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Artistas paraenses apresentam cotidiano amazônico em exposição

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Nesta quarta-feira (9), o Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso de Belém lança, às 19h, a edição de 2025 da exposição coletiva Imagens Cotidianas, reunindo obras de cinco artistas e fotógrafos paraenses que exploram, por meio de fotografias, desenhos e ilustrações, as múltiplas realidades vividas nas comunidades urbanas, ribeirinhas, quilombolas e indígenas da Amazônia. 

A proposta é provocar reflexões sobre o cotidiano amazônico a partir de olhares sensíveis e autorais que revelam camadas profundas da vivência na região.

Foram selecionadas obras que retratam as histórias, desafios e culturas da Amazônia. A exposição tem visitação aberta ao público com foco especial em artistas, fotógrafos, fotos, jornalistas interessados em artes visuais e cultura amazônica.

O artista Matheus Duarte faz o convite para exposição e para conhecer a produção dele. 

“Lá vou estar expondo, junto com outros artistas, algumas obras de uma série chamada ‘Pretos Azulados: estudos de azuis, brancos e cinzas’. Esse nome vem de uma ironia, de um termo que é pejorativo.  Então na série eu faço um compilado de retratos azuis que mostram uma melancolia na vivência do povo amazônico negro, fazendo com que o corpo conte uma história e mostre o peso da vivência do povo da Amazônia.”

A entrada é de graça e o espaço conta com recursos de acessibilidade como audiodescrição e interpretação em libras. A visitação é sempre de terça a sábado das 9h às 18h, aos domingos das 9h às 13h.


Fonte: EBC Cultura

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No Pará, Festival Afro Maré abre espaço para culturas afro-amazônicas

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Uma mistura de ritmos e tradições afro-amazônicas vai ocupar o Caramanchão do Chapéu Virado em Mosqueiro (PA). O Festival Afro Maré reúne neste domingo (6), a partir do meio-dia, artistas de diferentes linguagens e culturas. Segundo o criador do projeto, Daniel ADR, busca valorizar as conexões entre território, ancestralidade e música.

“Quando a gente fala de cultura afro, muitas vezes o imaginário vai imediatamente para as manifestações tradicionais ou para as religiões de matriz africana, que são fundamentais, mas a nossa cultura negra também está no hip hop,  na rima, no break,  no tecnobrega, no caribó e em tantas outras expressões que foram construídas e ressignificadas pelo nosso povo.  Então o Afro Maré nasce desse encontro entre a ancestralidade e a contemporaneidade”.

O festival amplia o conceito de cultura afro para além das manifestações religiosas.

Mosqueiro tem população, tem artista, tem juventude, tem terreiros, tem cultura e tem uma produção cultural que acontece o ano inteiro. Quando a gente leva uma programação gratuita desse porte lá para Mosqueiro, a gente também está falando sobre direito à cultura e sobre a descentralização.  A população não pode precisar sempre se deslocar para o centro de Belém para ter acesso a grandes programações.

A programação gratuita no canal Manchão do Chapéu Virado em Mosqueiro conta com shows, DJs, batalhas de rima, apresentações de break e concursos de tecnobrega. 


Fonte: EBC Cultura

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