Cultura
Ceará ganha roteiro turístico da fé por lei federal
Cultura
O Ceará acaba de ganhar oficialmente mais um roteiro turístico que une religiosidade, história, cultura e lazer. É o Roteiro Turístico da Fé, instituído por lei federal. Fazem parte da rota 13 cidades cearenses.

O Projeto de Lei que cria o Roteiro Turístico da Fé foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado em maio e sancionado esta semana pelo presidente Lula. A expectativa do Ministério do Turismo é que os destinos histórico-religiosos impulsionem ainda mais a economia local.
Entre os principais atrativos ligados à religiosidade estão a Estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte: símbolo das romarias do Cariri; a Estátua de Nossa Senhora de Fátima, no Crato: local conhecido pela vista panorâmica da cidade; a Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha, reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2015, como patrimônio cultural do Brasil; e, ainda, o Mirante de Nossa Senhora da Penha, em Campos Sales, que reúne turismo religioso e vista da paisagem da região, e a Concentração da peregrinação para a Romaria da Menina Benigna, assassinada há cerca de 80 anos e considerada “santa” por católicos da região, em Nova Olinda.
A capital, Fortaleza, também integra a rota com o Santuário de Fátima, o Seminário da Prainha e a Catedral da Sé.
Completam o roteiro monumentos históricos das cidades de Baturité, Caucaia, Canindé, Quixadá, Redenção, Russas e Santana do Cariri. Todos os pontos turísticos já são reconhecidos por lei estadual.
Com o reconhecimento por lei federal, a estruturação, a gestão e a promoção de todos os atrativos contarão com o apoio direto de programas oficiais da União, que poderá destinar recursos para melhorar as condições de visitação dos pontos turísticos, preparar as cidades para receber mais visitantes e impulsionar ainda mais a divulgação dos roteiros, por exemplo, por meio do Plano Nacional de Turismo.
Cultura
Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte
A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.
A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.
A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.
“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.
Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.
“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.
O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.
“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.
A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.
“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.
Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.
A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!
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