Cuiabá
Sine oferece 1.182 vagas nesta quarta e setor de serviços concentra a maioria das oportunidades
Cuiabá
O Sine Municipal de Cuiabá oferece, nesta quarta-feira (15), um total de 1.182 vagas de emprego, com destaque para o setor de serviços. As oportunidades abrangem desde funções operacionais que não exigem experiência prévia, como ajudante de carga e descarga e atendente de balcão, até cargos que demandam maior qualificação, como analista administrativo e analista de negócios. A exigência mínima de escolaridade, em muitos casos, é o Ensino Fundamental ou Médio completo, ampliando o acesso ao mercado de trabalho.
Os salários iniciais para cargos de nível de entrada giram em torno de R$ 1,6 mil, geralmente acompanhados de vale-transporte e vale-alimentação. Já as funções que requerem maior qualificação oferecem remunerações mais atrativas: analistas administrativos podem receber até R$ 3 mil, enquanto analistas de negócios chegam a R$ 4 mil, com possibilidade de bônus por desempenho.
Além da remuneração, muitas empresas disponibilizam benefícios adicionais para valorizar e reter profissionais, como assistência médica e odontológica, cesta básica, auxílio-educação, convênios com farmácias e academias, além de planos de carreira. O conjunto dessas vantagens reforça o compromisso das organizações em oferecer condições competitivas e incentivar o desenvolvimento profissional em Cuiabá.
O Sine Municipal é administrado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura.
Atendimento
Os interessados devem procurar o Sine, localizado na Travessa Celso Luís M. de Almeida, nº 45, bairro Poção, no prédio da Secretaria Municipal de Agricultura e Trabalho (Smat).
O horário de atendimento é das 8h às 17h.
Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone e WhatsApp: (65) 99251-7480.
No local, também é oferecido atendimento ao Microempreendedor Individual (MEI), com apoio para abertura, regularização e encerramento do registro.
Serviços do Sine
O Sine Municipal realiza a intermediação de vagas de emprego e atendimento para solicitação do seguro-desemprego. Para ter acesso ao benefício, o trabalhador deve apresentar os documentos fornecidos pela empresa no momento da rescisão contratual. A solicitação é registrada diretamente no sistema do Governo Federal.
Informações importantes ao trabalhador
Mantenha o cadastro atualizado nos postos do Sine ou por canais digitais.
Consulta de vagas: empregabrasil.mte.gov.br
Solicitação de seguro-desemprego on-line: pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo site acima.
Exclusivo para empresas
O Sine também dispõe de canais exclusivos para empresas interessadas em anunciar vagas. O contato pode ser feito pelos telefones:
(65) 3645-7216 ou 3645-7237,
WhatsApp: (65) 99255-2450,
e e-mail: [email protected].
Confira as oportunidades
Ajudante de carga e descarga de mercadoria – 09
Analista administrativo – 01
Analista de negócios – 200
Atendente balconista – 20
Atendente de balcão – 02
Atendente de lojas – 10
Atendente de lojas de mercados – 01
Atendente de padaria – 07
Auxiliar administrativo – 09
Auxiliar de armazenamento – 22
Auxiliar de cozinha – 05
Auxiliar de limpeza – 02
Auxiliar de linha de produção – 167
Auxiliar de logística – 36
Auxiliar de operação – 10
Auxiliar operacional de logística – 20
Azulejista – 02
Babá – 01
Carregador (armazém) – 02
Comprador – 01
Consultor de venda – 01
Corretor de imóveis – 05
Cortador de carne – 50
Desossador – 70
Eletricista de instalações – 01
Empacotador a mão – 06
Empregado doméstico arrumador – 02
Frentista – 01
Funileiro de veículos (reparação) – 01
Garçom – 95
Magarefe – 55
Monitor de alunos – 01
Motorista de caminhão basculante – 65
Motorista entregador – 04
Operador de caixa – 15
Operador de empilhadeira – 01
Operador de escavadeira – 03
Operador de máquina de construção civil e mineração – 03
Operador de máquina fixa em geral – 01
Operador de motoniveladora – 08
Operador de rolo compactador – 31
Operador de telemarketing receptivo – 01
Operador de trator (minas e pedreira) – 04
Pedreiro – 11
Pizzaiolo – 50
Profissional de educação física na saúde – 24
Promotor de vendas – 05
Recepcionista em geral – 02
Recepcionista secretária (estágio) – 01
Recepcionista secretária – 01
Repositor de mercadorias – 02
Retalhador de carne – 90
Servente de pedreiro – 20
Técnico automotivo – 01
Técnico de operações e serviços bancários leasing – 02
Técnico em segurança do trabalho – 01
Tecnólogo em logística de transporte – 01
Trabalhador de serviço de limpeza e conservação de áreas públicas – 01
Vendedor interno – 17
#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mostra uma pessoa segurando um smartphone com a tela aberta no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu nesta quarta-feira (14), o ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, para esclarecer questões relacionadas aos contratos firmados pela pasta entre 2019 e 2025. Durante a oitiva, conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), foram feitas cerca de 70 perguntas. O depoente, que estava acompanhado de advogado, abriu mão do direito ao silêncio para apresentar a sua defesa.
