Cultura
Salvador recebe até sábado o Festival Estudantil de Artes Cênicas
Cultura
Diversos teatros, escolas e outros espaços culturais de Salvador recebem, a partir desta terça-feira (22), a oitava edição da Festac Bahia, o Festival Estudantil de Artes Cênicas da Bahia.

Até o próximo sábado (26), uma programação totalmente gratuita trará para o público e aos turistas que estiverem na capital baiana apresentações de espetáculos e cenas curtas de diferentes gêneros e linguagens artísticas de grupos vindos de vários estados do país, como Maranhão, Ceará, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além da Bahia.
A abertura acontece logo mais, às 15h, no Teatro Martim Gonçalves, no bairro Canela, com o espetáculo “Malas, a Bagagem do Tempo”, do grupo estudantil da cidade baiana de São Francisco do Conde. Também nesta terça-feira, às 19h, sobe ao mesmo palco o grupo de atores da Universidade Federal de Minas Gerais, com o espetáculo Retalhos do Tempo.
Entre os demais espaços que abrigam a programação da Festac Bahia estão o Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360, o Teatro Sesi Rio Vermelho e o Centro Cultural Alagados.
Até o dia 26 de setembro, haverá pelo menos outras 14 apresentações, entre espetáculos completos e cenas curtas de grupos estudantis convidados, que abordarão no palco temas como ancestralidade, cultura popular, envelhecimento, racismo, saúde mental e sexualidade.
Outro destaque do festival será o IV Encontro Estadual de Grupos de Teatro Estudantil, que acontece a partir das 10h do próximo sábado, no Teatro Martim Gonçalves. O evento vai priorizar o intercâmbio e a troca de experiências entre artistas e grupos participantes.
No Instagram do evento, @festacbahia, é possível saber os detalhes da programação dia a dia.
Cultura
São Paulo tem nova lei de fomento ao grafite e à arte de rua
A capital paulista é uma das primeiras cidades brasileiras com legislação voltada ao fomento da arte de rua. A Lei Alex Vallauri, em homenagem ao pioneiro do grafite no país, criou o programa Museu de Arte de Rua para incentivar essa expressão artística na cidade. 

São Paulo já era conhecida como a capital mundial da arte urbana por suas galerias a céu aberto como o Beco do Batman e o Elevado Presidente João Goulart – o Minhocão – onde as empenas cegas de prédios se transformam em telas para grafiteiros. Na mão dos artistas, a cidade cinza ganha cores. Com a lei sancionada no último dia 16, o trabalho desses artistas passa a ser reconhecido e estimulado com recursos públicos.
O projeto de lei foi aprovado por unanimidade da Câmara dos Vereadores após seis anos de tramitação. A iniciativa surgiu em 2020 a partir da sociedade civil, idealizada pelo artista e produtor cultural Kleber Pagu. Ele explica que o apoio financeiro vai permitir mais dedicação à arte de rua e mais profissionalização para os artistas.
“Ao injetar esse dinheiro na economia, fazer com que esses artistas sejam reconhecidos do ponto de vista profissional, tenham condições de atuarem não em três, quatro empregos, como é o meu caso ainda hoje e de muitos artistas, mas possam se dedicar mais à arte e com isso se dedicar também ao acesso à arte e à cultura”.
O programa considera formas de expressão artística que ocorrem em ambientes urbanos como grafite, instalações, murais, esculturas e projeções. Kleber Pagu destaca que a lei também ajuda a democratizar o acesso à cultura e a combater o preconceito contra o grafite.
“Nós encontramos tanto nos estados como nos municípios brasileiros projetos de leis e leis de criminalização ao grafite. Então nós percebemos que esse texto aqui em São Paulo serviria como um farol para todo o Brasil nesse sentido. A lei serve para orientar o próprio poder público em relação a ações de valorização e reconhecimento do grafite e das demais manifestações culturais que compreendam a arte urbana ”.
De acordo com a nova lei, o incentivo à cultura urbana nos equipamentos públicos do município pode ser feito pela cessão de espaços e a inclusão em programações na cidade. As atividades do MAR, o Museu de Arte de Rua, podem ser realizadas por editais e curadorias. A lei prevê ainda recursos de fundos municipais, convênios e outras fontes de financiamento público.
* Com produção de Bel Pereira.
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