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Peças universitárias e de escolas técnicas ocupam palcos da Uerj

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Peças universitárias e de escolas técnicas de teatro ocupam os palcos da Uerj, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, até esta quinta-feira (29). A programação reúne espetáculos produzidos em ambientes de formação artística. São quatro montagens selecionadas por chamada aberta, uma da Escola Sesc de Artes Dramáticas e outras três da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Esta é a segunda edição da mostra, que busca conquistar um espaço permanente no calendário cultural da cidade. Filipe Codeço, um dos coordenadores do evento, destaca a importância de abrir espaço para produções teatrais que nascem em escolas e universidades.

“A gente tem no Rio de Janeiro a Martins Penna, que é a primeira escola técnica de teatro da América Latina. Temos a Escola Sesc de Artes Dramáticas, além das universidades, como UniRio, UFRJ e CAL. São muitas produções geradas nesses ambientes, e elas precisam também de espaço para se apresentarem. A Uerj tem três equipamentos teatrais incríveis. Sentimos que a Uerj tem esse potencial, realmente, de proporcionar às produções um ambiente de apresentação.”

Os espetáculos apresentados são Umami, Rose, Vânia e Os Colegas. Além das apresentações, o público pode participar de mesas de diálogo com os atores e conhecer um pouco mais sobre o processo de criação das peças. Segundo Filipe Codeço, a proposta é estimular a troca de experiências e contribuir para a formação artística.

“Muitas vezes, o público quer saber, tem muita curiosidade em relação a como foram gerados os espetáculos. Então, sentimos que podemos proporcionar isso também: trazer um aprofundamento nesse espaço reflexivo e também pensar na formação do artista brasileiro. É uma pequena contribuição que a gente dá.”

Todos os espetáculos são gratuitos e acontecem no Teatro Odylo Costa Filho, no campus Maracanã da Uerj.


Fonte: EBC Cultura

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Museu Nacional reúne povos quilombolas no esforço de reconstrução

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O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro realiza, nesta quarta e quinta-feira (28 e 29), o evento “Diálogos da Reconstrução”, um debate com diferentes povos para a escolha de modos de transmitir seus conhecimentos dentro da instituição.

A ideia é que os grupos participantes integrem o processo de reconstrução do espaço, fechado desde 2018 devido a um incêndio de grandes proporções, tendo seus saberes, práticas e narrativas valorizados e difundidos.

Nesta terceira edição do Diálogos, o foco são as comunidades quilombolas, para abordar a preservação da memória, a produção cultural e a transmissão dos saberes desses grupos.

Um dos destaques da programação é a doação do acervo pessoal de Mãe Bernadete à instituição. A ialorixá e líder comunitária, assassinada em 2023, tornou-se referência na luta por direitos dos povos quilombolas.

A historiadora do Museu Nacional, Michele de Barcelos Agostinho, destaca a importância de incluir os diferentes povos brasileiros na reconstrução do Museu.

“O Museu Nacional é o museu mais antigo da América Latina, sofreu um grande incêndio em 2018. A gente está nesse processo de reconstrução  e a gente quer um museu que seja plural, polifônico, diverso, democrático, então ter a participação desses grupos para nós é fundamental”.

A especialista acrescenta que a sociedade brasileira precisa conhecer mais a cultura quilombola.

“Quando se fala em quilombo, normalmente se pensa em Palmares. Grande parte da sociedade desconhece o número de comunidades remanescentes quilombolas que nós temos, inclusive aqui no Rio de Janeiro, passa de 50. Então, as pessoas precisam de fato conhecer esses territórios, e não só conhecer o território, mas entender as lutas e os desafios que os grupos que ali vivem enfrentam”.

Esta é a terceira edição do Diálogos em Reconstrução, que conta com parceria da Associação de Comunidades Quilombolas do Rio de Janeiro e a Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas.

 


Fonte: EBC Cultura

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