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Prefeitura de Sinop encerra atividades da Assistência Social com fortalecimento de vínculos nos CRAS
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A programação faz parte do calendário oficial da Secretaria de Assistência Social e envolve todas as unidades do CRAS e o Centro de Convivência Dona Zezé. As ações celebram o trabalho desenvolvido ao longo de 2025 nos serviços de convivência e fortalecimento de vínculos, que atendem crianças, adolescentes, adultos, mulheres e idosos com atividades semanais.
A secretária municipal de Assistência Social, Sineia Abreu, detalhou como os serviços ofertados transformam a vida das famílias que frequentam as unidades. “É um serviço de convivência e fortalecimento de vínculos. São feitas oficinas durante toda a semana, e a função é realmente fortalecer o vínculo com a comunidade. Esse serviço que nós prestamos transforma a vida das pessoas. A Assistência Social tem um trabalho, às vezes, silencioso, mas que tem um resultado muito positivo na vida de cada um que frequenta aqui”, afirmou.
Para a secretária, o ano foi bastante positivo e repleto de conquistas. “Este ano foi maravilhoso, e nós tivemos muitos avanços. Aqui no CRAS mesmo aumentou o número de grupos, e é isso que realmente queremos, que as pessoas venham aqui e que se sintam à vontade, que se sintam parte da comunidade, que se sintam parte do CRAS e da Assistência Social. Nós prestamos esse serviço com muita alegria, com um coração cheio de felicidade ao ver a grande evolução que essas pessoas têm”, destacou.
A coordenadora da Proteção Social Básica, Mara Meyer, falou sobre o impacto das atividades ao longo do ano e reforçou o papel social das unidades no fortalecimento das famílias. “Esse trabalho que realizamos durante o ano todo é justamente para tirar as famílias da situação de vulnerabilidade em que elas se encontram. Trazemos essas famílias para o CRAS para fortalecer os vínculos delas tanto com as próprias famílias quanto com a comunidade, porque a inclusão é muito importante para elas. É onde, além do trabalho desenvolvido aqui, nós as encaminhamos para o mercado de trabalho, para toda a rede de proteção, para a política de educação e para a política de saúde. A Assistência Social é uma ponte para as outras políticas”, explicou.
O encerramento reuniu participantes históricos das atividades dos CRAS, que compartilharam experiências e reforçaram a importância dos encontros na rotina diária. Entre as participantes, a aposentada Nelci Antes descreveu o quanto as oficinas influenciam positivamente seu bem-estar. “Há muitos anos participo das atividades do CRAS, e é tudo muito bom. Eu fico sentida no dia que não posso vir. A ginástica, por exemplo, é muito boa porque ajuda muito. É bom demais sair de casa um pouco, e aqui somos bem atendidos”, relatou.
A aposentada Jacinta Teixeira de Souza do Amaral, com mais de 15 anos de participação, também reforçou a transformação proporcionada pelo convívio nas unidades. “A minha experiência aqui é muito grande, porque já faz mais de 15 anos que participo das atividades. Toda quarta-feira nós estamos aqui. Aqui nós fazemos tudo, até ginástica. E eu melhorei 100%, porque tenho 85 anos, então é muito importante vir. Para nós que somos idosos, se ficarmos muito tempo parados, travamos”, destacou.
A aposentada Irene Alves dos Santos também enfatizou os benefícios da participação nas atividades do CRAS. “Eu acho maravilhoso vir para o CRAS, principalmente na quarta-feira, quando nós dançamos, mexemos o corpo, esticamos os nervos. Tenho 75 anos, então nós temos que dançar, fazer exercícios para ficarmos bem”, afirmou.
Até o fim da semana, mais unidades devem receber as atividades de confraternização para diferentes públicos. Na segunda-feira (8), o encontro foi realizado no CRAS Palmeiras e no CRAS Menino Jesus. Já na terça-feira (9), a confraternização ocorreu no CRAS Paulista.
Veja cobertura de fotos: Confraternização Cras Boa Esperança | Flickr
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52 anos de história: Sinop celebra uma trajetória de coragem, planejamento e desenvolvimento
Quem olha hoje para as avenidas largas, os bairros em expansão, os prédios, o comércio, os serviços e a infraestrutura urbana de Sinop talvez tenha dificuldade para imaginar como era a cidade nos primeiros anos. Mas, para quem viveu aquele período, cada rua aberta e cada área ocupada carregam uma história de trabalho e perseverança.
