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Boletim aponta queda de 66% nos acidentes com animais peçonhentos em Cuiabá no primeiro semestre de 2026

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Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou a 6ª edição do Boletim Epidemiológico de Acidentes por Animais Peçonhentos, elaborado pela Diretoria de Vigilância em Saúde, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS). O levantamento, referente ao mês de junho de 2026, revela uma redução significativa no número de ocorrências em comparação com o mesmo período do ano passado. A divulgação ocorreu na terça-feira (8).

A média de registros em 2026 foi de oito casos por semana, enquanto no mesmo período de 2025 a média era de 23,4 ocorrências semanais, representando uma redução de aproximadamente 66% nos atendimentos.

Somente no mês de junho foram registrados 38 atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 33 envolvendo moradores de Cuiabá e cinco pacientes de outros municípios.

Os acidentes com escorpiões continuam sendo os mais frequentes, com 25 registros, o equivalente a 66% dos casos atendidos. Em seguida aparecem os acidentes classificados como “outros”, com nove casos, além de dois envolvendo aranhas e dois com serpentes.

Os registros ocorreram em 19 bairros da capital. As maiores concentrações foram observadas nos bairros Grande Morada da Serra e Despraiado. Também apresentaram número significativo de ocorrências os bairros Santa Laura e Jardim Presidente, na região Sul de Cuiabá.

Segundo a Vigilância em Saúde, fatores ambientais, como períodos de maior umidade e oscilações de temperatura, favorecem a circulação desses animais, aumentando a possibilidade de invadirem residências e áreas urbanas.

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que, apesar da redução dos casos, a população deve manter os cuidados preventivos, principalmente durante os meses mais úmidos, quando há maior atividade dos animais peçonhentos.

Entre as principais orientações estão manter quintais, terrenos e jardins limpos, evitando o acúmulo de entulhos, lixo e materiais que possam servir de abrigo para escorpiões, aranhas e serpentes. Também é recomendado utilizar calçados fechados em áreas externas, instalar telas em ralos e frestas, manter a vegetação aparada e nunca colocar as mãos em buracos, pilhas de materiais, troncos ou locais sem visibilidade.

Em caso de acidente, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. Além de garantir o tratamento adequado, o atendimento permite que o caso seja notificado, contribuindo para o monitoramento epidemiológico e o planejamento das ações de prevenção desenvolvidas pelo município.

Os pacientes também podem buscar atendimento no Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que funciona 24 horas no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), localizado na Rua Orivaldo M. de Souza, s/n, no bairro Ribeirão do Lipa.

Os telefones para atendimento são (65) 3318-6913 e 0800-722-6001.

Já o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) atende pelo telefone (65) 3318-6287, pelo WhatsApp de plantão (65) 99247-4535 e pelo e-mail [email protected]. O setor está localizado na Avenida Bernardo Antônio de Oliveira Neto, nº 1.781, no bairro Ribeirão do Lipa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu nesta quarta-feira (14), o ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, para esclarecer questões relacionadas aos contratos firmados pela pasta entre 2019 e 2025. Durante a oitiva, conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), foram feitas cerca de 70 perguntas. O depoente, que estava acompanhado de advogado, abriu mão do direito ao silêncio para apresentar a sua defesa.

Ao ser questionado sobre a participação nas contratações, nos reconhecimentos de dívidas e nos pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde, Gilberto explicou que as decisões não dependiam exclusivamente de sua autorização e que os processos passavam por diferentes departamentos e recebiam pareceres e observações de integrantes das nove secretarias adjuntas da pasta e que o seu papel era tomar a decisão final sobre os processos previamente analisados.

Em relação aos pagamentos indenizatórios que somaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, ele confirmou o montante e afirmou que, durante o período em que esteve à frente da SES, o orçamento da pasta ultrapassou R$ 31 bilhões. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito”, justificou.

Wilson Santos contestou a explicação e observou que a pandemia da Covid-19 foi uma situação excepcional, durante a qual houve flexibilização da legislação, mas que o pagamento por indenização parece ter se tornado uma prática mantida mesmo após o período emergencial. Ele acrescentou que houve um crescimento de quase 500% no número de pagamentos indenizatórios no período pós-pandemia.

