Cultura
São João: 25º Festejo Ceará Junino terá 21 festas regionais
Cultura
O Ceará está oficialmente em clima de São João. A Festa do Pau da Bandeira abriu as comemorações, em Barbalha, no dia 1º de junho. Ao todo, serão 21 festas regionais, que integram o 25º Festejo Ceará Junino e que fazem parte do calendário cultural do estado, promovido pela Secretaria da Cultura do Ceará (Secult).

O festejo é uma das maiores celebrações da cultura popular brasileira, reunindo centenas de grupos juninos em etapas classificatórias. A coordenadora do Patrimônio Cultural e Memória da Secult Ceará, Jéssica Ohara, destaca a importância do São João para a manutenção das tradições culturais:
“O São João é um momento de culminância para as quadrilhas, para os produtores, para as costureiras, sapateiros, chapeleiros, todo mundo que faz parte do ciclo da cultura junina. Então, o São João é a hora que eles vão mostrar ao público o trabalho que eles vêm desenvolvendo desde o ano passado. Assim que termina o São João, logo começa o a preparação para o próximo, se tornando o motor que consegue fazer com que as tradições se mantenham e continuem a ser valorizadas pelo público mais jovem e também que elas continuem a manter aquele senso de autoestima da população, de criação, que só a criatividade consegue produzir”.
Tradição
Como muitas tradições culturais, as festas juninas passaram por diversas adaptações ao longo do tempo. A festa, que tem raiz europeia, foi incorporando elementos da cultura do Brasil, como a gastronomia local e a dança da quadrilha, tornando-se uma celebração genuinamente brasileira. Para Jéssica Jessica Ohara, as tradições precisam mudar e se aperfeiçoar, mas sem perder o sentido. Ela analisa o Ceará Junino como uma política pública do estado do Ceará: “Ela funciona como um guarda-chuva que abrange todas as ações da Secretaria da Cultura, de fomento, comunicação, desenvolvimento de pesquisas e celebração mesmo da identidade cearense”.
Programação
A programação oficial do evento abrange todas as macrorregiões cearenses. Ao todo, mais de 250 quadrilhas participam das festas, que ocorrem em 18 municípios cearenses. A grande final ocorrerá entre os dias 17 e 20 de julho, em Aracati.
Cultura
Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte
A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.
A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.
A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.
“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.
Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.
“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.
O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.
“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.
A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.
“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.
Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.
A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!
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