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Ao Rei Momo, a chave da cidade: Rio já está sob comando da Corte Real

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O prefeito Eduardo Paes entregou nesta sexta-feira (13) as tradicionais chaves da cidade ao Rei Momo Danilo Vieira, marcando oficialmente a abertura do carnaval no Rio de Janeiro. A cerimônia aconteceu no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul da capital.  

A Corte Real será a responsável por comandar a folia nos próximos dias, marcando presença nos principais eventos carnavalescos na cidade. 

A abertura também contou com apresentações da bateria da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis, campeã do Carnaval do ano passado, e da banda da Guarda Municipal do Rio. O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, afirmou que o Carnaval está diretamente ligado à forma como o Rio construiu sua identidade e força.

Além do Rei Momo, estiveram presentes na cerimônia Tia Surica; a Rainha do Carnaval 2026, Caroline Xavier; as Princesas Samara Trindade e Luana Fernandes; e a Corte LGBT+ do carnaval, composta pelo muso John Sorriso, pela musa Viviane Carvalho e também pela cidadã não-binária Wend.

O evento teve, ainda, a participação da família Candonga, guardiã da chave da cidade entregue ao Rei Momo, e representantes das Associações das Velhas Guardas das escolas de samba cariocas.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte

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A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.

A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.

A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.

“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.

Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.

“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.

O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.

“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.

A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.

“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.

Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.

A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!


Fonte: EBC Cultura

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