Cuiabá
Prefeito exalta Vinde e Vede e destaca impacto dos movimentos cristãos na sociedade
Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, participou nesta quinta-feira (11) da sessão solene em homenagem ao Movimento Vinde e Vede, realizada na Câmara Municipal. O reconhecimento do Legislativo cuiabano foi concedido em razão da contribuição espiritual, social e comunitária promovida pelo movimento por meio da evangelização, do acolhimento e do fortalecimento da fé cristã. Ao todo, 46 integrantes receberam Moções de Aplausos concedidas pela vereadora Samantha Iris.
“O que a Igreja Católica e os movimentos cristãos fazem pela sociedade é muito mais do que a política ou o próprio serviço público conseguem fazer. A quantidade de vidas transformadas naquele espaço é enorme. Quantos acidentes de trânsito foram evitados por pessoas que escolheram participar do Vinde e Vede? Quantas deixaram de ocupar uma unidade de pronto atendimento por estarem vivendo uma experiência de fé e reflexão? Quantas famílias são preservadas porque alguém ouviu uma palavra que tocou seu coração e decidiu agir de forma diferente dentro de casa?”, avaliou Abilio.
Durante a solenidade, o prefeito também defendeu a manifestação da fé e dos valores cristãos, além de destacar o impacto do Vinde e Vede nas famílias e comunidades. Segundo ele, iniciativas religiosas desempenham papel fundamental na formação cidadã. “São casamentos fortalecidos, famílias restauradas e pessoas que deixam de estar expostas a situações de risco. É uma contribuição que, muitas vezes, alcança resultados que nem a política nem o serviço público conseguem promover sozinhos”, completou.
O coordenador-geral do Vinde e Vede, Adriano Botelho, ressaltou que o evento se aproxima de sua 40ª edição e se consolidou como uma das maiores iniciativas de evangelização durante o período de Carnaval em Mato Grosso. “São quase 40 anos de história. Muitas famílias foram resgatadas por Cristo nesse tempo. Eu mesmo participei do Vinde e Vede quando era jovem e pude vivenciar essa experiência de fé. Hoje, o apoio do poder público traz ainda mais visibilidade ao evento e possibilita que mais pessoas participem desse momento de encontro com Deus”, afirmou.
Representando o setor de juventude da Arquidiocese de Cuiabá, Allan Latorraca destacou o protagonismo dos jovens na programação. Segundo ele, o Celebra Jovem, realizado no primeiro dia do evento, reúne centenas de participantes em uma proposta voltada à evangelização e ao fortalecimento da fé durante o período carnavalesco.
A 39ª edição do Vinde e Vede reuniu participantes de mais de dez estados brasileiros e de 105 municípios, além de arrecadar 15 toneladas de alimentos destinadas a 14 entidades assistenciais, reforçando o compromisso social que acompanha a missão evangelizadora do movimento.
A vereadora Samantha Iris destacou que o reconhecimento representa uma forma de agradecimento público pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos. Ela ressaltou que o movimento contribui para o fortalecimento das famílias, incentiva valores cristãos e oferece um ambiente de convivência pautado na fé, na solidariedade e no acolhimento.
A parlamentar enfatizou que esta é a terceira homenagem promovida pela Câmara Municipal a movimentos cristãos realizados durante o período carnavalesco. Anteriormente, foram reconhecidos os eventos da União de Mocidades das Assembleias de Deus de Cuiabá e Região (UMADECRE) e da Missão Enchei-vos. Segundo Samantha, a iniciativa busca registrar oficialmente na história do Legislativo cuiabano a importância dessas iniciativas para a cultura, a fé e a formação social da população.
“Milhares de pessoas se reúnem com um propósito, colocando Deus no centro de suas vidas, fortalecendo suas famílias e renovando sua fé. Entendemos a dimensão da missão que o Vinde e Vede realiza. É um trabalho de transformação de vidas, reflexão e proximidade com Deus. Que esse evento seja ainda maior no próximo ano, resgatando mais almas e aproximando mais pessoas de Deus. Esta homenagem é uma forma de agradecimento”, afirmou a vereadora, que também é primeira-dama de Cuiabá.
A solenidade contou ainda com a presença da secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela; da secretária-adjunta Vilmara da Silva Vidica; da vereadora Baixinha Giraldelli; e do vereador Dilemário Alencar. As autoridades manifestaram apoio à continuidade das ações desenvolvidas pelo movimento e ressaltaram sua relevância para a comunidade cuiabana.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu nesta quarta-feira (14), o ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, para esclarecer questões relacionadas aos contratos firmados pela pasta entre 2019 e 2025. Durante a oitiva, conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), foram feitas cerca de 70 perguntas. O depoente, que estava acompanhado de advogado, abriu mão do direito ao silêncio para apresentar a sua defesa.
