Cuiabá
Visita técnica reforça avanços na saúde mental e obras do CAPS Adolescer em Cuiabá
Cuiabá
A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona, e o promotor de Justiça Milton Mattos realizaram, na manhã desta terça-feira (31), uma visita técnica às obras do CAPS Adolescer, localizado na região do bairro Jardim Europa.
A agenda teve como objetivo acompanhar o andamento da reforma da unidade e reforçar a importância dos investimentos voltados à saúde mental no município. Os recursos aplicados na obra são provenientes do Ministério Público, por meio do banco de projetos, oriundos de um acordo na área de improbidade administrativa, que destinou cerca de R$ 6 milhões para a área em Cuiabá.
O CAPS Adolescer é uma unidade especializada no atendimento de crianças e adolescentes de até 17 anos, 11 meses e 29 dias, oferecendo suporte por meio de atendimentos individuais e em grupo, atividades terapêuticas, ações educativas e acompanhamento familiar. A unidade tem capacidade para atender entre 30 e 50 pacientes por dia, garantindo acolhimento humanizado e acompanhamento contínuo ao público infantojuvenil.
Durante a visita, a secretária Danielle Carmona destacou a importância da obra e do fortalecimento da rede de atenção psicossocial no município. “Estamos acompanhando de perto mais um avanço importante para a saúde mental em Cuiabá. Este espaço representa cuidado, acolhimento e dignidade para nossas crianças e adolescentes. Investir na saúde mental é uma prioridade da gestão, porque sabemos que cuidar das pessoas vai além do atendimento clínico, envolve estrutura adequada, olhar humano e uma rede integrada funcionando de forma eficiente”, afirmou.
A visita também evidenciou o avanço na estruturação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), especialmente no período pós-pandemia, quando houve aumento significativo da demanda por atendimentos em saúde mental. A integração entre a atenção básica, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os CAPS foi apontada como um dos principais progressos da gestão.
O promotor Milton Mattos ressaltou a importância da destinação dos recursos para a área e o impacto direto para a população. “Quero parabenizar todos os envolvidos. Conseguimos destinar cerca de R$ 6 milhões por meio do Ministério Público, recursos oriundos de casos de corrupção que agora retornam para a sociedade em forma de investimento no bem comum. A saúde mental é uma área extremamente importante e desafiadora, e esse avanço representa uma grande conquista para Cuiabá”, pontuou.
Cuiabá conta hoje com uma rede estruturada de saúde mental, composta pelo CAPS CPA IV, CAPS Adolescer, CAPS II e seis Residências Terapêuticas, que desempenham papel fundamental no cuidado contínuo e humanizado das pessoas em sofrimento psíquico.
A secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, também destacou a importância do fortalecimento da rede, ressaltando que o momento representa um avanço significativo na qualificação do atendimento em saúde mental no município.
Atualmente, o CAPS Adolescer funciona temporariamente no bairro Shangrilá, enquanto sua sede definitiva, no Jardim Europa, passa por reforma. A previsão é que as obras sejam concluídas ainda este ano, proporcionando um espaço mais adequado e acolhedor para os pacientes.
Outro avanço estratégico ocorreu em setembro, com a implantação de seis leitos exclusivos para pacientes psiquiátricos no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), sendo três femininos e três masculinos. A iniciativa, inédita em hospital geral do município e aguardada há duas décadas, representa um marco histórico para a rede de saúde da capital.
A medida está alinhada à Portaria nº 3.088/2011, que institui a RAPS e orienta a criação de leitos em hospitais gerais para internações de curta permanência em casos de crise, fortalecendo o modelo comunitário, ampliando a resolutividade da rede, reduzindo a sobrecarga em unidades especializadas e garantindo um atendimento cada vez mais ágil e integrado.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Com início das chuvas, veja 10 cuidados contra a dengue em Cuiabá
Você sabia que os ovos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, podem sobreviver por até 450 dias em condições favoráveis, mesmo sem água? Com a chegada de outubro e novembro, meses que marcam o início do período chuvoso em Cuiabá, essa característica exige atenção redobrada da população.
É justamente neste período que a combinação de calor e primeiras chuvas favorece a eclosão dos ovos que estavam depositados em recipientes secos e a reprodução de novos mosquitos. Por isso, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), orienta os moradores a intensificarem os cuidados desde o início das chuvas, sem esperar o aumento dos casos para eliminar possíveis focos.
Confira dez informações importantes sobre a dengue e saiba como se proteger.
1. Os ovos podem sobreviver por meses sem água
Os ovos do Aedes aegypti podem permanecer viáveis por vários meses em ambientes secos. Quando entram novamente em contato com a água, podem eclodir. Por isso, retirar a água parada nem sempre é suficiente: é importante esfregar as paredes dos recipientes para remover os ovos que ficam grudados.
