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Fortaleza celebra Dia de Iemanjá com festejos pela cidade

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Para uns, dia de Iemanjá, para outros, dia da padroeira de Fortaleza, Nossa Senhora da Assunção. Este 15 de agosto, coroa o sincretismo religioso tão marcante na cultura brasileira. A espiritualidade está em festa, tendo como foco a gratidão.  A presidenta da União Espírita Cearense de Umbanda, Mãe Tecla de Tupinambá, explica o significado da festa de Iemanjá.

“Uma das homenagens mais importantes que existe aqui no estado do Ceará. Através da festa de Iemanjá, começou nos anos 30, nos anos 40, com o Manuel Rodrigues de Oliveira, começamos a poder ter uma manifestação de matriz afrobrasileira, porque naquela época era totalmente proibido. A gente tinha que ir para dentro da mata escura para poder cultuar a nossa religião. 15 de agosto é de suma importância para nós umbandistas, pois nos anos 40, Manuel Rodrigues de Oliveira escolheu essa data por conta do sincretismo religioso, per ser a data padroeira de Fortaleza, Nossa Senhora da Assunção”.

Há 60 anos se comemora na Praia do Futuro o dia de Iemanjá. Mãe Tecla de Tupinambá destaca a figura de Iemanjá. “Iemanjá é a mãe de todos os orixás. Então, vem pessoas de todo o interior do estado, de outros estados para homenagear Iemanjá, para agradecer as graças recebidas com o tema desse ano ’60 anos de amor, luta e fé'”.

A programação começa às 8h. Haverá um cortejo com imagem da Rainha do Mar. As atividades prosseguem por todo dia na Praia do Futuro, com apresentações culturais, falas institucionais e rituais. Na Praia de Iracema, também haverá homenagens à Rainha do Mar. 


Fonte: EBC Cultura

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Futebol, radionovelas e humor fazem parte da história da Nacional

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Foi pela voz marcante de Jorge Curi que os ouvintes da Rádio Nacional acompanharam um dos momentos mais emocionantes da história do futebol brasileiro: o gol de um jovem chamado Pelé na final da Copa do Mundo de 1958.

Era o nosso primeiro título mundial.

As transmissões esportivas já faziam parte da programação da Rádio Nacional desde o dia seguinte à inauguração.

Em 13 de setembro de 1936, o locutor Oduvaldo Cozzi narrou o empate entre Flamengo e Fluminense pela final do Torneio Aberto Carioca.

E o futebol foi também uma das formas encontradas pela emissora para levar a cultura do Rio de Janeiro para o restante do país.

Os grandes clubes cariocas ganharam novos torcedores Brasil afora, impulsionados pelas transmissões da Nacional.

É o que explica o radialista Waldir Luiz:

“Foi a responsável pelo crescimento das torcidas no Brasil inteiro de Flamengo, Botafogo, Vasco, Fluminense. Porque foi a primeira rádio para emitir jogo para o Brasil inteiro. Hoje a Rádio Globo transmite, a Tupi transmite, mas a pioneira em transmitir jogos para o Brasil inteiro foi a Rádio Nacional, no tempo do Jorge Curi”, diz.

As radionovelas também conquistaram o público. Em 1941, a Rádio Nacional lançou Em Busca da Felicidade, considerada a primeira radionovela brasileira.

Durante a chamada Era de Ouro do rádio, entre as décadas de 1940 e 1950, era cada vez mais comum reunir a família em torno do aparelho para acompanhar as histórias.

A historiadora Lia Calabre explica essa relação entre o rádio e o cotidiano dos brasileiros:

“São clássicas as fotos e as narrativas dizendo: ‘a família se reúne em torno do rádio para ouvir o noticiário’, ‘a família se reúne em torno do rádio para ouvir as novelas preferidas’. E aí é hora de fazer silêncio. É hora de estar junto e fazer silêncio, porque senão você perde, né? O locutor está lá falando, se você começar a falar junto, você não pode voltar. É ao vivo”, conta.

Na década de 1950, no auge da Rádio Nacional, ao todo mais de 600 profissionais trabalhavam na rádio.

A importância do rádio à dramaturgia era tanta que um dos andares do Edifício A Noite era dedicado às produções.

Trabalhar na Rádio Nacional era motivo de prestígio.

O cantor Roberto Carlos, que chegou a fazer testes para integrar o elenco da emissora, lembra a importância daquele palco:

“Tudo que acontecia de importante no mundo artístico no Brasil, com certeza estava na Rádio Nacional. Era sem dúvida alguma o palco mais importante dos artistas mais importantes daquela época”, explicou. 

Mas se as radionovelas faziam o público sonhar, o humor também tinha espaço garantido na programação.

Um dos grandes sucessos foi o PRK-30, criado em 1946.

O programa satirizava atrações de rádio, personalidades da época e até as transmissões esportivas.

Pelo humor, a Rádio Nacional encontrava outra maneira de se aproximar do público.

Em 1951, surgiu mais um fenômeno: Criado por Max Nunes, Balança Mas Não Cai levava para o rádio situações do cotidiano.

Entre os quadros mais conhecidos estava Primo Rico, Primo Pobre, que também trazia críticas e retratos da sociedade brasileira.

Por meio de diferentes formas de contar histórias, a Rádio Nacional entrou na rotina dos brasileiros.

Em cada gol narrado, em cada novela acompanhada em família e em cada personagem que provocava risadas, estava sendo construída uma parte da história da cultura brasileira.

*Com colaboração de Guilherme Strozi e Raquel Júnia, produção de Ligya Maria, supervisão de Bel Pereira e sonoplastia de Jailton Sodré


Fonte: EBC Cultura

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