Cultura
Festival Internacional de Teatro Infantil começa hoje no Ceará
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Mês de outubro é sinônimo de teatro para crianças de quatro cidades cearenses: Fortaleza, Quixeramobim, Maracanaú e São Gonçalo do Amarante. Começa nesta sexta-feira (9), até o próximo dia 20, o Festival Internacional de Teatro Infantil do Ceará, que reúne 40 apresentações gratuitas de três estados e também da França.

Nesta edição do evento, a celebração é ainda mais especial, pois marca os 15 anos do projeto que se tornou uma tradição do calendário cultural cearense.
Emídio Sanderson, um dos idealizadores e diretores do festival, celebra o momento.
“Essa é uma comemoração que nos deixa assim muito felizes e também nos faz olhar para tudo que a gente construiu desde 2011. A gente sabe que manter um festival dedicado às infâncias durante 15 edições exige aí uma tarefa árdua de continuidade, de parcerias e também de escuta do nosso público. Em especial as famílias, os educadores e as crianças”.
As apresentações do evento ocorrem em espaços como escolas, praças e teatros. O diretor fala sobre a programação deste ano.
“A programação está imperdível, tem grupos do Ceará, de São Paulo, de Santa Catarina e da França. São oito atrações no total. Entre os destaques está o grupo francês Comme une étincelle. Eles vão estar aqui com a apresentação do espetáculo Como pegar uma estrela, que é, inclusive, uma obra inspirada num best seller de livro infantil do Oliver Jeffers. E então, um espetáculo muito bonito, inclusive utiliza a ilustração do próprio livro”.
Outras atrações são os espetáculos “João sem medo”, que aborda a coragem para enfrentar desafios, e “O Círculo das Baleias”, que fala sobre o cuidado com a natureza e os oceanos. Emídio Sanderson destaca outras atrações do festival.
“A programação inclui também o show da Gal Saldanha, super divertido para toda a família. E a gente vai ter também oficinas de confecção de bonecos com tampinhas de garrafa PET. Vai ter uma feira de trocas de livros e brinquedos, onde a criança pode trocar um livro ou um brinquedo ou doar. E vai ter outras atividades animadas aí pelo DJ Miau e pela DJ Mia”.
Além disso, até sábado como parte do festival, ocorre até o dia 11 um grande encontro de realizadores de artes cênicas para crianças, com participação de representantes de várias partes do Brasil, na Caixa Cultural Fortaleza. Emídio explica a ideia do evento.
“O objetivo é trocar experiências, discutir temas que fazem parte do trabalho desses festivais, como financiamento, circulação de espetáculos, curadoria, mediação de plateia e também a participação das crianças, que é um tema que tem nos provocado bons desafios”.
O festival conta ainda com recursos de acessibilidade em toda a programação, com sessões em Libras e audiodescrição. Além disso, promove o plantio de árvores para neutralizar as emissões de gases do efeito estufa.
Cultura
João Pessoa sedia primeira Mostra Paraibana de Cinema de Guerrilha
O cinema independente e de baixo orçamento feito por realizadores paraibanos será celebrado neste fim de semana. Na sexta (9) e no sábado (10), o Cine Aruanda, localizado no Campus da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, sedia a primeira Mostra Paraibana de Cinema de Guerrilha.

Programação
A abertura, na sexta-feira, será às 18h. Neste primeiro dia, serão exibidos sete curtas-metragens, divididos em dois blocos. Após a exibição de cada bloco de filmes, haverá bate papo com os realizadores. A primeira noite da mostra será encerrada com a mesa redonda “Como pensar o Cinema de Guerrilha para além da produção de baixo orçamento”.
No sábado, a programação começa mais cedo, às 15h. Serão exibidos outros 15 filmes, entre ficções e documentários, além de pelo menos três momentos de interação com os realizadores.
Entre os destaques da programação está “Usina Cambahyba: Das Cinzas da Tortura à Terra”, de Marcelo Fonseca, que se debruça sobre denúncias do uso de fornalhas de usinas para a incineração de corpos durante a ditadura militar, principalmente de vítimas ligada ao movimento de trabalhadores rurais e integrantes das ligas camponesas no estado.
Também investigando um fato no período da ditadura, o documentário “Praça de Guerra”, do cineasta Ed Júnior, aborda a história de um grupo de jovens de Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba, que nos anos 1960 decidiu criar um foco de guerrilha para enfrentar o coronelismo da região e o regime militar.
A programação completa está disponível na página oficial @mostracinemadeguerrilha.
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