Mato Grosso

Corpo de Bombeiros inaugura novo auditório do 1º Batalhão de Bombeiros Militar

Publicado em

Mato Grosso

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) inaugurou, nesta terça-feira (16.12), o novo auditório do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1º BBM), em Cuiabá. A nova estrutura foi executada por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), com recursos destinados pelo Ministério Público do Estado, e foi projetada para fortalecer as atividades de formação, capacitação e integração dos militares, além de servir como espaço para eventos institucionais.

A cerimônia de inauguração foi presidida pelo comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, e contou com a presença do comandante-geral adjunto e chefe do Estado-Maior, coronel BM Rony Robson Cruz Barros; do promotor de Justiça Mauro Zaque; de coronéis da corporação; e de familiares do sargento BM Odeney Parreira Amaro, que dá nome ao auditório, em reconhecimento à sua trajetória na corporação.

De acordo com o comandante-geral, coronel Glêdson, a entrega do novo espaço representa um avanço significativo para a corporação, pois contribui diretamente para a qualificação profissional dos militares e para o fortalecimento da gestão administrativa. Além disso, amplia a capacidade do 1º BBM de sediar eventos estratégicos e atividades de planejamento, promovendo maior integração entre as unidades operacionais e administrativas do CBMMT.

“Precisamos fazer deste batalhão uma referência. É nesta unidade que, de fato, a nossa história se consolida. Sabemos que ela teve início no Porto, mas foi a partir deste batalhão que a corporação ganhou força e se desenvolveu ao longo de diferentes gestões. Trata-se da maior e mais tradicional unidade da nossa instituição, que, por isso mesmo, sempre recebeu uma atenção diferenciada”, destacou o comandante-geral.

O novo auditório conta com ambiente climatizado e sistema de projeção audiovisual, representando um importante avanço para o 1º BBM, unidade histórica e estratégica do CBMMT. O espaço recebeu o nome do sargento BM Odeney Parreira Amaro como forma de homenagear sua trajetória, marcada pela dedicação e compromisso com a corporação.

“Vocês fazem parte da família do Corpo de Bombeiros Militar. Não por acaso, este auditório, o melhor da nossa instituição, ficará eternizado com o nome do sargento Odeney Parreira Amaro, um profissional muito querido, que contribuiu de forma significativa para o fortalecimento do Corpo de Bombeiros Militar. Ele ajudou a construir a nossa instituição junto conosco”, afirmou o comandante-geral aos familiares.

Também presente, o promotor de Justiça Mauro Zaque foi homenageado com a imposição da Medalha Dom Pedro II, grau Comendador, em reconhecimento aos serviços prestados à corporação. Ele aproveitou a ocasião para ressaltar que o novo auditório representa um investimento na formação e valorização dos militares, além de reforçar a importância de estruturas adequadas para o desenvolvimento da instituição e para a prestação de serviços de excelência à sociedade.

“É uma grande satisfação participar deste momento. Trata-se de um espaço de conhecimento e instrução, com qualidade, conforto e dignidade para todos aqueles que aqui serão capacitados. Este auditório apoiará instruções, reuniões e diversas atividades. Além disso, reforça o nosso reconhecimento ao trabalho que essa instituição realiza em prol da sociedade, com qualidade, esforço, dedicação, doação e comprometimento”, ressaltou o promotor.

Participaram ainda o diretor de Ensino, Instrução e Pesquisa, coronel BM Josiel Borges da Silva; o diretor Operacional, coronel BM Heitor Fernandes da Luz; o diretor de Saúde, coronel BM Jean Carlos Pinto de Arruda Oliveira; a comandante do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1º BBM), coronel BM Pryscilla Jorge Machado de Souza e o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

Publicados

em

O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA