Várzea Grande

Produtora de Várzea Grande diversifica produção com plantio de maracujá

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A produtora Ana Lúcia Morais de Souza, moradora da comunidade São Miguel, no Sadia 3, em Várzea Grande, deu um novo passo em sua trajetória na agricultura familiar. Reconhecida pela premiada produção de queijos artesanais, doces e derivados de leite, esta semana ela inicia uma nova fase com o plantio de mudas de maracujá da variedade BRS FB 200, com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), e Empaer.

No total, 150 mudas foram entregues à produtora por meio da Unidade Estratégica Local (UEL), fortalecendo o projeto de diversificação produtiva e estimulando o desenvolvimento da fruticultura em Várzea Grande. As mudas foram trazidas do município de Nova Brasilândia, referência na produção da variedade BRS FB 200, que é de alta produtividade e se adapta bem ao clima da região.

“Essa é uma nova etapa para mim. Sempre trabalhei com leite e seus derivados, mas agora quero ampliar a produção e investir no maracujá. A gente aprende todos os dias e, com o apoio da prefeitura e da Empaer, dá pra ir além. Estou muito animada para ver os primeiros frutos”, conta Ana Lúcia, entusiasmada com a novidade.

O secretário de Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, explica que o projeto integra as ações da pasta voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar.

“Nosso objetivo é expandir a fruticultura entre os produtores de Várzea Grande, diversificando a produção e gerando novas fontes de renda. O caso da Ana Lúcia é um ótimo exemplo, ela já tem uma produção consolidada de queijos e agora começa a cultivar maracujá, agregando valor e sustentabilidade à propriedade”, destaca Amorim.

Segundo o secretário, o plantio do maracujá é inédito no município. A expectativa é que, em seis a sete meses, os primeiros frutos estejam prontos para a colheita. Os parreirais têm vida produtiva de cerca de dois anos, mas a própria produtora poderá multiplicar as mudas a partir das primeiras plantas, ampliando a área cultivada e servindo de modelo para outros agricultores.

O coordenador de Desenvolvimento Rural da secretaria, Leandro Luiz da Silva, e o extensionista da EMPAER, Edson Benedito da Silva ressaltam que o incentivo à fruticultura tem um importante papel social e econômico.

“Estamos buscando alternativas de cultivo que tragam retorno rápido e possam ser absorvidas pelas cooperativas locais e pelo PNAE, o Programa Nacional de Alimentação Escolar. O maracujá é uma fruta com alto valor agregado, que tem mercado garantido e abre novas oportunidades de negócio para os produtores familiares”, explica Leandro.

A produção de Ana Lúcia já tem destino certo, será destinada à Coopeveg, cooperativa que fornece alimentos para a merenda escolar do município. O excedente poderá ser comercializado livremente, ampliando a renda da família e fortalecendo a economia local.

“Essa parceria entre a SEMMADRS, Empaer e produtores como a Ana Lúcia mostra o potencial da agricultura familiar várzea-grandense. É assim, com apoio técnico e incentivo à diversificação, que vamos consolidar um novo ciclo produtivo no município”, conclui o secretário Ricardo Amorim.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Projeto Raízes da Paz encerra ciclo de nove meses com resultados positivos em escola de Várzea Grande

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), segue fortalecendo parcerias e incentivando projetos que ultrapassam os conteúdos tradicionais da sala de aula e contribuem diretamente para a formação social e emocional dos estudantes da rede municipal.

Um exemplo desse trabalho é o projeto Raízes da Paz, desenvolvido em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que encerrou, nesta sexta-feira (23), um ciclo de nove meses de atividades na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho. A solenidade de encerramento foi realizada no TJMT e reuniu estudantes, educadores e profissionais envolvidos na iniciativa.

A unidade foi escolhida para receber o projeto-piloto após um levantamento identificar a necessidade de desenvolver ações de acolhimento e prevenção de conflitos na comunidade escolar. A partir da parceria entre o TJMT e a SMECEL, foram realizadas atividades envolvendo estudantes, familiares e profissionais da Educação.