Ao ser questionado sobre a participação nas contratações, nos reconhecimentos de dívidas e nos pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde, Gilberto explicou que as decisões não dependiam exclusivamente de sua autorização e que os processos passavam por diferentes departamentos e recebiam pareceres e observações de integrantes das nove secretarias adjuntas da pasta e que o seu papel era tomar a decisão final sobre os processos previamente analisados.
Em relação aos pagamentos indenizatórios que somaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, ele confirmou o montante e afirmou que, durante o período em que esteve à frente da SES, o orçamento da pasta ultrapassou R$ 31 bilhões. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito”, justificou.
Wilson Santos contestou a explicação e observou que a pandemia da Covid-19 foi uma situação excepcional, durante a qual houve flexibilização da legislação, mas que o pagamento por indenização parece ter se tornado uma prática mantida mesmo após o período emergencial. Ele acrescentou que houve um crescimento de quase 500% no número de pagamentos indenizatórios no período pós-pandemia.
Em resposta, Gilberto afirmou que não houve acomodação da gestão diante da situação e defendeu a existência de procedimentos para comprovar os serviços prestados. “Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação (indenizatórios). Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados”, declarou.
O ex-secretário também esclareceu que o TAC teria sido firmado inicialmente com duração de dois anos e afirmou que o instrumento permanecia vigente. O presidente da CPI, por sua vez, contrapôs a informação, alegando que o prazo havia se encerrado em 31 de agosto de 2026. Logo, Gilberto confirmou que a atual gestão da SES prorrogou o acordo por mais 60 dias. “Eu mesmo fui autor do comunicado ao Ministério Público Estadual que era o TAC nº 01/2019. O objetivo primeiro era não paralisar e não colapsar o serviço de saúde. No TAC existe o compromisso elaborado tanto na questão da gestão de pessoal como também na contratação de serviço”, explicou.
Diante das informações apresentadas, a CPI vai requisitar novos esclarecimentos sobre a tramitação do TAC para a Secretaria de Estado de Saúde. Outras indagações feitas ao ex-secretário foram referentes aos motivos pelos quais a pasta não teria atendido a alertas de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que identificaram irregularidades e recomendaram a suspensão ou a correção de determinados procedimentos.
Gilberto Figueiredo esclareceu que interromper a prestação de um serviço de saúde poderia colocar vidas em risco e que, diante dessas situações, cabia ao gestor avaliar os pareceres e tomar decisões. “O gestor, sim, ele é assessorado por parecer, mas ele está sentado no cargo para tomar a decisão. Eu nunca fui omisso, nunca abri mão de tomar uma decisão por causa de alerta para não deixar o paciente morrer. Eu tive o coração de correr os riscos. E estou sujeito a eles. Vou passar pelos escrutínios”, afirmou o investigado.
Outro ponto abordado durante a oitiva foi a contratação de empresas sem processo licitatório e a ocorrência de irregularidades envolvendo prestadoras de serviços. O depoente afirmou que é difícil para a administração pública acompanhar mudanças na composição societária, na razão social ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas.
“Tem empresas que têm mais de 100 sócios. Eu apurei e fui buscar. Como um gestor vai conseguir controlar isso? Tomei conhecimento, sim, fiz demanda junto da PGE de como poder evitar isso. Infelizmente, tem empresas que não cumprem contrato e no outro dia nasce com um outro nome ou outro CNPJ e o governo não tem como impedir”, declarou.
A CPI também questionou o ex-secretário sobre a pessoa mencionada em autos de processos investigatórios relacionados à Operação Espelho como a “Mulher da SES”, apontada no contexto das investigações sobre contratos e licitações. Gilberto contestou a referência e afirmou que não existia uma pessoa identificada dessa forma, mas um quadro de aproximadamente 6,5 mil servidores na Secretaria, dos quais 4.194 seriam mulheres. Diante da resposta, Wilson Santos informou que apresentará requerimento para convocar, na condição de testemunha, a atual secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset. “Eu não vou ficar dando nomes às pessoas que estão legalmente investidas nos cargos publicados em Diário Oficial”, disse o ex-secretário.
Ao final da oitiva, Gilberto solicitou que um exemplar de seu livro “Sem tempo para respirar”, fosse incluído nos autos da CPI da Saúde. Segundo ele, a obra apresenta detalhes da atuação da SES durante a pandemia e das medidas adotadas para salvar vidas. “Não fico feliz com os óbitos que ocorreram, mas fico feliz, se muitos de nós estamos aqui hoje, é porque trabalhamos muito para que isso acontecesse. Criamos o maior centro de triagem de Covid-19 e atendemos milhares de pessoas”, declarou.
Também participaram da reunião o relator da CPI, deputado estadual Beto Dois a Um (União), e os membros Dilmar Dal Bosco (União) e Chico Guarnieri (PSDB).
Fonte: ALMT – MT
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