Cuiabá
Palestra no CCI Maria Ignês orienta idosos sobre direitos e combate à violência
Cuiabá
Os idosos atendidos pelo Centro de Convivência do Idoso (CCI) Maria Ignês, no CPA III (Setor II), participaram de uma palestra e roda de conversa conduzida pelo promotor de Justiça Daniel Zappia. Titular da 34ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, especializada na defesa dos direitos da pessoa idosa e da pessoa com deficiência, o promotor liderou a atividade que integra a campanha Junho Violeta, voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a população idosa.
Durante o encontro, os participantes receberam orientações sobre as garantias previstas na legislação, as diferentes formas de violência que afetam a terceira idade e os canais disponíveis para denúncias e apoio. A iniciativa faz parte de um ciclo de visitas promovido pelo Ministério Público em centros de convivência e comunidades de Cuiabá, com o objetivo de estreitar o diálogo e fortalecer a rede de proteção.
Ao abordar o tema, Daniel Zappia destacou que a violência contra a pessoa idosa vai muito além das agressões físicas, manifestando-se também de forma psicológica, patrimonial, por negligência, abandono ou desrespeito.
“O mais importante é compreender que a violência não se limita à agressão física. Ela também está presente na omissão de cuidados, na falta de assistência e em qualquer restrição injustificada de direitos da pessoa idosa”, afirmou o promotor.
Zappia também ressaltou a importância dos centros de convivência como espaços essenciais de integração social, que contribuem diretamente para reduzir o isolamento, promover a troca de experiências e fortalecer o sentimento de pertencimento à comunidade.
Proteção financeira em pauta
Outro tema central da discussão foi a proteção financeira dos idosos, com foco especial nos riscos de empréstimos consignados e contratos abusivos. O promotor alertou sobre os limites legais de comprometimento da renda e reforçou a necessidade de atenção redobrada na contratação de serviços financeiros, principalmente por pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que ações informativas são fundamentais para assegurar um envelhecimento com dignidade.
“Falar sobre os direitos da pessoa idosa, respeito, proteção e enfrentamento às diversas formas de violência é fortalecer a cidadania e garantir que nossos idosos sejam valorizados por toda a contribuição que deram e continuam dando à sociedade”, pontuou a secretária, ao destacar a parceria entre o Ministério Público e a rede socioassistencial para ampliar as políticas públicas de proteção integral.
Voz aos usuários
A atividade reservou um momento para a participação ativa dos frequentadores do CCI. O aposentado Isaías de Oliveira, que frequenta a unidade há cerca de dez anos, avaliou positivamente o encontro.
“Eu venho sempre com o objetivo de aprender. Gostei muito porque foi uma tarde bem explicativa e orientativa. Muitas coisas eu já sabia, mas isso amplia ainda mais o nosso conhecimento”, relatou.
Já Félix da Silva, de 75 anos, destacou o impacto coletivo desse tipo de ação.
“Muitos idosos não conhecem a fundo as leis que os protegem. Por isso, é tão importante que eventos como esse aconteçam com frequência”, disse.
Ao final do encontro, o promotor relembrou que idosos e familiares que precisarem de apoio podem acionar canais oficiais como o Ministério Público, a Polícia Civil, os serviços de saúde, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e o Disque 100.
Próximas atividades do Junho Violeta
A programação da campanha em Cuiabá continua nos próximos dias com novas palestras:
• 25 de junho, às 14h: CCI Padre Firmo Pinto Duarte
• 29 de junho, às 8h45: CCI João Guerreiro.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Vereador é torturado por três horas e tem parte da orelha cortada durante assalto em MT
O vereador Wesley Cláudio (Novo), de Rondonópolis, e sua família viveram horas de terror durante um assalto dentro da residência do parlamentar, na madrugada desta segunda-feira (28). Segundo informações repassadas à Polícia Militar, as vítimas foram mantidas amarradas e sofreram agressões durante aproximadamente três horas.
Os criminosos teriam invadido o imóvel e rendido Wesley, a esposa e os dois filhos. Durante a ação, o grupo exigiu dinheiro e afirmou que vinha monitorando o vereador havia alguns dias. Os suspeitos diziam ter recebido a informação de que ele manteria cerca de R$ 1 milhão em casa, supostamente destinado à compra de votos. Wesley negou possuir o valor.
A violência continuou mesmo depois de os criminosos encontrarem dinheiro na residência. O vereador teria sido agredido diversas vezes e, em determinado momento, sofreu uma coronhada na cabeça. Na sequência, um dos invasores teria utilizado uma faca para cortar parte da orelha direita do parlamentar, provocando intenso sangramento. A esposa também teria sido agredida e enforcada.
O filho de 9 anos também teria sido ameaçado pelos criminosos, que disseram que cortariam a mão da criança caso o dinheiro não fosse entregue. O filho mais velho, de 18 anos, também foi agredido e posteriormente conseguiu escapar das amarras e libertar os familiares.
Segundo o levantamento inicial, os assaltantes levaram cerca de R$ 38 mil que estavam na casa e outros R$ 4 mil que estavam no veículo da família, além de celulares, joias e outros objetos. Eles também fugiram em um Volkswagen Polo branco pertencente à Câmara Municipal de Rondonópolis.
Durante o crime, os suspeitos teriam feito uma chamada de vídeo com outras pessoas. Conforme o relato apresentado à polícia, três ou quatro indivíduos participavam da ligação, sendo que um deles teria orientado os criminosos que estavam dentro da residência.
Após a fuga, o filho de 18 anos conseguiu sair do imóvel, contornar a casa e retornar pela cozinha, onde arrombou a porta do quarto e libertou os pais e o irmão. O Samu foi acionado e encaminhou Wesley e a esposa ao Hospital Regional de Rondonópolis.
A Polícia Civil investiga o caso. A Politec realizou perícia na residência, que apresentava portas danificadas, sinais de arrombamento e grande quantidade de sangue. Até o momento das informações divulgadas, os suspeitos ainda não haviam sido localizados.
As circunstâncias e a eventual motivação do crime ainda serão esclarecidas pela investigação. A informação de que os criminosos acreditavam que havia dinheiro destinado à compra de votos consta do relato apresentado pela família à polícia e, até o momento, não representa comprovação de que qualquer valor tivesse essa finalidade.
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