2. Uma tampinha pode virar criadouro
Pequenos recipientes que acumulam água, como tampinhas, pratos de plantas, garrafas e embalagens, podem favorecer a reprodução do mosquito. A orientação é verificar esses locais semanalmente e eliminar qualquer acúmulo de água.
3. O início das chuvas exige atenção redobrada
Em outubro e novembro, com o início das chuvas em Cuiabá, recipientes que permaneceram secos durante meses podem voltar a acumular água. Essa água pode estimular a eclosão de ovos depositados anteriormente, favorecendo o nascimento de novos mosquitos. A prevenção deve começar agora, com a vistoria de quintais, calhas, vasos e outros locais que possam acumular água.
4. O mosquito costuma picar durante o dia
O Aedes aegypti tem hábitos predominantemente diurnos, com maior atividade geralmente no início da manhã e no fim da tarde. Isso não significa que ele não possa picar em outros horários. O uso de repelentes e outras medidas de proteção também é importante.
5. A dengue pode piorar quando a febre desaparece
O desaparecimento da febre não significa necessariamente que o perigo passou. Os sinais de alarme podem surgir nessa fase, geralmente entre o terceiro e o sétimo dia da doença. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou desmaio exigem atendimento médico imediato.
6. Uma segunda infecção pode aumentar o risco de dengue grave
Existem quatro sorotipos do vírus da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Ter tido dengue anteriormente não garante proteção contra os outros sorotipos, e uma nova infecção pode aumentar o risco de formas graves da doença.
7. Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo mesmo mosquito
As três doenças podem ser transmitidas pelo Aedes aegypti e apresentar sintomas semelhantes, como febre e dores no corpo. A chikungunya costuma provocar dores articulares intensas, que podem persistir por meses. A avaliação de um profissional de saúde é importante para orientar o diagnóstico e o tratamento.
8. Alguns medicamentos devem ser evitados em caso de suspeita de dengue
Medicamentos como ácido acetilsalicílico (AAS), ibuprofeno, diclofenaco e naproxeno podem aumentar o risco de sangramento. Em caso de suspeita da doença, não se automedique e procure orientação de um profissional de saúde.
9. Um exame negativo nem sempre descarta dengue
A capacidade de detectar a doença depende do tipo de teste e do momento em que ele é realizado. Testes como PCR e antígeno NS1 são utilizados principalmente na fase inicial, enquanto os testes de anticorpos podem ser mais úteis posteriormente. A avaliação médica deve considerar também os sintomas e o tempo de evolução da doença.
Em caso de suspeita de dengue, a orientação é procurar uma das 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá para receber avaliação médica. Já diante de sinais de agravamento, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, desmaio ou dificuldade para respirar, o paciente deve procurar atendimento imediato em uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital.
10. Quem está com dengue também precisa evitar picadas
Durante o período em que o vírus circula no sangue da pessoa infectada, um mosquito pode picá-la, adquirir o vírus e transmiti-lo a outras pessoas. Por isso, quem está com dengue também deve usar repelente, além de adotar outras medidas de proteção, como telas e mosquiteiros.
O repelente funciona como uma barreira de proteção individual, de forma semelhante à máscara na prevenção de doenças respiratórias: cada um atua contra um tipo diferente de transmissão. No caso da dengue, o produto ajuda a evitar que o mosquito pique a pessoa infectada e depois transmita o vírus a outras pessoas.
Cuiabá registra 853 casos autóctones de dengue em 2026
De acordo com o boletim atualizado em 8 de outubro de 2026, Cuiabá contabilizou 853 casos autóctones de dengue e três óbitos confirmados no ano. Na 39ª Semana Epidemiológica, foram registrados seis novos casos, além da inclusão de 35 ocorrências referentes a semanas anteriores. O total acumulado se aproxima do registrado no mesmo período de 2025, com diferença inferior a 1% e média de 50,7 casos por semana.
Em relação à chikungunya, não houve novas notificações nas quatro semanas anteriores à atualização do boletim. No acumulado anual, os registros de 2026 representam 1,3% do total contabilizado em 2025, ano considerado epidêmico para a doença.
Já a zika não apresentou novos casos na 39ª Semana Epidemiológica, e o município permanece sem óbitos pela doença em 2026.
As equipes de vigilância e controle vetorial vistoriaram 885.360 imóveis na capital. Desse total, 94.224 receberam tratamento. Também foram tratados 106.065 depósitos e eliminados 26.365.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a participação dos moradores é fundamental para combater o mosquito. Manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas, lavar e esfregar recipientes, descartar corretamente materiais que acumulam água e verificar os quintais semanalmente são medidas essenciais para prevenir a proliferação do vetor.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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