOC – O ex-servidor da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), Francisley Campos Carolino, foi preso na manhã desta terça-feira (20), em Cuiabá, após ser acusado de tentar interferir no depoimento de uma testemunha em um processo no qual responde por assédio e importunação sexual contra uma ex-colega de trabalho.

A prisão preventiva foi solicitada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que apontou indícios de descumprimento de medidas cautelares impostas ao investigado, além de uma possível tentativa de comprometer a produção de provas.

O caso teve início em outubro de 2025, quando uma funcionária procurou a ouvidoria da MTI para denunciar supostas condutas de natureza sexual praticadas por Francisley no ambiente de trabalho. A denúncia deu origem a uma investigação que chegou à Justiça.

A situação do ex-servidor se agravou após uma testemunha identificada pelas iniciais R. V. S. S. receber um convite para uma conversa reservada sobre o processo. O documento teria sido encaminhado por intermédio de uma terceira pessoa, a pedido de Francisley.

Para o Ministério Público, o episódio levantou suspeitas de interferência na apuração dos fatos e motivou o pedido de prisão apresentado nesta segunda-feira (19).

A defesa, por outro lado, contestou a medida e argumentou que o convite não apresentava qualquer ameaça ou tentativa explícita de induzir a testemunha a mentir. Também sustentou que a iniciativa partiu do próprio investigado, sem conhecimento ou autorização prévia de sua advogada.

Os advogados alegaram ainda que o simples encaminhamento de um convite, sem violência ou ameaça grave, não seria suficiente para caracterizar o crime de coação no curso do processo.

Outro argumento apresentado foi o de que o eventual descumprimento de determinações judiciais não justifica, necessariamente, a prisão preventiva, especialmente quando não há demonstração de risco atual ou de que outras medidas seriam insuficientes.

Apesar da contestação, Francisley teve a prisão mantida durante audiência de custódia presidida pelo juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.

Em nota, a MTI esclareceu que Francisley não integra mais o quadro de funcionários da empresa desde 3 de março de 2026.

A investigação tramita em segredo de Justiça, o que impede o acesso a informações mais detalhadas sobre as acusações e os elementos que fundamentaram a decisão judicial.

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Foragidos por crimes sexuais em Goiás são presos pela PC em cidade de Mato Grosso

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A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta terça-feira (20), em Rondonópolis, um mandado de prisão preventiva, uma ordem de busca e apreensão domiciliar e uma de prisão definitiva contra dois homens, um de 21 e outro de 46 anos, investigados crimes sexuais ocorridos em Goiás.

O suspeito de 21 anos foi localizado saindo de uma residência no bairro Jardim Tropical, em Rondonópolis. Ele foi abordado pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e informado sobre o mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário do Estado de Goiás, na comarca de Goiânia.

Ele é investigado em um procedimento relacionado à apuração de um crime de posse e aquisição de material de violência sexual envolvendo vítimas vulneráveis, menores de 14 anos.

Após a abordagem, os policiais realizaram buscas no imóvel, onde foi apreendido um aparelho celular que estava em posse do investigado. Nenhum outro objeto foi apreendido na residência.

Após o cumprimento das ordens judiciais, o investigado foi conduzido à sede da Derf de Rondonópolis e apresentado à autoridade policial para as providências legais cabíveis.

Outra prisão

Na mesma manhã, foi cumprido um mandado de prisão definitiva contra um homem de 46 anos, expedidos pela Comarca de Caçu (GO).

O preso possuí uma condenação transitada em julgado de nove anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, em apoio à Polinter. Ele foi localizado pelos policiais no centro da cidade.

Após a prisão, o condenado foi conduzido até a unidade policial para a formalização do cumprimento do mandado judicial. Ele permanece recolhido e à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento de sua pena em regime fechado.

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