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João Pessoa recebe 6ª edição de seminário sobre cachaças

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Uma das mais tradicionais bebidas brasileiras, a cachaça, será tema da 6ª edição do Seminário Brasil Cachaças. O evento começa nesta quarta-feira (28), em João Pessoa, na Paraíba, e segue até o próximo sábado (31). Participam do seminário empresários, produtores, especialistas em inovação, além de outros profissionais da cadeia produtiva e comercial.

Durante os dias do evento serão realizadas diversas palestras para difundir conhecimento e aprimorar a compreensão sobre a produção do destilado. Entre os temas abordados estão o uso de madeiras brasileiras no envelhecimento, inovação tecnológica nas destilarias, transparência da cadeia produtiva, sustentabilidade, economia circular, mercado internacional e tendências de consumo.

Para o público em geral, a programação começa na quinta-feira (29) com a abertura da Feira das Melhores Cachaças do Brasil, no Espaço Cultural José Lins do Rego, reunindo produtores de 13 estados. A feira contará com exposição, comercialização e degustação de rótulos de diversas regiões. Já os distribuidores terão acesso a equipamentos para o setor de alimentação e horários exclusivos para tratar de negócios com exportadores.

Os visitantes também poderão acompanhar os Concursos de Drinks e Sobremesas que tem a cachaça como ingrediente, além do Salão de Queijos e shows diários. Todas as informações sobre o Seminário estão disponíveis na página brasilcachacas.com.

Segundo o Anuário da Cachaça deste ano, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, o Brasil teve no ano passado 1.583 estabelecimentos registrados na cadeia produtiva de cachaça; 272 a mais na comparação com 2024.
 


Fonte: EBC Cultura

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Museu Nacional reúne povos quilombolas no esforço de reconstrução

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O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro realiza, nesta quarta e quinta-feira (28 e 29), o evento “Diálogos da Reconstrução”, um debate com diferentes povos para a escolha de modos de transmitir seus conhecimentos dentro da instituição.

A ideia é que os grupos participantes integrem o processo de reconstrução do espaço, fechado desde 2018 devido a um incêndio de grandes proporções, tendo seus saberes, práticas e narrativas valorizados e difundidos.

Nesta terceira edição do Diálogos, o foco são as comunidades quilombolas, para abordar a preservação da memória, a produção cultural e a transmissão dos saberes desses grupos.

Um dos destaques da programação é a doação do acervo pessoal de Mãe Bernadete à instituição. A ialorixá e líder comunitária, assassinada em 2023, tornou-se referência na luta por direitos dos povos quilombolas.

A historiadora do Museu Nacional, Michele de Barcelos Agostinho, destaca a importância de incluir os diferentes povos brasileiros na reconstrução do Museu.

“O Museu Nacional é o museu mais antigo da América Latina, sofreu um grande incêndio em 2018. A gente está nesse processo de reconstrução  e a gente quer um museu que seja plural, polifônico, diverso, democrático, então ter a participação desses grupos para nós é fundamental”.

A especialista acrescenta que a sociedade brasileira precisa conhecer mais a cultura quilombola.

“Quando se fala em quilombo, normalmente se pensa em Palmares. Grande parte da sociedade desconhece o número de comunidades remanescentes quilombolas que nós temos, inclusive aqui no Rio de Janeiro, passa de 50. Então, as pessoas precisam de fato conhecer esses territórios, e não só conhecer o território, mas entender as lutas e os desafios que os grupos que ali vivem enfrentam”.

Esta é a terceira edição do Diálogos em Reconstrução, que conta com parceria da Associação de Comunidades Quilombolas do Rio de Janeiro e a Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas.

 


Fonte: EBC Cultura

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