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Professores de Cuiabá se qualificam em indicadores de aprendizagem

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Professores vinculados a rede de ensino da Prefeitura de Cuiabá participaram nesta terça-feira (9) do curso de formação continuada “Potencializado a Compreensão dos Indicadores de Aprendizagem das Crianças”.

O evento, realizado no Hotel Fazenda Grosso, até sexta-feira (12), é fruto de uma parceria da Secretaria Municipal de Educação com o sistema “Contagie”.

Mais de 100 profissionais participaram, em dois turnos, de uma palestra com a professora Patricia Romeu, especialista em estudo de abordagens pedagógicas que respeitam e valorizam o processo inicial de aprendizagem. Também é formada em Magistério, graduada em Pedagogia e pós-graduada em Alfabetização e Letramento.

“A ideia é trabalhar com os professores os pré-requisitos importantes para essa criança que daqui a pouco estará em um processo tido como alfabetização, que será do primeiro ano em diante”, explica.

A coordenadora de educação infantil da Prefeitura de Cuiabá, Dayane Terra, ressalta que a formação continuada é imprescindível para atualizar professores dos métodos de aprendizagem, conhecimento e abordagem visando a melhor aprendizagem na pré-escola.

“A ideia é trabalhar com os professores os pré-requisitos importantes para essa criança que daqui a pouco estará em um processo tido como alfabetização de primeiro ano em diante. Temos olhado para os indicadores e entendido quais as habilidades são necessárias para essas crianças, para que o professor não só tenha diagnóstico, mas, consiga intervir quando necessário para auxiliar a criança a melhor desenvolver suas atividades”.

A coordenadora da educação infantil da Prefeitura de Cuiabá, Dayane Terra, explica que a Prefeitura de Cuiabá está empenhada em trabalhar a qualificação dos professores.

“É um processo formativo que estamos dando continuidade. Com os coordenadores e professores, iremos tratar da progressão do desenvolvimento das crianças dentro da educação infantil. Essa qualificação apresenta aos professores o contexto da educação infantil, visando a melhor aprendizagem na pré-escola”.

A professora do pré-II, Lize Davoglio, lotada no CEIC (Centro Educacional Infantil Cuiabano), participou pela manhã de terça-feira (9), e elogiou o conteúdo da palestra. “Tivemos a oportunidade de conhecer mais a respeito dos métodos da educação infantil. Essa observação das crianças ocorre diariamente por meio da produção de relatórios”.

Entenda

Os indicadores de aprendizagem desempenham um papel fundamental na melhoria da qualidade da educação, na promoção da igualdade de oportunidades, na preparação dos alunos para o futuro e na avaliação e aprimoramento do sistema educacional na totalidade.

Eles são uma ferramenta valiosa para promover uma educação de alto desempenho e orientada para resultados.

Para a educação, eles têm um papel fundamental, pois proporcionam várias oportunidades, como:

– Avaliação dos Alunos: medem o progresso dos alunos, identificando áreas de sucesso e necessidades de suporte, adaptando métodos de ensino e currículos;

– Aprimoramento do Ensino: avaliam o desempenho de professores e instituições, incentivando melhorias nas práticas pedagógicas e qualidade do ensino;

– Base para Decisões: fornecem dados quantitativos e qualitativos que orientam alocação de recursos, políticas educacionais e prioridades de investimento;

– Transparência e Responsabilidade: promovem transparência, envolvendo pais, alunos e comunidade na avaliação do desempenho escolar, incentivando melhorias;

– Avaliação de Políticas: avaliam a eficácia de políticas e programas educacionais, permitindo ajustes quando necessário;

– Preparação Profissional: essenciais para preparar alunos com as habilidades necessárias para o mercado de trabalho;

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CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu nesta quarta-feira (14), o ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, para esclarecer questões relacionadas aos contratos firmados pela pasta entre 2019 e 2025. Durante a oitiva, conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), foram feitas cerca de 70 perguntas. O depoente, que estava acompanhado de advogado, abriu mão do direito ao silêncio para apresentar a sua defesa.

Ao ser questionado sobre a participação nas contratações, nos reconhecimentos de dívidas e nos pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde, Gilberto explicou que as decisões não dependiam exclusivamente de sua autorização e que os processos passavam por diferentes departamentos e recebiam pareceres e observações de integrantes das nove secretarias adjuntas da pasta e que o seu papel era tomar a decisão final sobre os processos previamente analisados.

