Mato Grosso

Com 13 votos ‘assegurados’, Ilde Taques matém candidatura e vê dificuldade para Paula mudar RI

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O vereador Ilde Taques (Podemos), candidato a presidente da nova Mesa Diretora, assegura que possui o compromisso de 13 parlamentares e declarou abertamente que a atual presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), não conseguirá os 18 votos necessários (dois terços da Casa) para alterar o Regimento Interno e viabilizar sua reeleição.

O posicionamento firme do parlamentar ocorre após o recuo estratégico de Dilemário Alencar (União Brasil), que se aliou ao grupo governista em um jantar político na residência de Paula Calil.

“Eu creio que a presidente não vai conseguir os dois terços. Porque se eles estão com 14 e eu estou com 13, são 27. Então, para chegar a 18, faltam quatro. Eu acho difícil ela chegar nos 18”, afirmou o parlamentar.

As articulações dividiram a Câmara de Cuiabá em dois blocos numéricos claros: Bloco Governista (Paula Calil), soma 14 votos, após as recentes adesões de Dilemário Alencar e Baixinha Giraldelli (Solidariedade).

O Bloco de Oposição (Ilde Taques), mantém 13 votos convictos. Como a soma dos dois blocos resulta em 27 vereadores, Paula Calil precisaria reverter votos do grupo de Ilde ou conquistar novos apoios para alcançar o quórum de 18 votos exigido por lei.

Ilde Taques tem sustentado publicamente que tentar mexer nas regras internas a poucos meses do pleito — previsto para agosto — prejudica a transparência do processo político.

O parlamentar relembrou que seu próprio grupo já contou com quase 20 apoiadores antes da interferência do Executivo municipal e garantiu que sua candidatura à presidência segue mantida de forma irreversível.

“O importante é que eu estou com 13 vereadores, 13 vereadores que deram a palavra e estão cumprindo, vereadores sérios, vereadores que acreditam num projeto”, disse o vereador que criticou ainda o que classifica de interferência do prefeito Abílio Brunini (PL).

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Cuiabá

Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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