Várzea Grande
Força feminina ecoa ao som da viola de cocho em Várzea Grande
Várzea Grande
Em Várzea Grande, a tradição do cururu e do siriri ganha um novo tom. Se antes a viola de cocho era símbolo de um espaço estritamente masculino, hoje o instrumento também vibra nas mãos de mulheres que desafiam a história, sem quebrá-la, mas ampliando-a. O que alguns chamam de ruptura de paradigmas é, na verdade, inclusão e perpetuação cultural.
A Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso (AMFMT), no bairro Jardim Glória II, tornou-se palco desse movimento. Ali, quinze mulheres se unem a mais de trinta mestres da cultura popular do município, participando ativamente das rodas de cururu, siriri e rezas cantadas. Elas tocam, cantam, dançam e mostram que tradição não é prisão ao passado, mas um elo vivo entre gerações.
Entre essas mulheres está a marcante Dona Sinhá, 78 anos, verdadeira guardiã da cultura várzea-grandense. Cantora, dançarina, costureira e doceira, ela é responsável por uma festa tradicional que completa 60 anos em novembro. “A minha vida é a cultura. Já toquei, já cantei, já costurei muita roupa de festa. Enquanto eu estiver viva, essa tradição vai continuar”, declara, emocionando quem a escuta.
O movimento feminino na viola de cocho tem ainda o respaldo da Prefeitura de Várzea Grande, que vê na valorização da cultura uma política pública estratégica. A prefeita Flávia Moretti não apenas apoia de perto as iniciativas, como também arriscou dedilhar a viola, gesto simbólico que une gestão, tradição e inovação.
“A cultura de Várzea Grande pulsa forte em nossas raízes. Quando vemos mulheres ocupando espaços antes restritos, tocando a viola de cocho e se tornando protagonistas, enxergamos o futuro. Apoiar a cultura é também apoiar o empreendedorismo feminino, a inclusão e a quebra de paradigmas. Nosso compromisso é dar visibilidade e fortalecer cada manifestação que faz de Várzea Grande um celeiro de tradição e inovação”, destacou a prefeita.
O reflexo dessa transformação pode ser visto também nos grupos “Primos e Primas”, do bairro Capão do Pequi, e “Cururu e Siriri Estrela Divina”, do Jardim Glória I, que fizeram história ao se apresentarem, em 2025, no palco principal da Feira Internacional do Pantanal. Um marco para a cultura popular local, que ultrapassa fronteiras e mostra que tradição, quando cultivada com coragem e inclusão, floresce ainda mais forte.
“O som da viola de cocho em Várzea Grande não é apenas música: é resistência, é empreendedorismo cultural e é, sobretudo, a voz feminina ecoando no coração da tradição mato-grossense”, fala orgulhosa a presidente da AMFMT, Celi Minas Novas.
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Secretária de Saúde é empossada como conselheira nata e reforça diálogo com controle social
A secretária municipal de Saúde de Várzea Grande, Valéria Nogueira, realizou uma visita institucional ao Conselho Municipal de Saúde (CMS), reforçando o compromisso da atual gestão com o diálogo e o fortalecimento do controle social. Durante o encontro, a gestora foi oficialmente empossada como integrante do colegiado pelo presidente do conselho, Joilson Ruas, passando a ocupar a função de conselheira nata.
Na prática, o conselheiro nato é aquele que integra o colegiado em razão do cargo que ocupa na gestão pública. No caso da secretária de Saúde, sua participação é garantida por lei, permitindo que contribua diretamente com as discussões, apresente as ações da pasta e acompanhe, de forma mais próxima, as deliberações e demandas da sociedade representadas no conselho.
A presença da secretária foi recebida com entusiasmo pelos conselheiros, que destacaram a importância da aproximação com a gestão. Segundo o presidente, esta foi a primeira vez que uma titular da pasta realizou visita às instalações do conselho — gesto considerado significativo para a construção de uma relação mais próxima e colaborativa.
Durante a reunião, também foi aprovado o Plano Municipal de Saúde (PMS), instrumento essencial que norteia as ações da área pelos próximos anos. O documento estabelece diretrizes, metas e prioridades da rede municipal, servindo como base para o planejamento, execução e avaliação das políticas públicas de saúde, sempre alinhado às necessidades da população e às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Valéria Nogueira enfatizou que reconhece o Conselho Municipal de Saúde como peça fundamental na construção das políticas públicas, destacando o papel dos conselheiros na escuta ativa da comunidade e no acompanhamento das ações da gestão. A secretária reforçou, ainda, que pretende manter um diálogo aberto e permanente, valorizando a participação social como instrumento essencial para o avanço da saúde no município.
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