Cuiabá

Prefeitura de Cuiabá reforça ações de combate à hanseníase e orienta população a procurar USFs ao identificar sintomas

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Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), intensifica as ações de conscientização, prevenção e diagnóstico precoce da hanseníase. O município acompanha atualmente cerca de 1.154 pacientes em tratamento e reforça que a doença tem cura, sendo tratada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que compromete principalmente a pele e os nervos periféricos. Quando identificada cedo, o tratamento é simples, eficaz e evita sequelas. Assim que o paciente inicia a medicação, deixa de transmitir a doença, o que reforça a importância de buscar atendimento ao perceber os primeiros sinais.

A principal forma de transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva eliminadas por pessoas doentes não tratadas. Embora o bacilo seja altamente infectante, a maioria das pessoas possui resistência natural, o que faz com que poucos desenvolvam a doença.

Os sintomas que merecem atenção incluem:
• Manchas na pele com alteração de sensibilidade;
• Dormência, formigamento ou perda de sensibilidade;
• Inchaço e dor nos nervos;
• Ressecamento da pele;
• Redução da força muscular.

A Prefeitura reforça que qualquer pessoa que apresente sintomas suspeitos deve procurar uma das 68 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. As unidades contam com equipes preparadas para avaliar, diagnosticar, acompanhar e orientar os pacientes.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, reforça o compromisso da gestão com o enfrentamento da doença:
“Cuiabá é referência no tratamento e acompanhamento da hanseníase. Quanto mais cedo o paciente busca a unidade de saúde, maiores são as chances de cura e menores são os riscos de sequelas. Por isso, orientamos a população a ficar atenta aos sinais e procurar a USF mais próxima ao notar qualquer alteração na pele ou sensibilidade”, destacou.

O tratamento dura de 6 a 12 meses, de acordo com o tipo da doença, e é oferecido integralmente pelo SUS, com acompanhamento contínuo das equipes de saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a hanseníase tem cura, e que a informação é a melhor ferramenta para combater o preconceito e garantir mais qualidade de vida à população.
Em caso de dúvida, procure a USF mais próxima. Diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Katiuscia propõe programa para prevenir feminicídios e defende afastamento de agressores

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Com o número alarmante de 35 mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso em 2026, a vereadora de Cuiabá Katiuscia Manteli (Podemos) apresentou na Câmara Municipal de Cuiabá o Programa Mulher Viva. O programa tem com objetivo implementar medidas de prevenção para impedir que casos de violência doméstica evoluam para assassinatos.

Katiuscia afirmou que o enfrentamento ao feminicídio precisa ocorrer antes do crime. Ela defendeu medidas mais rigorosas contra agressores identificados como uma ameaça à vida de mulheres. Mato Grosso está no topo do ranking brasileiro de feminicídio, em 2025, o estado registrou 54 feminicídios.
Katiuscia que é candidata à deputada federal, garantiu que se eleita também levará a proposta à Câmara Federal.

“Quando o Poder Público concede um botão do pânico ou uma medida protetiva a uma mulher, ele está reconhecendo que a vida desta mulher está em risco; que ela pode sim morrer”, afirmou Katiuscia.

Programa Mulher Viva

O Programa Mulher Viva está estruturado em quatro eixos: prevenção, proteção, responsabilização e reconstrução de vidas. A vereadora argumenta que medidas punitivas, embora necessárias, são adotadas depois que o crime já ocorreu e, por isso, precisam ser acompanhadas de ações preventivas.

“O feminicídio é um crime anunciado. Antes da morte, vem a violência. Vem a violência doméstica. Antes de ser morta, essa mulher foi violentada, essa mulher foi agredida, essa mulher foi torturada”, declarou Katiuscia.

A parlamentar também destacou o risco enfrentado por mulheres que decidem romper relacionamentos abusivos. Segundo ela, situações de dependência emocional e financeira podem dificultar o fim do ciclo de violência, enquanto a separação pode representar um período de maior vulnerabilidade diante de ameaças do agressor.

A proposta defendida por Katiuscia prevê uma resposta mais rigorosa em situações consideradas de alto risco, com foco no afastamento do agressor antes de uma eventual escalada da violência.

Ao tratar do endurecimento das penas, a vereadora afirmou que a punição dos responsáveis não é suficiente para reverter as consequências do feminicídio. “Temos que endurecer as penas, temos que buscar meios de que ele pague por isso, mas não vai trazer a vida dessa mulher de volta. Vai ser mais uma família acabada, mais filhos órfãos”, disse.

Katiuscia encerrou o pronunciamento defendendo que as medidas de prevenção sejam direcionadas também aos potenciais agressores. “Precisamos privar da liberdade o futuro feminicida, e não a vítima, e não a sua família. É esse o projeto, o programa que nós temos hoje apresentado como um projeto para a Câmara Federal”, concluiu.

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