Cultura
Recife recebe festival de jazz neste fim de semana
Cultura
O Festival de Jazz de Recife acontece, neste fim de semana, com uma programação multicultural. Neste sábado (28) e domingo (29), a Praça do Arsenal volta a sediar o encontro que traz, além do gênero musical que dá nome ao evento, várias atrações que propõem o diálogo do jazz com estilos musicais como blues, música erudita e bossa nova, além de incorporar ritmos pernambucanos, como frevo e maracatu.

Seguindo essa fórmula, no sábado, a partir das 15h, o palco vai ser espaço para vários encontros musicais: Mobile Jazz e os Mestres do Frevo, Maracatu Nação Erê, Maracatu Leão Coroado de Araçoiaba, O Bonde – Bloco Carnavalesco Lírico, Léo Gandelman, Maestro Spok, Claudette King e Rosa Passos, dentre outros.
Já no domingo, a partir das 16h, os destaques serão Trio Corrente e Joabes Reis; e Prado Brothers convida Tia Carol e Wilson Sideral. O encerramento do Festival de Jazz de Recife fica por conta do grupo musical paulista Teatro Mágico.
Além de música, o festival vai abrigar a Feira Maré Cultural, na Rua do Bom Jesus, reunindo cerca de 60 expositores entre gastronomia e artesanato, com foco na valorização da produção local e no estímulo à economia criativa.
A programação é totalmente aberta ao público e integra as comemorações dos 489 anos de fundação da capital pernambucana, celebrados no último dia 12 de março.
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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos
Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.
Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.
Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.
A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.
A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.
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