Cuiabá
Abraço simbólico à Santa Casa reúne população em defesa do hospital e vereador Alex Rodrigues pede diálogo com o governo
Cuiabá
Da Assessoria – Vereador Alex Rodrigues 
Na manhã deste sábado (28), dezenas de pessoas se reuniram em frente à Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá para participar de um abraço simbólico em defesa da manutenção do hospital. A mobilização foi organizada pelo vereador Alex Rodrigues (PV), que tem se posicionado firmemente contra o possível fechamento da unidade hospitalar.
A manifestação teve como objetivo chamar a atenção do poder público para a importância da Santa Casa, que desde 2019 se tornou um hospital estadual e referência em atendimentos de média e alta complexidade pelo SUS. Atualmente, milhares de mato-grossenses dependem dos serviços da unidade, especialmente nas áreas de hemodiálise, oncologia, pediatria e cirurgia.
Durante o ato, o vereador Alex Rodrigues reforçou o compromisso de lutar pela permanência do hospital e adiantou quais serão os próximos passos.
“Hoje foi a primeira manifestação pública que nós fizemos aqui, esse abraço simbólico na Santa Casa. Agora vou fazer um requerimento pedindo uma reunião com o governador, com o secretário de saúde, e também vou chamar o prefeito Abílio para encampar essa luta com a gente. Precisamos dialogar e encontrar soluções reais”, afirmou.
Alex também destacou o apoio técnico que está recebendo de médicos experientes e conhecedores da estrutura da Santa Casa. “Temos a ajuda do doutor Paulo César Figueiredo e do doutor Francisco, que conhecem profundamente a Santa Casa. Eles têm propostas e soluções para as dívidas, para os débitos e para manter o hospital funcionando.”
O vereador questionou a lógica de investir em novas unidades hospitalares sem dar continuidade ao trabalho já consolidado da Santa Casa. “Eles foram muito claros: não adianta construir novos hospitais e abandonar um que já tem estrutura, que já atende diversas especialidades que os novos hospitais nem vão oferecer.”
Ao final, Alex reforçou que está aberto ao diálogo, mas que o povo espera respostas concretas.
“Queremos diálogo, sempre. Mas precisamos mostrar ao governador e ao secretário que o povo não está brincando. O povo depende da Santa Casa. E se não houver conversa, vamos ter que partir para o enfrentamento político. Fui eleito para defender o que o povo acredita, não por partido ou articulação, mas por compromisso com quem mais precisa.”
A mobilização deste sábado mostrou que a população está disposta a lutar por um hospital que, ao longo dos últimos anos, tem salvado vidas e acolhido quem mais precisa. A permanência da Santa Casa segue sendo uma pauta urgente para Cuiabá e para todo o estado de Mato Grosso.
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
Cuiabá
Aliado de Janaina, Léo Bortolin vê fim de ciclo após derrota da família Riva
O deputado estadual eleito Léo Bortolin (MDB) avaliou as derrotas de Janaina Riva e Jéssica Riva nas eleições deste ano e afirmou que o resultado representa o encerramento de um ciclo político para a família. Historicamente próximo do grupo, o parlamentar evitou fazer críticas diretas, mas destacou que a resposta das urnas deve ser respeitada.
“Eu acho que, como eu falei, é um ciclo, é um ciclo e acho que a urna falou por si só. O reflexo da sociedade”, declarou Léo.
Janaina disputou uma das duas vagas ao Senado por Mato Grosso, mas terminou a eleição em terceiro lugar. Jéssica, por sua vez, tentou retornar à Assembleia Legislativa, mas também não conseguiu uma das 24 cadeiras disponíveis.
Com os dois resultados, a família Riva ficará, a partir de 2027, sem representantes eleitos nos principais espaços do Legislativo estadual e federal. A presença do grupo na política de Mato Grosso remonta a 1994, quando José Riva iniciou sua trajetória como deputado estadual.
A declaração de Léo ganha peso pela relação política que mantém com Janaina. O deputado eleito pelo MDB esteve entre os aliados do grupo durante a campanha e agora passa a integrar a próxima composição da Assembleia, justamente em um cenário no qual os Riva não terão uma cadeira na Casa.
Apesar da derrota, a avaliação de Léo não foi acompanhada de uma conclusão sobre o futuro político da família. Ao resumir o resultado como reflexo da sociedade, o parlamentar destacou o papel da escolha feita pelos eleitores no pleito deste ano.
O resultado das eleições também atingiu outras famílias tradicionais da política mato-grossense. Campos, Fávaro e Pinheiro igualmente chegam à próxima legislatura sem representantes eleitos diretamente para alguns dos principais cargos disputados em 2026, em um cenário de renovação da composição política do Estado.
A partir de 2027, a família Riva deixa de ocupar diretamente mandatos eletivos em Mato Grosso, após mais de três décadas de presença contínua no cenário político estadual. A ausência, porém, não permite concluir, por si só, qual será o papel do grupo nas próximas disputas e articulações políticas.
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