Durante os nove meses, o Raízes da Paz promoveu círculos de construção de paz, oficinas, palestras e momentos de escuta, diálogo e reflexão. As ações trabalharam sentimentos, relações familiares, convivência, respeito e a capacidade de crianças e adolescentes expressarem suas dificuldades e serem ouvidos.

Representando a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, Leyze Grecco agradeceu ao TJMT pela parceria e destacou que iniciativas como essa fortalecem o trabalho desenvolvido pela Prefeitura dentro das unidades escolares.

“Sabemos, de forma efetiva, que os círculos trazem resultados. Muitas crianças e jovens não possuem um lugar de fala dentro da família ou mesmo no meio social. Esse espaço de escuta pode gerar transformação, porque é ouvindo que conseguimos identificar os problemas e buscar caminhos para resolvê-los. Nem sempre é fácil falar, às vezes dói, mas nossos alunos abraçaram o projeto e participaram com afinco”, destacou Leyze, que também agradeceu aos estudantes, profissionais da Educação e demais envolvidos.

Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, os resultados já podem ser percebidos no cotidiano escolar. Segundo ela, o projeto ajudou principalmente crianças que apresentavam dificuldades para falar sobre sentimentos e se posicionar diante de outras pessoas.

“O impacto foi muito positivo e essencial. Muitas crianças eram tímidas e não tinham desenvoltura para falar. O projeto contribuiu para que elas aprendessem a dialogar, se expressar e falar também sobre suas dificuldades. Esse desenvolvimento acaba refletindo inclusive nas atividades escolares”, afirmou.

Rosalina explicou que a parceria chegou à unidade por intermédio da Secretaria Municipal de Educação, após o TJMT apresentar a proposta e avaliar diferentes comunidades escolares.

Projeto-piloto pode abrir caminho para novas ações – O coordenador do projeto na Comarca de Várzea Grande, Aparecido Donizete da Silva, explicou que o Raízes da Paz nasceu da parceria entre o Tribunal de Justiça e a Secretaria Municipal de Educação. A EMEB Joaquim da Cruz Coelho foi escolhida para a experiência piloto e, segundo ele, a receptividade da equipe escolar foi fundamental para os resultados alcançados.

“A escola abraçou o projeto. Fizemos círculos, ouvimos famílias, realizamos palestras com a equipe escolar, pais e alunos e trabalhamos com as crianças e adolescentes. O resultado foi muito bom”, avaliou.

Aparecido ressaltou ainda que a proposta tem como uma de suas principais bases o protagonismo de crianças e adolescentes, oferecendo espaços onde possam falar sobre si, aprender a ouvir e desenvolver novas formas de enfrentar conflitos.

“A ideia principal é dar protagonismo ao jovem. Muitas vezes, a gente não precisa falar, precisa ouvir. Quando a criança entende que pode falar e que será ouvida, isso pode transformar a vida dela, da família e, consequentemente, da sociedade”, explicou.

A parceria também investiu na preparação dos profissionais da rede municipal. Conforme o coordenador, cerca de 100 profissionais da Educação de Várzea Grande já foram capacitados para atuar como facilitadores dos círculos, ampliando as possibilidades de continuidade da metodologia nas escolas.

Entre os estudantes que participaram das atividades está Ayra Kelly Feitosa da Costa, de 6 anos. Com a espontaneidade própria da infância, ela contou que participou dos círculos e das atividades sobre sentimentos e aprendeu, principalmente, a importância de ouvir.

“Eu participei do Círculo da Paz e dos desenhos sobre os sentimentos. A gente aprende coisas novas, aprende a escutar outras pessoas e a perceber o que está sentindo naquele momento”, contou.

Para Ayra, a paz está diretamente ligada ao cuidado com o próximo. “A paz simboliza o amor de uma pessoa pela outra. A gente pode ajudar outras pessoas, ouvir melhor, não provocar brigas e não xingar”, resumiu.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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