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China concentra 12 missões empresariais e lidera agenda internacional da Sedec

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A China consolidou, em 2025, sua posição como principal eixo da agenda internacional da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Ao longo do ano, o país respondeu por 12 missões empresariais e institucionais recebidas em Mato Grosso, além de ter sido destino de agendas oficiais do governo estadual, resultado de um trabalho contínuo de articulação internacional desenvolvido desde 2019, com foco na abertura de mercados, atração de investimentos e diversificação de parceiros comerciais.

As agendas realizadas pelo Governo de Mato Grosso na China, em 2025, incluíram a participação da Sedec na Feira Sial Shanghai, uma das maiores vitrines globais do setor de alimentos e bebidas, na missão presidencial ao Fórum China–CELAC, em Pequim, e na China International Import Expo (CIIE), em Shanghai, onde o Estado participou com o Fórum de Negócios Mato Grosso.

Por outro lado, Mato Grosso recebeu ao longo do ano 12 missões chinesas articuladas pela Sedec e pela Invest MT. As comitivas reuniram representantes de grupos industriais, fundos de investimento, empresas de comércio internacional e instituições de pesquisa e inovação, com agendas concentradas em reuniões técnicas, rodadas de negócios e prospecção de projetos voltados à instalação de empreendimentos no Estado.

As tratativas envolveram cadeias produtivas estratégicas como fertilizantes, energia renovável, gás natural, setor farmacêutico, grãos, milho, algodão, joalheria, indústria de transformação e fundos de investimento. Além de grandes corporações, a Sedec também recebeu missões vinculadas à Tsinghua University, uma das principais universidades da China, com foco em inovação e desenvolvimento tecnológico.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, afirma que o volume de missões chinesas recebidas em 2025 não é resultado de ações pontuais, mas de uma política institucional construída ao longo do tempo, com presença permanente de Mato Grosso nas agendas internacionais e diálogo contínuo com o setor produtivo.

“A China é o maior parceiro econômico de Mato Grosso, e essa relação vem sendo construída há anos. Em 2025, enquanto estivemos em agendas oficiais na China, recebemos 12 missões chinesas aqui no Estado. Isso é fruto de um trabalho consistente de relacionamento institucional, promoção comercial e construção de confiança, que envolve o governo e a iniciativa privada”, afirmou.

César Miranda destacou que a relação com a China vai além da exportação de commodities e está cada vez mais direcionada à atração de investimentos e à agregação de valor à produção estadual.

“Estamos falando de indústrias, fundos de investimento, energia, fertilizantes, tecnologia e inovação. A abertura do escritório da Invest em Shanghai é parte desse processo e consolida Mato Grosso como uma porta de entrada para negócios entre a Ásia, o Oriente Médio e o Brasil”, ressaltou.

De acordo com o secretário, a estratégia de diversificação de mercados e fortalecimento da relação com a China foi determinante para reduzir a exposição do Estado a instabilidades no comércio internacional e garantir a manutenção do crescimento econômico.

“São políticas de Estado, construídas com os setores produtivos, que não se encerram com um governo e seguem gerando emprego, renda e desenvolvimento”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba quem são servidores e empresários presos pelo Gaeco por esquema de R$ 80 milhões

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Os servidores públicos Fernando Dante Morari, Júlio Henrique Verdu Garcia, Valdinei Monteiro da Silva e Agnaldo Rael da Silva, além da empresária Débora Alvarenga Nakanishi da Silva, foram os cinco presos na Operação Mãos à Obra – Fase II, deflagrada nesta quarta-feira (28) pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em Sinop (a 500 km de Cuiabá).

Fernando e Júlio são engenheiros civis da Prefeitura de Sinop, enquanto Valdinei e Agnaldo também integram o quadro de servidores públicos. Já Débora é sócia da Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda., empresa que também está entre os alvos da investigação.

A operação apura um suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários para facilitar a aprovação de projetos imobiliários, a emissão de licenças e a regularização de empreendimentos no município.

A ofensiva do Gaeco também teve como alvos profissionais ligados à construção civil e ao mercado imobiliário, que foram submetidos a mandados de busca e apreensão.

Entre eles estão as arquitetas Bruna Maia de Freitas e Grazielly Stolarski, o fiscal de obras Samuel de Sousa Vieira e os engenheiros civis Charles Correia da Costa e Laércio Ronei Schorr, este último também corretor de imóveis.

Os empresários Danielle da Silva Otaviano Garcia e Felipe Gabriel Russo também aparecem na relação de investigados, assim como Roni de Souza, que atua como engenheiro civil, empresário e agente penitenciário.

A lista de alvos de busca e apreensão inclui ainda Antônio Benedito Rodrigues e a empresa Dnishi Empreendimentos Imobiliários Ltda.

Fernando Morari, Júlio Henrique Verdu Garcia e Débora Nakanishi estão entre os presos da operação

Suspeita de propina

Conforme as investigações, servidores públicos teriam exigido e recebido vantagens indevidas para favorecer empresários em procedimentos administrativos da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop.

As suspeitas envolvem desde a emissão de pareceres técnicos até a aprovação de projetos, concessão de licenças e certificados, além de possíveis interferências em fiscalizações.

De acordo com o Gaeco, as irregularidades investigadas teriam ocorrido ao longo de nove anos, entre 2017 e 2026.

Para aprofundar as apurações, a Justiça autorizou cinco mandados de prisão preventiva e buscas e apreensões contra 17 alvos. Também determinou o afastamento de seis agentes públicos de suas funções.

Uma empresa investigada teve suas atividades econômicas e financeiras suspensas por determinação judicial.

Bloqueio milionário

A operação também atingiu o patrimônio dos investigados. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 80 milhões de um grupo de suspeitos e de uma pessoa jurídica.

Em relação aos demais alvos, foi determinado o sequestro de ativos financeiros de até R$ 3 milhões por investigado, além de imóveis pertencentes a um dos envolvidos.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes recolheram dinheiro em espécie e bens de alto valor vinculados a empresários suspeitos de participação no esquema.

Segundo o Gaeco, as medidas patrimoniais têm como objetivo impedir a transferência ou ocultação de bens e assegurar recursos para eventual ressarcimento aos cofres públicos.

As investigações seguem em andamento. O órgão destacou que as medidas cautelares não representam condenação e que todos os investigados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

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