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Mostra de cinema infantil começa hoje (4); serão 50 sessões gratuitas

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O Cine Miau, Mostra Internacional Infantil de Audiovisual chega a oitava edição em 2026 com a missão de promover a ida de crianças e adolescentes ao cinema e ampliar a circulação do trabalho produzido pelos cineastas voltados para este público.

Este ano, o Cine Miau acontece entre os dias 04 de agosto a 11 de outubro nos estados do Ceará, Paraíba e Bahia. Serão 50 sessões gratuitas, sendo 42 voltadas para estudantes de escolas públicas em salas de cinema e oito abertas ao público em praças, com expectativa de alcançar cerca de 7 mil pessoas. A curadoria da mostra é da cineasta Vanessa Fort e do diretor do Cine Miau, Osiel Gomes, que dá mais detalhes sobre a edição deste ano.

“Serão 17 curtas-metragens exibidos em cinemas e praças públicas com 50 sessões gratuitas. Na programação, filmes do Brasil, França, Estados Unidos, Argentina, Suíça e até da Croácia. Teremos também sessões de acessibilidade com Libras, audiodescrição e legendas descritivas”.

A primeira cidade a receber o projeto será São Gonçalo do Amarante, que fica na região metropolitana de Fortaleza. As sessões com conteúdos audiovisuais para a primeira infância acontecerão na Creche Maria Soares de Almeida; sendo duas pela manhã, às 9h e às 10h, e duas à tarde, às 14h e às 15h.

Na cidade, as exibições seguem entre os dias 5 e 7 de agosto, no Cine Iandê, com sessões para os estudantes de escolas públicas, e no sábado, a mostra promove uma sessão aberta ao público, na Praça da Matriz São Pedro, no Pecém.  A partir do próximo domingo, o Cine Miau segue no Ceará, passando por Fortaleza, Morada Nova e Maranguape.

Uma novidade desta edição é o convite para que as crianças experimentem fazer um conteúdo cinematográfico. Cada participante receberá um material com sugestões para produzir pequenos documentários utilizando o celular, registrando situações do cotidiano, como o caminho até a escola, uma receita preparada pela avó ou uma árvore da vizinhança. A proposta reforça a ideia de que “não existe um único jeito de fazer um documentário, existe o seu jeito de olhar para o mundo.”

Depois do Ceará, as cidades de Itaberaba e Santo Estevão, na Bahia, e João Pessoa, na Paraíba, são as próximas a receber a mostra. No site oficial do evento é possível saber o calendário diário.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte

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A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.

A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.

A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.

“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.

Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.

“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.

O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.

“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.

A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.

“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.

Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.

A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!


Fonte: EBC Cultura

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