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Defesa Civil de Cuiabá faz orientações sobre possibilidade de chuva nesta quarta

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A Defesa Civil Nacional emitiu um alerta de possibilidade de tempestade local e chuvas intensas para esta quarta-feira (8) em diversas regiões de Mato Grosso. O aviso, válido até Às 11h, prevê precipitação de até 30 milímetros por hora e ventos entre 40 e 60 km/h, com risco de queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

A recomendação é que a população siga as orientações da Defesa Civil de Cuiabá e mantenha atenção redobrada, especialmente em áreas suscetíveis a alagamentos. Em caso de emergência, os números 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil) estão disponíveis para atendimento.

Probabilidade é baixa, mas alerta serve como precaução

O secretário especial adjunto da Defesa Civil de Cuiabá, coronel BM Alessandro Borges, ressaltou que o alerta nacional deve ser encarado como medida preventiva, ainda que a probabilidade de ocorrência seja considerada baixa.

“Fizemos uma matéria semelhante recentemente, e na ocasião a chuva acabou não ocorrendo. Eu também não sei se vai acontecer agora. É um alerta emitido pela Defesa Civil Nacional, com base em informações dos órgãos que monitoram o tempo no Brasil. A probabilidade é baixa, mas pode acontecer. Por isso, o importante é manter a atenção”, explicou o coronel.

Borges destacou que a publicação do alerta tem caráter educativo e preventivo. “A ideia é chamar a atenção da população, manter o alerta e reforçar os cuidados, principalmente nas áreas mais vulneráveis”, completou.

Cuiabá elabora plano de contingência para enfrentar desastres naturais

Enquanto monitora as previsões, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Defesa Civil Municipal, avança na elaboração do Plano de Contingência Municipal (PLACON), que vai definir estratégias para reduzir riscos e preparar a cidade diante de eventos climáticos extremos.

A primeira reunião de elaboração do PLACON reuniu representantes de secretarias municipais, órgãos estaduais e federais, além de universidades, forças de segurança e entidades da sociedade civil. O encontro marcou o início de um trabalho coletivo para identificar vulnerabilidades e definir ações conjuntas de prevenção e resposta.

“O plano exige um levantamento detalhado dos riscos e análises técnicas que orientem medidas de prevenção e recuperação. A Prefeitura entendeu a necessidade e autorizou o início dos trabalhos. Agora estamos reunindo todos os atores para construir um documento sólido e integrado”, afirmou o coronel Alessandro Borges.

O secretário lembrou que, embora a previsão aponte chuvas abaixo da média em setembro e outubro, há tendência de volumes acima da média entre novembro e dezembro. “Já estamos adotando medidas preventivas, com base na experiência das operações realizadas no início deste ano, para reduzir os impactos que certamente virão”, destacou.

União de esforços e novas ferramentas de monitoramento

O secretário-adjunto da Defesa Civil Estadual, coronel BM César Viana de Brum, reforçou a importância da integração entre os poderes públicos e recordou episódios críticos das últimas décadas.

“Não podemos esquecer que, em 2001 e 2002, mais de uma dezena de pessoas morreram em Cuiabá por causa das chuvas. Esse risco ainda existe se não tivermos ações concretas e coordenadas. O trabalho conjunto é essencial para proteger a população”, afirmou.

Brum também destacou que o Estado deve ganhar novas ferramentas para aprimorar o monitoramento meteorológico. “Com o apoio de instituições como o Censipam e, em breve, com o radar meteorológico da Chapada dos Guimarães, teremos condições de agir com mais eficiência e rapidez”, disse.

O Plano de Contingência Municipal será um documento único e de atualização contínua, com definição clara de responsabilidades e protocolos de resposta. A Prefeitura afirma que o processo representa um avanço importante na preparação de Cuiabá para o período chuvoso, garantindo mais segurança e resiliência à população.

#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mostra uma mão segurando um smartphone que exibe na tela o aviso “Alerta Laranja – Chuvas intensas, risco alto”, tendo ao fundo um céu nublado e o cenário urbano ao anoitecer.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu nesta quarta-feira (14), o ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, para esclarecer questões relacionadas aos contratos firmados pela pasta entre 2019 e 2025. Durante a oitiva, conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), foram feitas cerca de 70 perguntas. O depoente, que estava acompanhado de advogado, abriu mão do direito ao silêncio para apresentar a sua defesa.

Ao ser questionado sobre a participação nas contratações, nos reconhecimentos de dívidas e nos pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde, Gilberto explicou que as decisões não dependiam exclusivamente de sua autorização e que os processos passavam por diferentes departamentos e recebiam pareceres e observações de integrantes das nove secretarias adjuntas da pasta e que o seu papel era tomar a decisão final sobre os processos previamente analisados.

