Mato Grosso

Cerca de 10 mil espectadores passam pelo Skate Park durante campeonato nacional

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A atleta da Seleção Brasileira de Skate, Isabelly Ávila, e a finalista Olímpica em Paris (2024) e campeã mundial, Raicca Ventura, levaram a melhor e conquistaram o primeiro lugar nas modalidades Street e Park Pro, respectivamente, na inauguração do maior complexo de skate da América Latina, o Skate Park, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, durante a etapa final do Campeonato Nacional de Skateboarding, neste domingo (21.12). No masculino, Wallace Gabriel, finalista no World Skate Tour no Japão, e Pietro Nunes, de 14 anos com técnica impecável, sagraram-se campeões da etapa nas modalidades Street e Park, respectivamente.

Realizado pela Confederação Brasileira de Skateboarding, em parceria com a Federação Mato-grossense de Skate (FMTSK), o evento conta com o patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Com entrada gratuita, cerca de 10 mil pessoas acompanharam as competições durante os cinco dias do Circuito.

“Foi fenomenal e inacreditável. Mais do que sonhávamos: a final de um brasileiro com os melhores skatistas do país. Todos gostaram muito da pista, da estrutura, desde alojamento, climatizadores, lanches, só tivemos elogios”, avalia o presidente da Federação Mato-grossense de Skate (FMTSK), Roberto Gonçalves Peron, o Bob Peron.

Os atletas elogiaram a estrutura. De São Paulo, Vitor Hugo, da categoria Street, avaliou a qualidade das pistas. “Estou muito feliz de estar aqui, conhecendo Cuiabá pela primeira vez, e também feliz porque fizeram um Park de skate de alta qualidade para andarmos. A estrutura está sensacional, uma das maiores que eu já participei”, destacou.

Ele já praticou de outras etapas do Brasileiro e do STU (Skate Total Urbe), principal circuito brasileiro de skate, que promove competições profissionais de Street e Park para atletas de elite. “É uma estrutura legal de estar, com alimentação e climatização para os atletas”, completou.

Outros destaques do circuitos nacionais e internacionais de skate que prestigiaram as pistas do Skate Park foram Augusto Akio, de medalhista olímpico e campeão mundial na modalidade Park, Luiz Francisco, de São Paulo (SP), quarto lugar na Olimpíadas de Tóquio (2020), com participação no Circuito Mundial, e Dora Varella, que acumula duas olimpíadas, sendo a quarta colocação em Paris. A delegação da Seleção Brasileira de Skate, com 21 pessoas, também compareceu em peso.

O Skate Park é o primeiro espaço em Mato Grosso a ter pista na modalidade Park, com “piscina” e “grande bacia”, o Bowl, que prioriza a fluidez e capacidade técnica. “A categoria Park é inédita em Mato Grosso. Esta é a primeira pista do Estado”, explica Bob. Na modalidade Skate Street, o esportista simula manobras em um ambiente urbano, com obstáculos como corrimãos, escadas, bancos e muretas.

Amador e Master

Vicente Rigobello e Paulo Oliveira foram os vencedores masculinos na categoria amador, nas modalidades Park e Street, respectivamente. De Fortaleza, Júlia Cidrão venceu no feminino, modalidade Street. Já Marcos Vasconcelos foi o primeiro lugar no masculino Master.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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