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Parada Natalina une Papai Noel a tradições locais em Maceió

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Turistas e moradores de Maceió terão um presente especial nesta segunda-feira (22). O histórico bairro do Jaraguá, na capital alagoana, recebe a Parada Natalina recheada de manifestações culturais do estado. A ação é promovida pela Associação Comercial do Maranhão em parceria com a Câmara e a Prefeitura de Maceió.

A Rua Sá e Albuquerque concentra a área principal do evento. A partir das 19h, a Parada de Natal tem cortejo com saída da Praça Dois Leões até a sede da Associação Comercial. No Espaço Armazém está prevista a saída do Boi Divino. Já o grupo Guerreiro Pisada Segura se concentra na Câmara Municipal. Todas as atrações se encontrarão em frente ao prédio histórico da Associação Comercial de Maceió.

Encerrando a noite, tem apresentação do Pastoril Recordar é Viver, nas escadarias da Associação Comercial.

A parada promovida pela Associação segue a identidade temática planejada pela Prefeitura, Natal de Todos Nós, que busca transformar vários espaços de Maceió em um cenário no qual o presépio encontrará o mar e a cultura. A ideia é que Papai Noel encontre o brilho do Guerreiro, o encanto do Pastoril, o gingado alegre do Coco de Roda, o colorido das quadrilhas juninas e a força do Bumba-meu-boi, manifestações que representam a alma cultural maceioense.

Nos próximos dias 24 e 28 de dezembro, acontecem as próximas apresentações do desfile natalino, na Rua Aberta, na orla da capital.

 


Fonte: EBC Cultura

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Conheça a história por trás da tradição das bandeirolas juninas

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Durante os festejos juninos, elas enfeitam ruas e praças. Mas muito antes de virarem decoração, as bandeirolas tinham um significado religioso. A tradição chegou ao Brasil com os portugueses e foi se transformando ao longo dos séculos. O professor de História Ricardo Carvalho explica diferentes versões para o surgimento deste costume.

“A origem é bem mais distante daqui, mais ancestral. Já existia mesmo nas comemorações pagãs na Europa Ocidental, principalmente durante o solstício de verão, que é essa época mais ou menos do mês de junho. Eram comemorações em que se acendia fogueiras, que se colocava adereços, estandartes saudando a fertilidade, saudando aquele período de abundância que começava a ser marcado por esse período. E aí, com a cristianização da Europa, essas práticas pagãs acabaram de alguma forma sendo incorporadas dentro do imaginário cristão ocidental. Então, as festas de Santo Antônio, de São João e São Pedro acabaram adotando os estandartes com os santos, essas bandeiras com os santos, que faziam parte de um ato de devoção, mas, ao mesmo tempo, da liturgia católica em progressão na Europa. Com o trabalho jesuíta aqui no Brasil, o trabalho de catequese, que foi toda a aculturação cristã vinda através da Companhia de Jesus, essas práticas também foram incorporadas aqui aos festejos. Mas, curiosamente, não é essa a única teoria da origem das bandeirolas para os festejos juninos. Há alguns historiadores que defendem que elas vieram também do contato dos portugueses, durante a expansão marítimo-comercial, eles chegaram a ter contato com tradições budistas, no Himalaia, na região da Ásia Oriental, e que era muito costume se colocar orações budistas em bandeirolas coloridas. Talvez essa influência também tenha marcado essa presença portuguesa e que acabou migrando para os nossos festejos aqui no Brasil.”

Com o tempo, as antigas referências visuais foram dando lugar às cores e aos recortes geométricos que, hoje, marcam a decoração dos arraiás.

“As bandeirolas passam a ter um significado muito rico. Elas são quase que uma arquitetura efêmera, fazem parte de um componente de um teto novo que faz as praças se transformarem em arraiás, as ruas em desfiles de quadrilhas. Então é muito forte.”

Por isso, mais do que enfeites, estes símbolos ajudam a manter viva uma das mais belas tradições da cultura brasileira.
 


Fonte: EBC Cultura

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