Em relação aos pagamentos indenizatórios que somaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, ele confirmou o montante e afirmou que, durante o período em que esteve à frente da SES, o orçamento da pasta ultrapassou R$ 31 bilhões. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito”, justificou.

Wilson Santos contestou a explicação e observou que a pandemia da Covid-19 foi uma situação excepcional, durante a qual houve flexibilização da legislação, mas que o pagamento por indenização parece ter se tornado uma prática mantida mesmo após o período emergencial. Ele acrescentou que houve um crescimento de quase 500% no número de pagamentos indenizatórios no período pós-pandemia.

Em resposta, Gilberto afirmou que não houve acomodação da gestão diante da situação e defendeu a existência de procedimentos para comprovar os serviços prestados. “Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação (indenizatórios). Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados”, declarou.

O ex-secretário também esclareceu que o TAC teria sido firmado inicialmente com duração de dois anos e afirmou que o instrumento permanecia vigente. O presidente da CPI, por sua vez, contrapôs a informação, alegando que o prazo havia se encerrado em 31 de agosto de 2026. Logo, Gilberto confirmou que a atual gestão da SES prorrogou o acordo por mais 60 dias. “Eu mesmo fui autor do comunicado ao Ministério Público Estadual que era o TAC nº 01/2019. O objetivo primeiro era não paralisar e não colapsar o serviço de saúde. No TAC existe o compromisso elaborado tanto na questão da gestão de pessoal como também na contratação de serviço”, explicou.

Diante das informações apresentadas, a CPI vai requisitar novos esclarecimentos sobre a tramitação do TAC para a Secretaria de Estado de Saúde. Outras indagações feitas ao ex-secretário foram referentes aos motivos pelos quais a pasta não teria atendido a alertas de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que identificaram irregularidades e recomendaram a suspensão ou a correção de determinados procedimentos.

Gilberto Figueiredo esclareceu que interromper a prestação de um serviço de saúde poderia colocar vidas em risco e que, diante dessas situações, cabia ao gestor avaliar os pareceres e tomar decisões. “O gestor, sim, ele é assessorado por parecer, mas ele está sentado no cargo para tomar a decisão. Eu nunca fui omisso, nunca abri mão de tomar uma decisão por causa de alerta para não deixar o paciente morrer. Eu tive o coração de correr os riscos. E estou sujeito a eles. Vou passar pelos escrutínios”, afirmou o investigado.

Outro ponto abordado durante a oitiva foi a contratação de empresas sem processo licitatório e a ocorrência de irregularidades envolvendo prestadoras de serviços. O depoente afirmou que é difícil para a administração pública acompanhar mudanças na composição societária, na razão social ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas.

“Tem empresas que têm mais de 100 sócios. Eu apurei e fui buscar. Como um gestor vai conseguir controlar isso? Tomei conhecimento, sim, fiz demanda junto da PGE de como poder evitar isso. Infelizmente, tem empresas que não cumprem contrato e no outro dia nasce com um outro nome ou outro CNPJ e o governo não tem como impedir”, declarou.

A CPI também questionou o ex-secretário sobre a pessoa mencionada em autos de processos investigatórios relacionados à Operação Espelho como a “Mulher da SES”, apontada no contexto das investigações sobre contratos e licitações. Gilberto contestou a referência e afirmou que não existia uma pessoa identificada dessa forma, mas um quadro de aproximadamente 6,5 mil servidores na Secretaria, dos quais 4.194 seriam mulheres. Diante da resposta, Wilson Santos informou que apresentará requerimento para convocar, na condição de testemunha, a atual secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset. “Eu não vou ficar dando nomes às pessoas que estão legalmente investidas nos cargos publicados em Diário Oficial”, disse o ex-secretário.

Ao final da oitiva, Gilberto solicitou que um exemplar de seu livro “Sem tempo para respirar”, fosse incluído nos autos da CPI da Saúde. Segundo ele, a obra apresenta detalhes da atuação da SES durante a pandemia e das medidas adotadas para salvar vidas. “Não fico feliz com os óbitos que ocorreram, mas fico feliz, se muitos de nós estamos aqui hoje, é porque trabalhamos muito para que isso acontecesse. Criamos o maior centro de triagem de Covid-19 e atendemos milhares de pessoas”, declarou.

Também participaram da reunião o relator da CPI, deputado estadual Beto Dois a Um (União), e os membros Dilmar Dal Bosco (União) e Chico Guarnieri (PSDB).

Fonte: ALMT – MT

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