Ao ser questionado sobre a participação nas contratações, nos reconhecimentos de dívidas e nos pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde, Gilberto explicou que as decisões não dependiam exclusivamente de sua autorização e que os processos passavam por diferentes departamentos e recebiam pareceres e observações de integrantes das nove secretarias adjuntas da pasta e que o seu papel era tomar a decisão final sobre os processos previamente analisados.
Em relação aos pagamentos indenizatórios que somaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, ele confirmou o montante e afirmou que, durante o período em que esteve à frente da SES, o orçamento da pasta ultrapassou R$ 31 bilhões. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito”, justificou.
Wilson Santos contestou a explicação e observou que a pandemia da Covid-19 foi uma situação excepcional, durante a qual houve flexibilização da legislação, mas que o pagamento por indenização parece ter se tornado uma prática mantida mesmo após o período emergencial. Ele acrescentou que houve um crescimento de quase 500% no número de pagamentos indenizatórios no período pós-pandemia.
Em resposta, Gilberto afirmou que não houve acomodação da gestão diante da situação e defendeu a existência de procedimentos para comprovar os serviços prestados. “Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação (indenizatórios). Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados”, declarou.
O ex-secretário também esclareceu que o TAC teria sido firmado inicialmente com duração de dois anos e afirmou que o instrumento permanecia vigente. O presidente da CPI, por sua vez, contrapôs a informação, alegando que o prazo havia se encerrado em 31 de agosto de 2026. Logo, Gilberto confirmou que a atual gestão da SES prorrogou o acordo por mais 60 dias. “Eu mesmo fui autor do comunicado ao Ministério Público Estadual que era o TAC nº 01/2019. O objetivo primeiro era não paralisar e não colapsar o serviço de saúde. No TAC existe o compromisso elaborado tanto na questão da gestão de pessoal como também na contratação de serviço”, explicou.
Diante das informações apresentadas, a CPI vai requisitar novos esclarecimentos sobre a tramitação do TAC para a Secretaria de Estado de Saúde. Outras indagações feitas ao ex-secretário foram referentes aos motivos pelos quais a pasta não teria atendido a alertas de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que identificaram irregularidades e recomendaram a suspensão ou a correção de determinados procedimentos.
Gilberto Figueiredo esclareceu que interromper a prestação de um serviço de saúde poderia colocar vidas em risco e que, diante dessas situações, cabia ao gestor avaliar os pareceres e tomar decisões. “O gestor, sim, ele é assessorado por parecer, mas ele está sentado no cargo para tomar a decisão. Eu nunca fui omisso, nunca abri mão de tomar uma decisão por causa de alerta para não deixar o paciente morrer. Eu tive o coração de correr os riscos. E estou sujeito a eles. Vou passar pelos escrutínios”, afirmou o investigado.
Outro ponto abordado durante a oitiva foi a contratação de empresas sem processo licitatório e a ocorrência de irregularidades envolvendo prestadoras de serviços. O depoente afirmou que é difícil para a administração pública acompanhar mudanças na composição societária, na razão social ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas.
“Tem empresas que têm mais de 100 sócios. Eu apurei e fui buscar. Como um gestor vai conseguir controlar isso? Tomei conhecimento, sim, fiz demanda junto da PGE de como poder evitar isso. Infelizmente, tem empresas que não cumprem contrato e no outro dia nasce com um outro nome ou outro CNPJ e o governo não tem como impedir”, declarou.
A CPI também questionou o ex-secretário sobre a pessoa mencionada em autos de processos investigatórios relacionados à Operação Espelho como a “Mulher da SES”, apontada no contexto das investigações sobre contratos e licitações. Gilberto contestou a referência e afirmou que não existia uma pessoa identificada dessa forma, mas um quadro de aproximadamente 6,5 mil servidores na Secretaria, dos quais 4.194 seriam mulheres. Diante da resposta, Wilson Santos informou que apresentará requerimento para convocar, na condição de testemunha, a atual secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset. “Eu não vou ficar dando nomes às pessoas que estão legalmente investidas nos cargos publicados em Diário Oficial”, disse o ex-secretário.
Ao final da oitiva, Gilberto solicitou que um exemplar de seu livro “Sem tempo para respirar”, fosse incluído nos autos da CPI da Saúde. Segundo ele, a obra apresenta detalhes da atuação da SES durante a pandemia e das medidas adotadas para salvar vidas. “Não fico feliz com os óbitos que ocorreram, mas fico feliz, se muitos de nós estamos aqui hoje, é porque trabalhamos muito para que isso acontecesse. Criamos o maior centro de triagem de Covid-19 e atendemos milhares de pessoas”, declarou.
Também participaram da reunião o relator da CPI, deputado estadual Beto Dois a Um (União), e os membros Dilmar Dal Bosco (União) e Chico Guarnieri (PSDB).
Fonte: ALMT – MT
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