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Viva Maria: Arte transforma vivência com HIV em resistência

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Micaela Cyrino nasceu em São Paulo, e vive com HIV desde o nascimento, por transmissão vertical. Pertence à geração de crianças infectadas no início da epidemia, quando ainda não existiam protocolos eficazes de prevenção nem acesso amplo ao tratamento.

Perdeu a mãe para a AIDS aos seis anos. Após o diagnóstico, foi encaminhada para um abrigo destinado a crianças vivendo com HIV, onde permaneceu até os 18 anos. Considera que foi ali que construiu sua verdadeira família, formada por outras crianças, educadores e funcionários.

Cresceu em meio aos primeiros tratamentos contra o HIV, marcados por medicamentos pouco adaptados para crianças e regimes extremamente pesados. Também conviveu com a morte de muitos amigos do abrigo, experiência que marcou profundamente sua adolescência.

Recebeu formação em artes desde cedo, estudou Moda e depois Artes na Faculdade Santa Marcelina. Paralelamente, iniciou ainda adolescente sua atuação no movimento de pessoas vivendo com HIV, ao decidir revelar publicamente sua sorologia por meio de uma peça de teatro apresentada em sua escola.

Em 2008, ajudou a fundar a Rede Nacional de Jovens Vivendo com HIV, que mais tarde se expandiu para a América Latina. Sua atuação incorporou também as pautas do feminismo e do movimento de mulheres negras.

Atualmente, concentra sua militância na produção artística. Desenvolve performances, pinturas e intervenções urbanas que discutem HIV, estigma, negritude e a indústria farmacêutica. Tem obras integrando acervos da Pinacoteca de São Paulo e do Museu da Diversidade.

Micaela vê o estigma como um dos principais obstáculos da resposta ao HIV e defende que o tema deixe de ser tratado como um segredo. Prefere uma militância baseada na arte, no acolhimento e no diálogo, em vez do confronto permanente. Depois de crescer cercada pela expectativa da morte, afirma que seu maior projeto hoje é aprender a envelhecer e imaginar um futuro longo para si mesma.

 

 


Fonte: EBC Cultura

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Exposição em São Luís celebra vida e obra de Arthur Azevedo

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Dramaturgo, jornalista, poeta, contista, além de ser um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, Arthur Azevedo está sendo homenageado com uma exposição inédita no teatro que leva o seu nome em São Luís, Maranhão.

A mostra “Vida e Obra de Arthur Azevedo” apresenta livros raros, fotografias, cartazes, objetos históricos e itens relacionados à vida pessoal e à produção artística do escritor maranhense, ocupando espaços nos três andares do centenário teatro inaugurado em 1817 e o segundo mais antigo do Brasil em atividade.

A exposição também traz obras de outros autores de sua época, fotografias históricas, poemas e elementos relacionados à cenografia e à indumentária, com objetos de época e figurinos assinados por Armando Veras, mestre em história da indumentária maranhense do século XIX.

Frases célebres e uma cronologia com momentos marcantes da vida e carreira de Azevedo também ganham espaço na mostra.

“Vida e Obra de Arthur Azevedo”, em cartaz no Teatro Arthur Azevedo, que fica na Rua do Sol, no centro histórico da capital maranhense, fica aberta ao público até o dia 22 de novembro.

O jornalista e teatrólogo maranhense Arthur Azevedo nasceu em São Luís, em 1855.

Ele passou a viver no Rio de Janeiro a partir dos anos 1870, onde construiu uma carreira no impresso, na literatura e também no teatro.

É autor de mais de 70 peças teatrais, e seu trabalho é considerado um dos principais pontos de partida da dramaturgia nacional.

Ele também é um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras, junto com o irmão, o escritor Aluísio Azevedo, ocupando a cadeira de número 29, que tem como patrono Martins Pena.

Parte de sua produção pode ser conhecida no site dominiopublico.gov.br.


Fonte: EBC Cultura

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