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Dia do Choro marca nascimento do primeiro estilo urbano brasileiro

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O Dia Nacional do Choro, celebrado em 23 de abril, é uma homenagem ao dia em que Alfredo da Rocha Vianna Filho, mais conhecido como Pixinguinha, teria nascido. Uma pesquisa recente confirmou que ele nasceu em 4 de maio, mas a comemoração já se consolidou em 23 de abril. Reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil, o choro é considerado o primeiro gênero genuinamente brasileiro.

O choro surgiu na região da Pequena África no Rio de Janeiro no século XIX, e traz uma mistura de ritmos da diáspora africana no Brasil e em Portugal, como fados, lundus e modinhas, além de sons europeus como valsa e polca. 

Nascido em 1897, Pixinguinha é o autor do choro mais famoso: “Carinhoso”. Mas, antes dele, uma outra figura, que veio ao mundo 50 antes, ajudou a moldar o choro no país: a compositora e maestrina Chiquinha Gonzaga, a primeira pianista chorona do Brasil. Ela compôs a polca chamada “Atraente”, que é considerada por musicólogos como “o vestígio mais antigo que conhecemos do choro como assunto musical”. 

Apesar de Chiquinha Gonzaga estar na gênese do choro, a presença das mulheres foi sendo relegada a segundo plano. E com o objetivo de fortalecer a cena do choro com instrumentistas, compositoras e cantoras, surgiu o projeto “Menina também chora” , idealizado pela cantora Rita Braga, que mapeou cerca de 150 mulheres. Ela fala sobre a ideia de conectar quem busca chorões para um evento com as musicistas. 

“Você clica lá, preenche essas colunas que você vai achar. Aí tem algumas matérias também sobre, não só Chiquinha Gonzaga, mas também outras compositoras importantes que abriram caminho para nós, né, agora. Tem Lina Pesce, a Neusa França. Recentemente, eu descobri a compositora Erica Rego, que tem vários choros instrumentais e ela é mencionada muitas vezes somente como mulher do Luiz Americano”.

Em geral, o choro é um gênero de música instrumental, mas também tem versões cantadas – inclusive “Carinhoso” de Pixinguinha, que ganhou letra de João de Barro. No final dos anos 1990, Rita Braga participou de um prêmio de MPB em que cantou um choro pela primeira vez. Ela fala sobre os desafios do choro cantado. 

“Para o cantor tem uma extensão bastante grande. O cantor, a cantora tem que fazer adaptações porque a nossa extensão é mais limitada do que uma do que a de uma a de uma flauta, e a velocidade, né, o choro é rápido. Entretanto, o choro é excelente para o cantor, exatamente porque ele tem todos esses desafios. A afinação é importantíssima, você estar com a sua respiração em dia”.

Em comemoração ao Dia Nacional do Choro, o Sesc 24 de Maio promove a sétima edição do Choraço na capital paulista, com uma série de espetáculos, rodas de bate-papo e shows, que incluem artistas mulheres como Rita Braga com o Trio que Chora, de São Paulo; do grupo “O Charme do Choro”, do Pará; e o “Choro Mulheril” de Santa Catarina. O Choraço segue até o dia 3 de maio com entrada gratuita ou acessível. Informações no site sescsp.org.br.

 


Fonte: EBC Cultura

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Igreja Nossa Senhora da Candelária celebra 215 anos da primeira missa

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A Igreja de Nossa Senhora da Candelária, uma das mais imponentes do Rio de Janeiro, realiza neste mês uma programação especial para celebrar os 215 anos da primeira missa no templo religioso. As comemorações reúnem liturgia, seminário e música, para destacar o papel da igreja na história e memória da capital fluminense.

Entre as ações, está um seminário realizado nesta terça-feira (15), que reuniu especialistas para abordar a trajetória da instituição.

Já nesta quarta-feira, no encerramento das comemorações, acontece o Concerto do Projeto Candelária, pela Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino. A apresentação será na própria Igreja, às 18h.

Dijavan Mascarenhas, arquivista da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, fala sobre o concerto e reforça que toda a programação é gratuita.

“A programação vai ser encerrada no dia 16 com a apresentação do uma orquestra da cidade de Campos dos Goytacazes dentro da igreja. Todos esses eventos gratuitos e sempre com a presença, com a grande presença do público”.

Além da atuação religiosa, a Igreja da Candelária é responsável pelo desenvolvimento de ações sociais e de preservação da construção histórica. A Igreja também administra o Arquivo Histórico da Candelária, que reúne documentos sobre a construção do templo, correspondências, desenhos originais e estudos preparatórios dos vitrais, entre diversos registros.

Dijavan Mascarenhas detalha outros projetos realizados.

“No final do século 19 ela inaugura um colégio e até hoje funciona o regime de ensino gratuito para crianças em situação de vulnerabilidade. Além disso, a instituição também tem um trabalho cultural dentro da igreja da Candelária, por meio do projeto Candelária, que consiste na apresentação de concertos musicais dentro da igreja”.

O prédio histórico da Igreja da Candelária, localizado entre duas das principais avenidas do Centro do Rio, tem papel relevante na memória da cidade e foi palco de marcos como grandes casamentos, concertos de música clássica e manifestações contra a ditadura militar.

Outro episódio que marcou sua história foi o da Chacina da Candelária, que ocorreu nas proximidades da igreja. Oito jovens que dormiam em frente ao local foram assassinados à queima-roupa por policiais militares, em 1993.


Fonte: EBC Cultura

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