Em resposta, Gilberto afirmou que não houve acomodação da gestão diante da situação e defendeu a existência de procedimentos para comprovar os serviços prestados. “Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação (indenizatórios). Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados”, declarou.

O ex-secretário também esclareceu que o TAC teria sido firmado inicialmente com duração de dois anos e afirmou que o instrumento permanecia vigente. O presidente da CPI, por sua vez, contrapôs a informação, alegando que o prazo havia se encerrado em 31 de agosto de 2026. Logo, Gilberto confirmou que a atual gestão da SES prorrogou o acordo por mais 60 dias. “Eu mesmo fui autor do comunicado ao Ministério Público Estadual que era o TAC nº 01/2019. O objetivo primeiro era não paralisar e não colapsar o serviço de saúde. No TAC existe o compromisso elaborado tanto na questão da gestão de pessoal como também na contratação de serviço”, explicou.

Diante das informações apresentadas, a CPI vai requisitar novos esclarecimentos sobre a tramitação do TAC para a Secretaria de Estado de Saúde. Outras indagações feitas ao ex-secretário foram referentes aos motivos pelos quais a pasta não teria atendido a alertas de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que identificaram irregularidades e recomendaram a suspensão ou a correção de determinados procedimentos.

Gilberto Figueiredo esclareceu que interromper a prestação de um serviço de saúde poderia colocar vidas em risco e que, diante dessas situações, cabia ao gestor avaliar os pareceres e tomar decisões. “O gestor, sim, ele é assessorado por parecer, mas ele está sentado no cargo para tomar a decisão. Eu nunca fui omisso, nunca abri mão de tomar uma decisão por causa de alerta para não deixar o paciente morrer. Eu tive o coração de correr os riscos. E estou sujeito a eles. Vou passar pelos escrutínios”, afirmou o investigado.

Outro ponto abordado durante a oitiva foi a contratação de empresas sem processo licitatório e a ocorrência de irregularidades envolvendo prestadoras de serviços. O depoente afirmou que é difícil para a administração pública acompanhar mudanças na composição societária, na razão social ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas.

“Tem empresas que têm mais de 100 sócios. Eu apurei e fui buscar. Como um gestor vai conseguir controlar isso? Tomei conhecimento, sim, fiz demanda junto da PGE de como poder evitar isso. Infelizmente, tem empresas que não cumprem contrato e no outro dia nasce com um outro nome ou outro CNPJ e o governo não tem como impedir”, declarou.

A CPI também questionou o ex-secretário sobre a pessoa mencionada em autos de processos investigatórios relacionados à Operação Espelho como a “Mulher da SES”, apontada no contexto das investigações sobre contratos e licitações. Gilberto contestou a referência e afirmou que não existia uma pessoa identificada dessa forma, mas um quadro de aproximadamente 6,5 mil servidores na Secretaria, dos quais 4.194 seriam mulheres. Diante da resposta, Wilson Santos informou que apresentará requerimento para convocar, na condição de testemunha, a atual secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset. “Eu não vou ficar dando nomes às pessoas que estão legalmente investidas nos cargos publicados em Diário Oficial”, disse o ex-secretário.

Ao final da oitiva, Gilberto solicitou que um exemplar de seu livro “Sem tempo para respirar”, fosse incluído nos autos da CPI da Saúde. Segundo ele, a obra apresenta detalhes da atuação da SES durante a pandemia e das medidas adotadas para salvar vidas. “Não fico feliz com os óbitos que ocorreram, mas fico feliz, se muitos de nós estamos aqui hoje, é porque trabalhamos muito para que isso acontecesse. Criamos o maior centro de triagem de Covid-19 e atendemos milhares de pessoas”, declarou.

Também participaram da reunião o relator da CPI, deputado estadual Beto Dois a Um (União), e os membros Dilmar Dal Bosco (União) e Chico Guarnieri (PSDB).

Fonte: ALMT – MT

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