Em relação aos pagamentos indenizatórios que somaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, ele confirmou o montante e afirmou que, durante o período em que esteve à frente da SES, o orçamento da pasta ultrapassou R$ 31 bilhões. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito”, justificou.

Wilson Santos contestou a explicação e observou que a pandemia da Covid-19 foi uma situação excepcional, durante a qual houve flexibilização da legislação, mas que o pagamento por indenização parece ter se tornado uma prática mantida mesmo após o período emergencial. Ele acrescentou que houve um crescimento de quase 500% no número de pagamentos indenizatórios no período pós-pandemia.

Em resposta, Gilberto afirmou que não houve acomodação da gestão diante da situação e defendeu a existência de procedimentos para comprovar os serviços prestados. “Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação (indenizatórios). Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados”, declarou.

O ex-secretário também esclareceu que o TAC teria sido firmado inicialmente com duração de dois anos e afirmou que o instrumento permanecia vigente. O presidente da CPI, por sua vez, contrapôs a informação, alegando que o prazo havia se encerrado em 31 de agosto de 2026. Logo, Gilberto confirmou que a atual gestão da SES prorrogou o acordo por mais 60 dias. “Eu mesmo fui autor do comunicado ao Ministério Público Estadual que era o TAC nº 01/2019. O objetivo primeiro era não paralisar e não colapsar o serviço de saúde. No TAC existe o compromisso elaborado tanto na questão da gestão de pessoal como também na contratação de serviço”, explicou.

Diante das informações apresentadas, a CPI vai requisitar novos esclarecimentos sobre a tramitação do TAC para a Secretaria de Estado de Saúde. Outras indagações feitas ao ex-secretário foram referentes aos motivos pelos quais a pasta não teria atendido a alertas de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que identificaram irregularidades e recomendaram a suspensão ou a correção de determinados procedimentos.

Gilberto Figueiredo esclareceu que interromper a prestação de um serviço de saúde poderia colocar vidas em risco e que, diante dessas situações, cabia ao gestor avaliar os pareceres e tomar decisões. “O gestor, sim, ele é assessorado por parecer, mas ele está sentado no cargo para tomar a decisão. Eu nunca fui omisso, nunca abri mão de tomar uma decisão por causa de alerta para não deixar o paciente morrer. Eu tive o coração de correr os riscos. E estou sujeito a eles. Vou passar pelos escrutínios”, afirmou o investigado.

Outro ponto abordado durante a oitiva foi a contratação de empresas sem processo licitatório e a ocorrência de irregularidades envolvendo prestadoras de serviços. O depoente afirmou que é difícil para a administração pública acompanhar mudanças na composição societária, na razão social ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas.

“Tem empresas que têm mais de 100 sócios. Eu apurei e fui buscar. Como um gestor vai conseguir controlar isso? Tomei conhecimento, sim, fiz demanda junto da PGE de como poder evitar isso. Infelizmente, tem empresas que não cumprem contrato e no outro dia nasce com um outro nome ou outro CNPJ e o governo não tem como impedir”, declarou.

A CPI também questionou o ex-secretário sobre a pessoa mencionada em autos de processos investigatórios relacionados à Operação Espelho como a “Mulher da SES”, apontada no contexto das investigações sobre contratos e licitações. Gilberto contestou a referência e afirmou que não existia uma pessoa identificada dessa forma, mas um quadro de aproximadamente 6,5 mil servidores na Secretaria, dos quais 4.194 seriam mulheres. Diante da resposta, Wilson Santos informou que apresentará requerimento para convocar, na condição de testemunha, a atual secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset. “Eu não vou ficar dando nomes às pessoas que estão legalmente investidas nos cargos publicados em Diário Oficial”, disse o ex-secretário.

Ao final da oitiva, Gilberto solicitou que um exemplar de seu livro “Sem tempo para respirar”, fosse incluído nos autos da CPI da Saúde. Segundo ele, a obra apresenta detalhes da atuação da SES durante a pandemia e das medidas adotadas para salvar vidas. “Não fico feliz com os óbitos que ocorreram, mas fico feliz, se muitos de nós estamos aqui hoje, é porque trabalhamos muito para que isso acontecesse. Criamos o maior centro de triagem de Covid-19 e atendemos milhares de pessoas”, declarou.

Também participaram da reunião o relator da CPI, deputado estadual Beto Dois a Um (União), e os membros Dilmar Dal Bosco (União) e Chico Guarnieri (PSDB).

Fonte: ALMT – MT

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