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Cultura e sustentabilidade marcam início da COP 30 em Belém

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Além da extensa pauta ambiental, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que começou nesta segunda-feira, em Belém, no Pará, também apresenta programação cultural que une história, arte e sustentabilidade.

Um dos destaques é a programação do espaço Freezone Cultural Action, localizado na Praça da Bandeira, que, até o próximo dia 21 de novembro, abrigará shows, cinema, gastronomia, exposições, apresentações culturais, painéis e experiências imersivas sobre justiça climática, bioeconomia e protagonismo jovem.

As apresentações desta segunda-feira incluem o espetáculo CronoEcoLógico, o Grupo Folclórico Frutos do Pará e pelo menos cinco shows de artistas paraenses, entre eles Gabriel Pompeu e Nega Lora. A programação diária começa a partir das oito da manhã, seguindo sempre até por volta da meia-noite.

Já o centenário Theatro da Paz apresenta, de hoje até quarta-feira, o espetáculo I-Juca Pirama, que encerra a 24ª edição do seu Festival de Ópera. Entre os dias 13 e 21 de novembro, os cantores Ney Matogrosso, Fafá de Belém, Toquinho, Lenine e o músico Leo Gandelman, acompanhado da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, realizam shows em prol de entidades ambientais como os institutos SOS Pantanal e SOS Amazônia.

Para saber os locais e espaços históricos onde acontecerão os shows, exposições, instalações, passeios e demais atrações, basta acessar o site oficial do evento, cop30.br, na aba “Programação Cultural COP 30”.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte

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A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.

A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.

A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.

“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.

Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.

“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.

O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.

“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.

A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.

“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.

Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.

A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!


Fonte: EBC Cultura

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