É o caso de Joaquim Corrêa, morador que chegou a Sinop ainda jovem, aos 17 anos, e participou diretamente do processo de abertura de áreas que posteriormente dariam lugar a importantes regiões da cidade. Na década de 1970, quando a estrutura urbana ainda começava a tomar forma, ele e o cunhado trabalharam na derrubada da mata que hoje abriga o bairro Jardim das Violetas.
“Eu peguei Sinop nessa situação”, recorda Joaquim, ao relembrar o trabalho realizado na região onde hoje estão o Tiro de Guerra, a Avenida das Itaúbas e a Avenida das Palmeiras. O relato revela uma Sinop muito diferente da atual, mas também evidencia o esforço de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos para construir suas famílias e ajudar a abrir espaço para o crescimento do município.
Uma cidade construída por quem acreditou
A expansão de Sinop também contou com estratégias para atrair novos moradores e garantir condições mínimas para que eles pudessem permanecer na cidade. Joaquim lembra que, naquele período, a própria colonizadora incentivava a construção de moradias.
A iniciativa ajudava a enfrentar uma das principais dificuldades dos primeiros anos: oferecer moradia para quem chegava em busca de novas oportunidades.
“Com muito sofrimento, mas é glorioso hoje ver o crescimento de Sinop”, afirma Joaquim, que construiu sua vida no município. Foi em Sinop que se casou, criou a família e acompanhou, ao longo de décadas, as profundas mudanças pelas quais a cidade passou.
Entre essas transformações, ele destaca também a capacidade de adaptação da economia local. Quando a atividade madeireira começou a perder força, muitos chegaram a acreditar que Sinop não teria futuro. O município, entretanto, encontrou novos caminhos e avançou para a agropecuária e, posteriormente, para a agricultura, fortalecendo uma economia que continuaria impulsionando o desenvolvimento regional.
Para Joaquim, a história de Sinop é justamente a história de uma cidade que soube superar os períodos difíceis e seguir em frente. “Eu não tenho o que falar mal de Sinop, não. A gente só conta uma realidade do passado para uma glória do presente”, resume.
De uma cidade planejada a uma cidade que continua desenvolvendo
A Sinop que Joaquim ajudou a construir ganhou novas dimensões ao longo das décadas, mas preservou uma característica importante desde sua origem: o planejamento.
O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, explica que o crescimento atual é resultado de um processo contínuo de organização urbana, que precisa acompanhar a expansão do município e antecipar as necessidades das próximas gerações.
“Sinop nasceu planejada, mas foi a organização ao longo dos anos que consolidou esse desenvolvimento. O Plano Diretor estabelece diretrizes para o crescimento urbano, orientando novos loteamentos, a mobilidade e a expansão da cidade. Hoje temos avenidas largas, planejamento viário, novos semáforos, crescimento vertical e investimentos que preparam Sinop para as próximas décadas”, destacou.
Esse planejamento pode ser percebido na própria transformação da paisagem urbana. O traçado das avenidas, a expansão dos bairros, a implantação de novos equipamentos e as intervenções voltadas à mobilidade mostram uma cidade que cresce sem deixar de pensar em como esse crescimento impactará a vida da população.
Entre os projetos estruturantes está a duplicação da Avenida André Maggi e sua futura ligação com a BR-163. Para Klayton, a obra representa uma visão de longo prazo para a mobilidade e para a integração entre diferentes regiões do município. “A Avenida André Maggi passa a desempenhar um papel estratégico ao permitir uma conexão com a BR-163, formando um importante eixo de circulação. Além disso, novas ligações viárias aproximam bairros, reduzem distâncias e valorizam regiões inteiras da cidade. São intervenções pensadas para melhorar a vida das pessoas e preparar Sinop para continuar crescendo”, explicou.
Uma história que continua sendo escrita
Aos 52 anos, Sinop reúne diferentes gerações de moradores: aqueles que chegaram quando ainda era preciso abrir caminhos em meio à mata; os que vieram durante a consolidação da economia; e uma nova população que encontra hoje uma cidade estruturada, dinâmica e em constante transformação.
É essa conexão entre passado, presente e futuro que marca o aniversário do município. A história contada por Joaquim representa a memória de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos. O planejamento destacado por Klayton aponta para uma cidade que continua se preparando para os próximos capítulos.
Mais do que celebrar o que Sinop já alcançou, os 52 anos reforçam a força de uma cidade que nasceu com planejamento, cresceu com o trabalho de sua população e segue construindo seu futuro com novas oportunidades, infraestrutura e desenvolvimento.
Sinop celebra seus 52 anos olhando para trás com orgulho e para frente com confiança — reconhecendo quem ajudou a abrir os primeiros caminhos e mantendo o compromisso de continuar abrindo novos caminhos para as próximas gerações.
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