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Corpo de Bombeiros atende duas ocorrências de capotamento de veículos com vítimas em diferentes municípios

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, neste fim de semana, duas ocorrências de capotamento de veículos registradas nos municípios de Primavera do Leste e Lucas do Rio Verde.

A primeira ocorrência foi atendida pela equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM), acionada por volta das 01h48 deste domingo (15.2), para atender a um acidente de trânsito na BR-070, km 255, em Primavera do Leste (a 243 km de Cuiabá).

No local, foi constatado que uma carreta que transportava farinha de trigo e tinha dois homens a bordo havia capotado. As vítimas ficaram presas às ferragens do veículo, sendo necessária a ação de desencarceramento para a retirada.

Um homem, de 57 anos, sofreu escoriações, foi retirado da carreta e recebeu os primeiros atendimentos no local. Já a segunda vítima, um homem de 65 anos, não resistiu aos ferimentos e estava sem sinais vitais no momento do atendimento.

A Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para os demais procedimentos necessários.

Segunda ocorrência

No sábado, por volta das 17h10, a equipe da 13ª Companhia Independente de Bombeiros Militar (13ª CIBM) atendeu uma ocorrência de acidente de trânsito registrada na zona rural de Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá).

Ao chegar, os bombeiros constataram que uma caminhonete, ocupada por duas pessoas, havia capotado. Uma das vítimas, um homem, estava consciente e caminhando pelo local. Ele apresentava escoriações na região da cabeça, com sinais vitais estáveis. Após avaliação, a vítima foi encaminhada ao Hospital São Lucas para atendimento médico.

Já a segunda vítima, uma mulher, estava presa às ferragens do veículo e sem sinais vitais. A equipe do CBMMT realizou o desencarceramento veicular para a retirada do corpo.

A Polícia Civil de Mato Grosso e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para os procedimentos legais e apuração das causas do acidente.


Sgt BM Alexsandre.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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