Mato Grosso

Corpo de Bombeiros orienta sobre cuidados essenciais durante as primeiras chuvas da temporada

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Com a chegada das primeiras chuvas da temporada, aumentam os riscos de acidentes de trânsito, choques elétricos e quedas de árvores. Nesse cenário, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) ressalta a importância de adotar medidas preventivas para garantir a segurança da população.

De acordo com o diretor operacional adjunto do CBMMT, major BM Felipe Mançano Saboia, existem formas de prevenção de acidentes decorrentes de chuvas fortes, como por exemplo, verificar quintais e retirar objetos soltos que possam ser arrastados por ventos fortes e causar acidentes, evitar entrar em piscinas ou lagos durante tempestades, devido ao risco de raios, e atenção redobrada em vias públicas, ao dirigir ou pilotar motocicletas.

“Essas dicas podem ajudar a garantir a segurança da população durante as chuvas intensas, minimizando os riscos de acidentes e promovendo uma maior conscientização sobre os cuidados necessários nesse período”, falou o major.

Cuidados em casa

Durante chuvas intensas com trovoadas, é fundamental permanecer dentro de casa, desligar aparelhos da tomada para evitar curtos-circuitos, manter portas e janelas fechadas e evitar a proximidade de vidros, já que galhos ou objetos deslocados pelo vento podem causar quebras e ferimentos.

Segurança nas Vias Públicas

Caso esteja em vias públicas, procure abrigo em locais cobertos e seguros, preferencialmente em prédios ou estruturas de alvenaria. Evite ficar debaixo de árvores, próximo a placas, postes, estruturas metálicas ou frágeis, que podem cair com rajadas de vento ou serem atingidas por raios. Não transite em áreas alagadas, pois a água pode levar a quedas em buracos ou bueiros.

Outro cuidado essencial é nunca mexer em fios caídos, mesmo de telefonia ou internet, pois podem estar energizados. Se encontrar cabos rompidos em contato com o solo ou veículos, isole a área, mantenha distância e acione imediatamente a concessionária de energia elétrica, a Defesa Civil, e ou o Corpo de Bombeiros.

Queda de árvores

Após grandes chuvas e ventos intensos, há um risco significativo de queda de árvores em vias públicas e até mesmo sobre casas e veículos. Nesses casos, pode ser necessário acionar as equipes do Corpo de Bombeiros para realizar a retirada de forma segura.

Para solicitar uma avaliação de risco e, se necessário, o corte de árvores em locais públicos ou privados, entre em contato pelo número de emergência 193, informando a situação e solicitando uma avaliação.

Orientações para motoristas e motociclistas

Para motoristas e motociclistas, a recomendação é evitar estacionar veículos embaixo ou próximo a árvores, prevenindo danos em caso de quedas. Durante chuvas fortes, mantenha a calma e permaneça dentro do veículo, que oferece proteção contra raios. Não enfrente áreas com acúmulo de água e, em caso de granizo, busque um local seguro para estacionar.

Nas estradas, a combinação de água com óleo, graxa e sujeira torna o asfalto mais escorregadio, aumentando o risco de quedas de motociclistas e colisões entre veículos. Por isso, é essencial reduzir a velocidade e aumentar a distância em relação ao veículo à frente.

Motociclistas devem sempre utilizar capacete, enquanto motoristas e passageiros devem usar o cinto de segurança. Crianças devem ser transportadas em cadeirinhas ou assentos adequados à idade, peso e altura, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro.

Em casos de acidentes ou emergências, acione imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar pelo número 193, ou a Defesa Civil pelo 199. As equipes estão preparadas para atender de forma rápida e segura.

*Sob supervisão de Hannah Marques

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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