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Projeto que reconhece “É Bem Mato Grosso” como hino popular é aprovado em primeira votação

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta quarta-feira (28), em primeira votação, o Projeto de Lei 661/2026, que reconhece a música “É Bem Mato Grosso” como hino popular do Estado. A proposta, apresentada pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), também prevê que a música seja declarada patrimônio cultural imaterial mato-grossense.

Composta por Pescuma de Morais e pelo jornalista Ulisses Serotini, a canção ficou conhecida na interpretação do trio Pescuma, Henrique e Claudinho. A letra reúne referências às paisagens, aos costumes e às tradições de Mato Grosso e também está ligada à trajetória do programa “É Bem Mato Grosso”, da TV Centro América.

A amizade de longa data entre Dilmar e Pescuma também está presente na defesa do projeto. Os dois compartilham o reconhecimento da música como expressão da identidade mato-grossense e da importância de valorizar os artistas e as tradições do Estado.

“Pescuma é meu irmão. Ele representa muito do que Mato Grosso tem de melhor e essa música fala da nossa gente, dos costumes e das tradições do Estado”, afirmou o deputado. Para Dilmar, o reconhecimento pode ajudar a preservar a canção e aproximar novas gerações da cultura mato-grossense.

Pescuma explicou que a possibilidade de a música se tornar hino popular tem um significado especial para os autores e intérpretes.

“É um orgulho ver ‘É Bem Mato Grosso’, composta com meu irmão Ulisses Serotini, reconhecida como hino popular, porque eu vivo há 42 anos em Mato Grosso e me emociono com essa homenagem da Assembleia Legislativa. Para nós, compositores, é uma forma de eternizar a obra. A canção celebra as belezas, as riquezas e o povo mato-grossense. Agradeço ao meu querido amigo, deputado Dilmar Dal Bosco, autor da proposta e também, aos parlamentares que aprovaram o projeto em primeira votação”, salientou Pescuma.

O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e deve retornar ao plenário para segunda votação na próxima quarta-feira (4). Se aprovado, seguirá os trâmites legais para sanção e publicação.

Fonte: ALMT – MT

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Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT

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Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.

“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.

O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.

A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.

Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.

“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.

O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.

“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT

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