Mato Grosso

PL Nacional reconhece vitória de Lula, mas questiona uso da máquina pública

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O Partido Liberal (PL), legenda de Flávio Bolsonaro, reconheceu oficialmente o resultado das eleições presidenciais de 2026, que garantiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas questiona vários pontos e cobra esclarecimentos.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (26), o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, questionou a ampliação de gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação, como o reajuste de 15% do Bolsa Família, e defendeu esclarecimentos sobre como isso pode ter interferido no processo eleitoral.

No comunicado, o partido afirma que a disputa do segundo turno ocorreu em um cenário marcado por medidas que considera “eleitoreiras”, levantando suspeitas sobre o uso de recursos públicos para favorecer o governo.

“A ampliação expressiva dos gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação levanta questionamentos sobre os efeitos dessas medidas em um processo eleitoral justo, além de possíveis consequências econômicas para o país”, diz trecho do documento.

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Apesar das críticas, o PL declarou reconhecer a vitória de Lula, proclamada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas ressaltou que pretende continuar cobrando respostas sobre os pontos levantados.

“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições”, afirmou Valdemar.

O posicionamento da direção nacional ocorre após aliados de Flávio Bolsonaro afirmarem que ele não pedirá a anulação da eleição em razão da decisão que estendeu o horário de votação em todo o país. No entanto, ações judiciais serão impetradas com o objetivo e cassar a chapa de Lula e Alckmin, baseados justamente na possibilidade de abuso político e econômico.

Representatividade no Congresso

O PL ainda destacou seu desempenho nas eleições gerais de 2026, afirmando ter conquistado uma representação histórica, com 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais e seis governadores.

“O PL continuará firme, atuando com independência e responsabilidade na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representamos. Nosso compromisso é com o Brasil e com os milhões de brasileiros que confiam em nosso trabalho”, concluiu Valdemar Costa Neto.

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Mato Grosso

Pivetta assina TAC, cita recado das urnas e defende Estado “mais servidor e menos gastador”

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– O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), assinou nesta terça-feira (27), no Palácio Paiaguás, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público Estadual (MPE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

O acordo viabiliza a construção de mais de 20 novas unidades integradas para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, além da aquisição de equipamentos e investimentos na Polícia Judiciária Civil e na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Em discurso firme à imprensa, o chefe do Executivo estadual agradeceu o respaldo dos órgãos de controle e destacou a importância de oferecer estrutura adequada para as forças de segurança atuarem nos municípios mato-grossenses.

“Agradecer a posição do Ministério Público e do Tribunal de Contas em nos apoiar na construção dessas 22 unidades ou mais. Essas unidades têm a finalidade de dar condições para que nosso Corpo de Bombeiros, da nossa Polícia Militar, tenha dignidade de desenvolver o seu trabalho junto à sociedade”, declarou Pivetta.

O governador enfatizou que o projeto arquitetônico e operacional adotado para as novas estruturas prioriza a atuação conjunta e a otimização dos recursos públicos entre as corporações. “Esse modelo tem como premissa a integração e a boa operação dos bombeiros enquanto Polícia Militar”, explicou o gestor.

Ao relacionar os novos investimentos com o recado deixado pela população nas urnas eletrônicas no pleito recente, Pivetta voltou a criticar o peso da máquina pública e defendeu um choque de eficiência na administração do Estado.
Para o governador, a sociedade exige serviços essenciais de qualidade sem que isso signifique aumento de custos ou burocracia para quem produz.

“O povo está cansado de pagar impostos, de carregar o Estado nas costas e não ter os serviços essenciais à altura. É essa mensagem que o povo deu nas urnas. Nós queremos um Estado eficiente, que custe menos, que cause menos sofrimento para os trabalhadores, para os empreendedores e que entregue mais”, cobrou.

Pivetta concluiu reforçando a filosofia que pretende guiar sua gestão nos próximos anos: corte de desperdícios para garantir entregas diretas ao cidadão. “Um Estado que seja mais servidor e menos gastador. E esse modelo aqui que nós realizamos é isso”, finalizou o governador.

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