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Corpo de Bombeiros orienta sobre novas manobras de desengasgo; veja o que mudou

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) orienta a população sobre as atualizações científicas implementadas pela American Heart Association (AHA), que tratam das melhores práticas no atendimento a vítimas de obstrução das vias respiratórias, popularmente conhecida como engasgo. As novas diretrizes trazem mudanças visando tornar as manobras de desengasgo mais seguras e eficazes, aumentando as chances de sucesso nos procedimentos de primeiros socorros em situações de emergência.

Reconhecida mundialmente por suas pesquisas e protocolos em reanimação cardiopulmonar e primeiros socorros, a AHA exerce papel central na padronização e atualização das práticas de emergência. Suas recomendações orientam profissionais e a população, de modo que as ações estejam alinhadas às evidências científicas mais recentes, com o objetivo de aumentar as taxas de sobrevivência das vítimas.

Segundo a tenente BM Beatriz Oliveira Castelli de Albuquerque, as principais alterações nas manobras incluem mudanças na posição do socorrista e a forma correta de realizar as compressões torácicas, para tornar o atendimento mais seguro e eficaz, tanto para quem presta o socorro quanto para a vítima. “Essas atualizações reforçam a importância de procedimentos mais precisos e seguros, garantindo um atendimento de qualidade e reduzindo riscos durante o socorro”, ressaltou a tenente.

Engasgo em bebês

No caso de bebês engasgados, a principal mudança diz respeito à posição das mãos do socorrista durante as compressões torácicas. Agora, as compressões devem ser realizadas com a base de uma das mãos do socorrista ou utilizando a técnica dos dois polegares, eliminando o uso da técnica dos dois dedos para as compressões torácicas, segundo a tenente.

Desse modo, quando o bebê estiver com engasgo total das vias aéreas, mas consciente, as orientações para o socorrista passam a ser as seguintes:

1. Posicione o bebê de barriga para baixo sobre o braço do socorrista, apoiando a cabeça e o pescoço com cuidado, de modo que a cabeça fique mais baixa que o corpo;
2. Execute cinco tapas firmes (tapotagem) nas costas do bebê, entre as escápulas;
3. Vire o bebê com a barriga para cima e realize cinco compressões torácicas usando a base da mão ou a técnica dos dois polegares, ajustando a força de acordo com o tamanho e a fragilidade do bebê;
4. Repita o ciclo de cinco tapotagens e cinco compressões até que o objeto seja expelido;
5. Observe atentamente os sinais do bebê, como respiração, tosse e nível de consciência;
6. Acione o serviço de emergência via 192 (Samu) 193 (Corpo de Bombeiros Militar) se houver perda de consciência do bebê. Neste caso, inicie imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) e só pare até a chegada do socorro.

Engasgo em crianças e adultos

Para crianças maiores de um ano e adultos com engasgo total, o socorrista deve realizar ciclos alternados de cinco tapotagens nas costas e cinco compressões abdominais (manobra de Heimlich), iniciando pelos golpes nas costas. Antes da mudança, não eram recomendados os tapas nas costas, sendo indicada apenas a manobra de Heimlich.

Assim, as orientações ao socorrista passam a ser:

1. Se posicione atrás da vítima;
2. Execute cinco tapotagens firmes entre as escápulas;
3. Alterne com cinco compressões abdominais (manobra de Heimlich), aplicando força suficiente, mas com cuidado para não causar lesões;
4. Repita o ciclo de cinco tapotagens e cinco compressões até que o objeto seja expelido;
5. Observe os sinais da vítima, como respiração, tosse e nível de consciência;
6. Acione o serviço de emergência via 192 (Samu) 193 (Corpo de Bombeiros Militar) se o objeto não for expelido rapidamente ou se a vítima perder a consciência. Neste caso, inicie imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) e só pare até a chegada do socorro.

Manobra de Heimlich

A Manobra de Heimlich consiste em aplicar compressões abdominais rápidas e firmes logo acima do umbigo, com o objetivo de gerar uma pressão interna que expulse o objeto que está bloqueando a passagem de ar. Para realizá-la, o socorrista deve posicionar-se atrás da vítima, envolver sua cintura com os braços, fechar uma das mãos e colocá-la entre o umbigo e o esterno (osso do peito), segurando o punho com a outra mão. Em seguida, deve puxar com força para dentro e para cima, em movimentos rápidos e repetidos, até que o objeto seja expelido e a vítima volte a respirar normalmente.

Para saber mais sobre como executar as manobras, confira os vídeos orientativos do Corpo de Bombeiros Militar.

Fonte: Governo MT – MT



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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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