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Festa Literária Internacional vai até próximo domingo

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Natureza e cultura se unem mais uma vez na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, um dos mais importantes eventos de incentivo à leitura do país. A cidade histórica, localizada na Costa Verde do Rio de Janeiro e considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, recebe até o domingo uma série de atrações, como mesas literárias com autores nacionais e internacionais, oficinas, apresentações artísticas e contação de histórias.

Alguns escritores de destaque que participam da Festa são Andrea del Fuego, Itamar Vieira Júnior e Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.

Rita Palmeira, curadora do evento, fala sobre a diversidade do programa principal da Flip, composto por 21 mesas literárias.

“Quem acompanhar o programa principal da Flip vai assistir a mesas com autores de países bastante diversos, por exemplo, só para citar alguns, Ilhas Maurício, Ucrânia, Guatemala. Essas mesas de formas diferentes, elas vão discutir alguns grandes temas, a família, por exemplo, sobretudo a relação com os pais, também o luto, né, a perda de alguém na família, mesas que vão tratar de feminicídio, de feminismo, da maternidade, da questão racial”.

Neste ano, a homenageada do evento é a poeta Orides Fontela, que renovou o modernismo brasileiro e abriu portas para a contemporaneidade. A trajetória da escritora foi marcada por dificuldades financeiras durante anos, que inclusive a deixou sem moradia.

A curadora destaca a motivação para a escolha de Orides.

“Homenagear Orides é contribuir para que a obra dela volte à cena e ganhe novos leitores. É também um reconhecimento do bom momento, eu acho, que vive a poesia brasileira. Tem um monte de publicação, revistas de poesia que estão circulando, um monte de coleção de poesia, clube de poesia e muitos e novos eventos sendo dedicados à poesia, saraus, festivais, jornadas de poesia”.

Rita Palmeira acrescenta ainda que a escolha é uma forma de valorizar as mulheres que escrevem poesia.

“Dentro dessa produção poética contemporânea tem acho que um destaque especial a poesia escrita por mulheres. E aí homenagear uma poeta que é tão adorada por outros poetas é também uma forma de homenagear os poetas brasileiros e sobretudo as poetas brasileiras da atualidade”.

A Flip apresenta também uma vasta programação educativa, por meio da Flipinha, FlipZona e FlipEduca, espaços do evento destinadas a ampliação do acesso à literatura por meio de experiências voltadas para crianças, jovens, educadores e comunidade.

Outras atividades são o Leitura na Praça e o Flip+ Cinema na Praça, voltados à troca de livros e ao diálogo da literatura com a sétima arte, com exibição de filmes em espaços públicos.

A Flip é um projeto realizado pelo Ministério da Cultura e pela Associação Casa Azul. O evento teve sua primeira edição em 2003 e foi reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial da Cidade de Paraty e do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a organização da Festa, a edição deste ano deve receber cerca de 35 mil pessoas.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra de cinema vira espaço de troca cultural entre Brasil e China

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Operação Sombra, o mais recente sucesso do ator e mestre de artes marciais Jackie Chan, além de outros 13 filmes brasileiros e chineses serão exibidos, a partir desta segunda-feira, na 5ª Mostra de Cinema China Brasil, até o próximo dia 25.

O evento celebra a integração cultural entre os países e ocorre em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, com entrada franca. 

Os idealizadores da mostra, o empresário Arthur Chen e o produtor Hélio Pitanga, destacam que a programação inclui produções que mostram uma China pouco vista e longe dos estereótipos conhecidos, além de sucessos nacionais.

Algumas das atrações da mostra são o filme chinês Trabalhadores da Rede Elétrica do Cinturão e Rota e as produções brasileiras Mamonas Assassinas – O Filme, Nosso Lar 2 e Betinho – A Esperança Equilibrista.

O produtor Hélio Pitanga explica como foi feita a escolha dos filmes.

“A gente procura  os filmes que tem uma boa performance em festivais, independente de prêmios. Eles já foram para o streaming, às vezes vão direto, passam pelos festivais e vão direto para o streaming e para a televisão. Então é uma oportunidade também de levar o público para o cinema com entrada franca.

Alunos da rede pública do Rio também vão receber parte da programação, em duas unidades de ensino.

O produtor Hélio Pitanga fala sobre a iniciativa de levar os filmes para as  escolas..

“É muito interessante, não só os filmes chineses, como os filmes nacionais. Você fazer esse mix dentro da área educativa. Isso vai interessar aquele público, não só dos alunos, mas também os professores que quiserem assistir também vão gostar de qualquer filme”.

Além disso, a mostra vai ser levada a centros culturais como a Arena Carioca Fernando Torres, em Madureira, na zona Norte,  e a Biblioteca Parque da Rocinha, na zona Sul,  além do Instituto Zeca Pagodinho, em Xerém, na Baixada Fluminense. Nessas atividades, o público também vai poder participar de conversas com profissionais do mercado audiovisual chinês.

Outra atividade da mostra é o Concurso Jovem Cineasta, realizado pela primeira vez. Podem participar jovens de 18 a 29 anos que moram no estado do Rio, com filmes de 1 a 2 minutos que abordem o Ano Cultural Brasil-China.

 

* Com informações da Agência Brasil.


Fonte: EBC Cultura

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