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Cuiabá mantém controle da meningite e reforça vacinação em 72 unidades de saúde

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Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou nesta terça-feira (23) a atualização do boletim epidemiológico da meningite na capital. Os dados mostram que, embora novos casos tenham sido registrados nos últimos meses, não houve aumento no número de óbitos desde abril, mantendo-se em três o total de mortes pela doença em 2026.

Até o momento, foram confirmados 17 casos de meningite na capital neste ano. A maior parte dos registros, com 11 casos, ocorreu entre pessoas de 0 a 29 anos. O sexo masculino concentra a maioria das ocorrências, com 13 casos confirmados.

Entre os tipos identificados, a meningite não especificada representa o maior número de notificações, com 11 casos e um óbito. Também foram registrados dois casos de meningite fúngica por Cryptococcus, com um óbito; dois casos de meningite viral; um caso de meningite bacteriana causada por Streptococcus pneumoniae; e um caso de meningite bacteriana por Staphylococcus, que resultou no terceiro óbito registrado no município.

Dos 17 pacientes diagnosticados, 11 já receberam alta médica ou foram considerados curados. Outros três casos seguem em acompanhamento pelas equipes de vigilância.

Outro dado destacado pela Secretaria Municipal de Saúde é que nenhum dos casos confirmados em Cuiabá neste ano está relacionado à meningite meningocócica, uma das formas mais graves da doença. O município também não registra circulação desse tipo de meningite.

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas. A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas e secreções respiratórias, especialmente em situações de contato próximo e prolongado.

Os principais sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência, sensibilidade à luz e alterações do estado mental. Em crianças pequenas, também podem ocorrer irritabilidade, recusa alimentar e alterações na moleira. A orientação é que, diante desses sinais, a população procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica.

Como forma de prevenção, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de manter a vacinação em dia. Os imunizantes contra os principais tipos de meningite bacteriana estão disponíveis gratuitamente nas 72 Unidades de Saúde da Família de Cuiabá.

Nas unidades com horário regular, a vacinação é realizada de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h. Já nas unidades com horário estendido, o atendimento ocorre até as 21h, ampliando o acesso da população.

O município também oferece vacinação domiciliar para pacientes com comorbidades que impossibilitam a locomoção até uma unidade de saúde, garantindo proteção a esse público.

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis a vacina meningocócica C, aplicada aos 3 e 5 meses de idade, e a vacina meningocócica ACWY, administrada como reforço aos 12 meses e destinada também a adolescentes de 11 a 14 anos. A vacina contra o meningococo do sorogrupo B é disponibilizada apenas na rede privada.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Vistoria técnica busca prevenir desabamentos no Centro Histórico de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) realizaram, nesta quinta-feira (15), uma vistoria técnica no Centro Histórico da capital para avaliar as condições de conservação de casarões e outras edificações antigas. A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, com o objetivo de identificar situações de risco e definir medidas para evitar desabamentos e preservar o patrimônio histórico.

A visita foi realizada a partir de levantamentos anteriores feitos por técnicos municipais, que identificaram imóveis com sinais de degradação, falta de manutenção e necessidade de escoramento. Com a presença de representantes do IPHAN, as equipes percorreram as edificações para verificar as condições estruturais e reunir informações que subsidiarão a definição de medidas emergenciais de conservação.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, o município já havia produzido um relatório técnico sobre a situação de diversos imóveis do Centro Histórico, encaminhado aos órgãos responsáveis para avaliação conjunta.

“Essas casas estão sofrendo com a falta de manutenção. Muitas estão abandonadas e, com a ação do sol e da chuva ao longo do tempo, os materiais vão se deteriorando. Algumas já estão escoradas e outras também vão precisar desse suporte. Para resolver essa questão, será necessária uma reforma geral, para evitar que essas edificações desabem e se percam”, destacou.

O diretor técnico do Patrimônio Histórico de Cuiabá, Josino Bisneto de Moura, da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, ressaltou a importância da vistoria para identificar as intervenções necessárias, principalmente durante o período chuvoso. Segundo ele, algumas edificações apresentam condições preocupantes, inclusive imóveis que pertencem ao município.

“Fizemos uma série de vistorias e levantamentos junto com a Defesa Civil Municipal e constatamos situações que estão próximas do colapso em algumas edificações. A partir desse trabalho, queremos levantar as condições necessárias para prevenir esses problemas”, afirmou Josino.

Para os imóveis sob responsabilidade da Prefeitura, estudos e projetos para serviços de escoramento e manutenção já estão prontos. A medida busca reduzir os riscos e proteger as estruturas durante o período de chuvas.

Conservação e capacitação técnica

Além da avaliação dos imóveis em situação mais crítica, a atuação do IPHAN também busca fortalecer as ações de preservação do patrimônio histórico. A proposta inclui capacitações técnicas para engenheiros e arquitetos, com foco na padronização de projetos e na orientação de proprietários e comerciantes sobre as diretrizes adequadas de conservação dentro do polígono tombado.

O coordenador-geral de Conservação do IPHAN e gestor do programa Conviver, Paulo Farsetti, explicou que o instituto desenvolve iniciativas voltadas à recuperação de imóveis históricos e ao apoio a famílias de baixa renda que não têm condições de arcar com os custos de conservação.

“Temos uma frente de trabalho dedicada a moradores e proprietários de imóveis tombados nos centros históricos brasileiros que não têm renda suficiente para fazer a conservação. São os chamados canteiros-modelos de conservação, que permitem recuperar essas edificações, capacitar estudantes de arquitetura e engenharia e envolver a comunidade na valorização desse patrimônio”, explicou Farsetti.

Em Cuiabá, o trabalho é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e envolve técnicas tradicionais de construção, como o uso de terra crua e madeira. A iniciativa contribui para a formação de novos profissionais e incentiva a participação dos moradores na preservação dos imóveis históricos.

A vistoria conjunta representa mais uma etapa no levantamento das condições das edificações do Centro Histórico. A partir das avaliações, os órgãos envolvidos poderão definir as medidas prioritárias para reduzir riscos, orientar intervenções e contribuir para a conservação de um dos principais conjuntos históricos de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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